terça-feira, 6 de maio de 2008

Feira do Livro Anarquista


Antecipando, aqui fica a divulgação da Feira do Livro Anarquista à qual o CCA Gonçalves Correia /revista Alambique participará, nos dias 23, 24 e 25 de Maio de 2008, por iniciativa de diversos colectivos e indivíduos libertários, em Lisboa no Grupo Desportivo da Mouraria.
Pretendemos com a organização deste evento criar um espaço para a exposição e debate das ideias e lutas libertárias, assim como para o convívio e fortalecimento de laços entre pessoas que partilham uma visão anti-autoritária do mundo. A Feira proporcionará, para além das bancas de livros e outras publicações, um programa de actividades diversas, que poderão ser debates, workshops, sessões de cinema, performances e o que mais a imaginação e a vontade d@s participantes propuserem.
Apelamos à participação neste evento de tod@s @s interessad@s, através da sua presença com bancas de informação, livros e outras publicações ou com propostas de actividades que queiram promover durante a Feira.
Contactos, E-mail: feiradolivroanarquista@gmail.com
Endereço postal: Apartado 40 / 2801-801 Almada / Portugal
Para mais informação consultar o blogue da Feira do Livro Anarquista:http://feiradolivroanarquista.blogspot.com/

Manifs neonazis e anti-fascistas acabam em confrontos






Milhares de pessoas protestaram esta quinta-feira em Hamburgo e em Nuremberga contra comícios do partido neonazi NPD, enquanto manifestantes radicais se envolviam em confrontos com a polícia de intervenção, presente em força nas duas cidades.Segundo testemunhas citadas pelo site «Spiegel Online», a polícia utilizou canhões de água e bastões para dispersar os manifestantes, e várias pessoas ficaram feridas.Boa parte dos três mil manifestantes esquerdistas já tinham tentado anteriormente romper o cordão policial e atacar a manifestação do NPD, que reuniu cerca de mil activistas em Nuremberga.Um carro com altifalantes da chamada «Autonomia Organizada», cujo porta-voz estava a incitar os manifestantes à desordem, foi tomado de assalto pela polícia, que desligou a instalação sonora.Em Hamburgo, a manifestação anti-fascista juntou mais de sete mil pessoas no bairro de Barmbek, para onde o NPD marcou um comício em que participaram cerca de 1.100 militantes da extrema-direita vindos de várias pontos da Alemanha, disse fonte policial.À margem das manifestações registaram-se confrontos entre a polícia e activistas da extrema-esquerda, que incendiaram caixotes do lixo, arremessaram bombas de fumo, foguetes, incendiaram um armazém de pneus e viraram um carro da polícia.As forças da ordem recorreram a canhões de água para dispersar os grupos de manifestantes que estavam a provocar os distúrbios.Já na noite anterior ao 1º de Maio tinha havido em Hamburgo recontros entre esquerdistas e a polícia, em que ficou ligeiramente ferido um agenda da autoridade e foram efectuadas quatro detenções, segundo um porta-voz.O Conselho Central dos Judeus na Alemanha tinha-se insurgido esta semana contra a autorização ao NPD para desfilar em Nuremberga, cidade da Baviera que nos anos 30 do Século passado foi palco dos congressos nazis.Fonte: IOL Diário

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Os biocombustíveis da fome


Rita Calvário
Esquerda

Diz o Banco Mundial que o preço global dos alimentos aumentou 83% nos últimos 3 anos. O trigo, o leite e a manteiga triplicaram o seu preço desde 2000 e o frango, o arroz e o milho custam hoje o dobro. Este aumento é generalizado nos bens alimentares e é para durar, avisam os especialistas. Estima a FAO e a OCDE que alguns produtos agrícolas vão continuar a sofrer aumentos de preços na ordem dos 20 a 50% ao longo dos próximos 10 anos. Perante esta realidade soa o alarme da crise alimentar e da fome.

Desde Janeiro de 2007 que os protestos e marchas da fome sucedem-se nos países mais pobres perante o desespero. Primeiro foi o México devido ao aumento em 400% do preço do milho, alimento base da população. Mais recentemente no Egipto, devido à duplicação do preço dos alimentos num ano. No Haiti, provocando 4 mortes e a queda do Governo. Nos Camarões, Costa do Marfim, Senegal, Burkina Faso, Etiópia, Madagáscar, Mauritânia, Moçambique, Uzbequistão, Bolívia, Indonésia, Filipinas, Paquistão, Tailândia, Índia, Iémen.

