terça-feira, 8 de abril de 2008

[Lisboa] Zapatismo, poder e estado: seminário com John Holloway



ZAPATISMO, PODER e ESTADO seminário com JOHN HOLLOWAY ISCTE Auditório B203 9 DE ABRIL 2008 18:00 O levantamento zapatista mudou a ideia de transformação social radical, constituindo-se como um desafio prático e teórico que exige reflexão e debate. O que pode significar querer mudar o mundo sem tomar o poder? O que é uma política de dignidade? O que significa afirmar “caminhamos perguntando”? Que sentido pode adquirir o zapatismo na cidade? É sobre estas questões que se debruçará o seminário. John Holloway nasceu em Dublin. Professor da Universidade de Edimburgo desde 1972, é desde os anos 70 um dos mais destacados dinamizadores da corrente conhecida como Open Marxism. Actualmente é professor na Benemérita Universidad Autónoma de la ciudad de Puebla, no México. Publicou livros e ensaios em vários países, de Post Fordism and Social Form - a Marxist debate on the Post-Fordism State até Zapatista! Reinventing revolution in México. Em 2002 publicou Changing the World without Taking Power – The Meaning of Revolution Today, livro também publicado no Brasil com o título Mudar o Mundo sem Tomar o Poder – O Significado da Revolução Hoje. Este livro, ao colocar em cima da mesa questões tais como a crise do sujeito revolucionário “clássico”, a crítica da noção de revolução enquanto estrutura de poder e dominação, a centralidade do trabalho abstracto na ideia estatocêntrica de revolução ou, ainda, a ideia de autonomia como forma política anti-totalizadora do sujeito transformador, colocou o pensamento de John Holloway no centro de um intenso e polémico debate político e teórico, travado desde a França até à Argentina. Organização Centro de Estudos de Antropologia Social / ISCTE Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa / ISCTE Le monde diplomatique – edição portuguesa INSCRIÇÕES ATÉ DIA 7 DE ABRIL Por e-mail para: ceas@iscte.pt [Entrada gratuita. Lugares limitados] [Confere certificado] [John Holloway intervirá em espanhol] [Será previamente fornecido aos inscritos um texto de John Holloway]

terça-feira, 1 de abril de 2008

Feira do Livro Anarquista - 23, 24 e 25 de Maio em Lisboa


Nos dias 23, 24 e 25 de Maio de 2008, por iniciativa de diversos colectivos e indivíduos libertários, vai realizar-se em Lisboa a Feira do Livro Anarquista, a decorrer no Grupo Desportivo da Mouraria.Pretendemos com a organização deste evento criar um espaço para a exposição e debate das ideias e lutas libertárias, assim como para o convívio e fortalecimento de laços entre pessoas que partilham uma visão anti-autoritária do mundo. A Feira proporcionará, para além das bancas de livros e outras publicações, um programa de actividades diversas, que poderão ser debates, workshops, sessões de cinema, performances e o que mais a imaginação e a vontade d@s participantes propuserem.Apelamos à participação neste evento de tod@s @s interessad@s, através da sua presença com bancas de informação, livros e outras publicações ou com propostas de actividades que queiram promover durante a Feira.@s interessad@s em participar devem confirmar a presença da sua banca ou propor actividades até dia 20 de Abril de 2008. Podem fazê-lo para os seguintes contactos:E-mail: feiradolivroanarquista@gmail.comEndereço postal: Apartado 40 / 2801-801 Almada / PortugalPara mais informação consultar o blogue da Feira do Livro Anarquista:http://feiradolivroanarquista.blogspot.com/

Acção e Ocupação na Casa Viva


CONVITEO espaço contra a autoridade11-13 Abril 2008 – CasaViva (Porto) – Dias de Acção e OcupaçãoA ideia de espaço público constitui – já desde a antiguidade clássica – a base da democracia enquanto prática quotidiana. Se, na antiga Grécia, esta nunca foi alargada à grande parte da população (mulheres, estrangeiros e escravos nomeadamente), actualmente a sua inexistência é inerente à própria condição cidadã.A democracia, de dinâmica passou a regime, e o espaço público – onde as grandes questões eram alvo de decisão por parte das pesssoas – foi destruído e “dividido” em fábricas e outros locais de trabalho, centros comerciais, clínicas psiquiátricas ou centros de dia. A vida passou a ser uma realidade espácio-temporal baseada na incessante satisfação de necessidades e não na reflexão, no debate, no livre pensamento, na possibilidade e responsabilidade de decidir sobre o que nos diz respeito.A cidade é o palco por excelência deste processo de privatização social da vida – não de individualização–, em que a relação com o outro depende essencialmente de uma lógica instrumental. O contacto com o próximo é cada vez mais determinado pelo que queremos pedir, pelo que precisamos, pelo que temos que dar, pelo que está escrito no contrato de trabalho, pelo que é definido pelas regras de boa educação, pelo o que poderei vir a escrever no livro de reclamações. Não pela dupla vontade de exprimirmos a nossa individualidade e de recebermos a individualidade dos outros, um privilégio que, sendo sujeito a um processo de institucionalização temporal – depois das 6 da tarde, antes das 8 da manhã – deixou obviamente de o ser. E quando a normalidade se torna a definição oficial da mais profunda instabilidade – do emprego que não há, mas que se tem de ter, das contas que não param de aumentar, mas que se têm de pagar, de uma vida da qual não se gosta, mas tem que ser vivida – passa a ser não oficial o conflito, nas suas múltiplas formas.A criação de linhas de fuga e de resistência passou e passa pela organização de novas esferas semi-públicas de discussão e convivência, que funcionem fora da lógica do estado e capital. Segundo Hakim Bey, surge a possibilidade de grupos de amigos isolados assumirem uma forma mais complexa: “núcleos de aliados mutuamente escolhidos, trabalhando (brincando) para ocupar cada vez mais tempo e espaço fora de todos os controlos e estruturas mediadas. Depois quererá transformar-se numa rede horizontal de semelhantes grupos autónomos – depois, numa “tendência” – depois, num “movimento” – e depois numa rede cinética de“zonas autónomas temporárias” [T.A.Z]”.É com base na ideia de que “não há um metro quadrado da Terra sem polícias ou impostos…em teoria”, e de que é possível criar enclaves livres, “mini-sociedades que vivam resoluta e conscientemente fora do amplexo da lei”, que ocorrem, ao longo da década de noventa, ocupações de casas e tentativas de organização de centros sociais em Portugal. Apesar de ser um pouco redutor englobar todas estas experiências numa só tendência, podemos afirmar – em abstracto – que foram lugares propícios à espontaneidade e aos acasos da vida quotidiana, tendo possibilitado encontros com pessoas de fora, partilha de saberes, a oportunidadede fazer as coisas de uma outra maneira e, desde logo, equacionar modos de agir no mundo.O aumento da repressão, aliado à crescente afirmação das cidades enquanto núcleos geradores de produtividade (e também a uma certa atitude de isolamento dogmático por parte de vários colectivos ocupas), determinou o fim de quase todos os centros sociais ocupados (a C.O.S.A vive!). Porém, este fenómeno é apenas um pequeno indício de um longo processo de transformação dos centros urbanos em centros de negócios. Casos como o do Mercado do Bolhão, no Porto, e do Grémio Lisbonense, em Lisboa tornam mais visível a tendência dominante para o desaparecimento de tudo o que destoa do modo de funcionamento empresarial. Mais do que nunca, e perante a multiplicidade de processos de objectivação do quotidiano – muitos dos quais com um pendor fortemente repressivo –, a criação de espaços libertados (e que queiram libertar) deverá constituir uma das principais estratégias orientadoras da luta anti-autoritária.A 11, 12 e 13 de Abril, a CasaViva abre-se a todas as pessoas e colectivos que nela queiram viver por esses dias e partilhar perspectivas e acções relacionadas com a questão da ocupação, aproveitando os dias europeus de acção de apoio a squats e espaços autónomos lançados pela rede Squat.net.http://april2008.squatOs temas serão: centros sociais, okupas e espaços libertados, o mau uso da terra e a sua propriedade, a apropriação de espaços públicos pelo mundo dos negócios através da privatização, da especulação e da publicidade. E tudo o mais que te lembrares até lá. O desafio é o habitual. Traz ideias de acção (e tudo o que elas precisarem para serem levadas a efeito) e disponibilidade para participar nas acções pensadas por outras pessoas. Vem preparado para seres co-gestor(a) do espaço. Aparece na sexta, para se combinarem e coordenarem as acções de sábado, batalha com as outras pessoas nesse dia e fica para o Domingo, onde esperamos ter tempo para conversar calmamente.Durante esse tempo, haverá, decerto, café, cerveja, pequeno-almoço e jantar e, muito provavelmente, concertos, filmes e festa.CasaVivaPraça Marquês de Pombal, 167Porto
casaviva167@gmail.com
http://www.casa-viva.blogspot.com/

27 estudantes universitários egípcios suspensos por vestirem t-shirts de solidariedade com Gaza


Vinte e sete estudantes da universidade do canal do Suez, na cidade egípcia de Port Said, foram suspensos por um mês por usarem t-shirts de solidariedade com os palestinianos de Gaza, noticiou ontem um jornal do Egipto. O diário independente Al Masri al Youm publicou, juntamente com a notícia, uma fotografia dos 27 estudantes com a legenda “em compaixão com Gaza”. “Expulsaram-nos das aulas por mostrarmos a nossa solidariedade com Gaza”, denunciou um dos universitários ao jornal. As camisolas vestidas pelos jovens eram idênticas à que Abu Trika, jogador da selecção egípcia de futebol, utilizou por baixo do equipamento durante a última Taça das Nações Africanas, e que mostrou no festejo de um golo contra a selecção do Sudão. A t-shirt do futebolista, onde se lia “Sympathize with Gaza”, gerou grande controvérsia. A Confederação Africana de Futebol fez um aviso ao jogador, por este ter quebrado as regras da FIFA que banem a política do desporto. Mas vários editoriais e artigos no Egipto elogiaram o gesto do avançado, agora tido como um herói por muitos egípcios. Polémica foi também a actuação do motor de busca Google, que terá mesmo removido as imagens do gesto da Internet (na pesquisa de imagens do Google não é possível encontrar esta imagem). Segundo o jornal Al-Watan e a televisão Al-Arabiya, da Arábia saudita, a censura terá ocorrido por pressões de Israel.O território de Gaza é actualmente controlado pelo partido radical Hamas. Eleito democraticamente em Janeiro de 2006, o partido foi forçado a abdicar do poder em favor da Fatah, por pressão dos Estados Unidos e da União Europeia, que então suspenderam o envio de ajuda ao governo palestiniano. Segundo várias organizações humanitárias, Gaza, onde o Hamas governa sozinho depois de ter expulso as autoridades próximas da Fatah, vive hoje a pior crise humanitária desde 1967 (ano da guerra dos seis dias e da ocupação israelita do território). http://www.alarabiya.net/articles/2008/02/03/45101.html

Roménia proíbe cultivo de milho transgénico



A Roménia, o maior produtor de milho da Europa, anunciou esta semana uma proibição ao cultivo de milho transgénico MON810, a única variedade autorizada para cultivo na União Europeia. O MON810 é o único transgénico autorizado para cultivo no território europeu. A Roménia tornou-se assim no 8º país europeu a proibir o cultivo de transgénicos no seu território, seguindo os passos da França, Hungria, Itália, Áustria, Grécia, Suíça e Polónia. A Roménia é o principal produtor de milho da União Européia em total de hectares plantados, com cerca de 3 milhões de hectares cultivados anualmente. Do milho MON 810 foram plantados 300 hectares no país desde 2007, representando apenas 0,01% do total de produção de milho da Roménia. Com o anúncio do ministro do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Romênia, Attila Korodi, o maior produtor de milho da Europa torna-se livre de transgénicos. ”A proibição de OGM (organismos geneticamente modificados) na Roménia marca uma mudança sísmica. Envia uma mensagem crítica de que esta tecnologa perigosa não deve ser tolerada. É vital que a Comissão Europeia [1] proteja todos os agricultores e consumidores europeus e o ambiente, através da introdução de uma proibição contra o cultivo de OGM em todo o território europeu”, afirmou Geert Ritsema, coordenador da campanha internacional dos OGM da Greenpeace International. Preocupações sobre a segurança do milho MON 810 levaram o governo romeno a agir. Estudos científicos mostram que o milho MON 810 provoca danos à fauna, solo e saúde humana. A toxina Bt embutida no MON810, desenhada para matar a praga da broca do milho, entra no solo e provoca danos a organismos do solo, como as minhocas e outra fauna selvagem, incluindo borboletas e aranhas. As provas da sua segurança para a saúde humana e animal são inconclusivas [2]. ”O povo Romeno rejeitam esmagadoramente esta tecnologia insegura, desnecessária e insustentável [3]. É essencial que a proibição seja implementada tão cedo quanto possível, para que os cultivos naturais possam estar salvaguardados da contaminação genética antes do início da época de sementeira,” afirmou Gabriel Paun, Coordenador de Campanha OGM da Greenpeace Roménia. No final de 2007, o Comissário da União Européia para o Meio Ambiente, Stavros Dimas, usou estudos similares para bloquear o cultivo de outras duas variedades de milho transgénico, semelhantes ao MON 810, na União Européia. Ele também apontou para novos estudos que mostram que a toxina Bt produzida pelo milho transgénico tem efeitos negativos nos ecossistemas aquáticos. Contaminação Genética A contaminação de plantações convencionais por transgénicos é já um problema sério. Em 2007 apenas, houve 39 novos casos de contaminação em 23 países. Apesar disso, não há padrões internacionais para responsabilizar as empresas de biotecnologia pelos danos causados e perdas financeiras. O relatório Registo de Contaminação Transgénica 2007 (sumário executivo em português), produzido anualmente pelo Greenpeace e pelo Gene Watch UK, já constatou 216 casos de contaminação genética em 57 países diferentes, desde que as plantações geneticamente modificadas começaram a ser feitas comercialmente (em 1996). Notas: [1] Em 1998, a Monsanto obteve da Comissão Europeia uma licença de 10 anos para crescer milho transgénico MON810 em todo o território da UE. A licença está agora a chegar ao período de renovação, criando uma oportunidade importante à Comissão para retirar a permissão de cultivar milho MON810 em toda a UE, o que estaria na linha da maioria dos países que cultivam milho da UE. O MON810 é a única variedade transgénica autorizada para cultivo no território da UE. [2] Um estudo recente do professor Gilles Eric Séralini, assessor do Governo Francês para os OGM da Universidade de Caen, encontrou sinais de toxicidade nos órgãos internos de animais alimentados com milho transgénico. [3] Um estudo de opinião, conduzido pela Mercury Research e encomendado pela Greenpeace no Verão de 2007, mostrou que 67% dos romenos não querem comer alimentos transgénicos. Fontes: Greenpeace International e EcoAgência Solidária de Notícias

sábado, 29 de março de 2008

sexta-feira, 28 de março de 2008

quarta-feira, 26 de março de 2008

II Festival Anti-Fascista 12 de Abril em Aljustrel


Concerto Sábado 29 Março




Isto é “Anarquismo Verde”Civilização é exploraçãoA sociedade de massas é demasiado complexa para trabalhar sem especialização. A divisão especializada do trabalho aliena-nos do resto e cria uma hierarquia necessária para coordenar a produção. A hierarquia divide a sociedade entre quem tem poder, e quem não tem poder é tratado como um objecto a ser explorado.A exploração por motivos de classe, género, etnia e preferência sexual é intrínseca à sociedade de massas. A sociedade de massas não pode ser reformada. Deve ser modificada.O pequeno é o idealA sociedade de massas deve ser reestruturada para comunidades suficientemente pequenas para que cada pessoa seja respeitada, como indivíduo autónomo. Nas pequenas comunidades a autodeterminação modificaria a hierarquia. Não podes combater o massivo com o massivo. Se os nossos meios e fins têm de ser consistentes, devemos organizar-nos em redes de pequenos grupos autónomos para modificar a sociedade de massas.Terra ou morteA sociedade de massas enjaula as pessoas. Controlando os recursos da Terra, o Estado controla a sociedade. Devemos acabar com a nossa dependência do Estado recuperando a Terra e vivendo de maneira auto-suficiente. Restaurando a nossa relação com a Terra deitamos abaixo o pensamento hierárquico que a está destruindo.Revolução na periferiaA sociedade de massas necessita de recursos de todo o planeta para sobreviver. Os mais explorados por ela são aqueles que trabalham a terra no terceiro mundo, para verem o fruto do seu trabalho a ser exportado para os mais ricos. Não têm nada a perder recuperando a terra para eles mesmos. Quantos menos recursos sejam importados do Terceiro Mundo, menos capaz será a sociedade de massas de expor mercadorias nos seus países do Primeiro Mundo. As pequenas comunidades autónomas e auto-suficientes serão mais necessárias e fáceis de estabelecer à medida que o Estado perde o controlo sobre o resto do planeta.Autonomia agora!Devemos apoiar a revolução na periferia fazendo a nossa própria revolução aqui. Devemos compartilhar os conhecimentos necessários para sobreviver sem o Estado, criar uma cultura de resistência que nos liberte da alienação da sociedade de massas, viver livres de exploração boicotando os bancos e as multinacionais, construindo uma economia alternativa “verde e negra”, defendendo-nos a nós mesmos e à Terra usando a acção directa contra as bases militares, os laboratórios, os promotores e indústrias, contra a exploração e o fanatismo.Green Anarchist – http://www.greenanarchy.org/

6ª e sábado, 28 e 29 março entrada livre


O Peixe Morcego Vulcânico Cego