O Programa Mundial de Alimentos da ONU avisa que, para assegurar um mínimo vital a 73 milhões de pessoas que dependem do seu programa de assistência, deverá desembolsar em 2008 pelo menos 30% mais do que no ano passado, ou seja, cerca de 500 milhões de dólares suplementares. Avisa ainda que 33 países na Ásia e África enfrentam uma forte instabilidade devido ao alastramento da fome nas zonas urbanas.

Alerta o presidente do FMI que o aumento dos alimentos em poucos meses fez retroceder em 7 anos a luta contra a pobreza no mundo, ameaçando mergulhar ainda mais na pobreza 100 milhões de pessoas.

«A alimentação representa cerca de 10-20% do gasto dos consumidores nos países industrializados, mas mais de 60 a 80% nos países pobres, muitos dos quais são importadores líquidos de alimentos», refere a FAO. Ao mesmo tempo alerta que para 2007/2008 a factura de importação de cereais nos países mais pobres do mundo pode subir 56%, mais que os 37% registados em 2006/2007; para os países de baixo rendimento e deficitários em alimentos de África, a factura de cereais é projectada subir 74%.

No final da semana passada, o Banco Mundial e o FMI acusaram os agrocombustíveis de ser a principal causa para o aumento do preço de alimentos básicos. Já os vários organismos da ONU têm vindo a alertar para uma revisão da política dos agrocombustíveis pelo seu contributo para a crise global do preço dos alimentos: «Nós temos de nos preocupar sobre o facto da possibilidade de se tirar terra ou substituir terra arável devido aos agrocombustíveis», referiu o secretário-geral da ONU no início deste mês.

O FMI assegura que os biocombustíveis contribuíram para quase metade do aumento da procura alimentar, o que afectou o preço de um conjunto de matérias-primas.

Perante a gravidade da situação apelam a medidas urgentes de apoio ao combate à fome e que os países «sejam sensíveis nestes momentos às dificuldades que atravessam os países que têm problemas de nutrição», o que suporia abandonar o cultivo de matérias-primas destinadas à energia para destiná-las ao mercado alimentar.

No dia 10 de Abril, o conselho científico da Agência Europeia para o Ambiente defendeu que a União Europeia deve suspender a meta dos 10% dos biocombustíveis utilizados nos transportes até 2020. Este conselho, composto por 20 cientistas independentes de 15 Estados Membros, considera que a meta dos dez por cento é demasiado ambiciosa e terá efeitos «difíceis de prever e de controlar». Aconselha a realização de um novo estudo sobre os riscos e benefícios dos biocombustíveis, bem como a «definição de uma meta mais moderada e a longo prazo, se a sustentabilidade não puder ser garantida».

Ontem, veio o presidente da Comissão Europeia afirmar que pediu a realização de um amplo estudo sobre o impacto dos biocombustíveis, na agricultura, preços e desenvolvimento, mas parece continuar sem vontade de alterar a meta.

Segundo o conselho, a produção de biocombustíveis ainda liberta gases com efeito de estufa em quantidades significativas, implicando «a combustão de recursos muito valiosos e finitos». Alertam ainda que «o solo arável necessário para a União Europeia conseguir cumprir a meta dos dez por cento excede a área disponível», e que a consequência da intensificação da produção de biocombustíveis é o «aumento das pressões no solo, água e biodiversidade». O cumprimento da meta irá significar «a importação de grandes quantidades de biocombustíveis» com a ocupação de largos milhões de hectares de solo, e que «a destruição acelerada das florestas tropicais devido ao aumento da produção de biocombustíveis já está a acontecer em alguns países em desenvolvimento. A produção sustentável fora da Europa é difícil de conseguir e de monitorizar».

Perante os alertas das mais variadas organizações internacionais, o Governo português continua a afirmar­‑se orgulhoso de ter decidido antecipar em 10 anos a polémica meta proposta pela Comissão Europeia, estabelecendo o objectivo de 10% até 2010. Que os mais pobres dos países mais pobres passem fome, parece que não é motivo de preocupação para Sócrates e os seus Ministros. Muito menos em Angola e Moçambique, e talvez Brasil, onde há projectos nacionais liderados pela GALP. Que os mais pobres de Portugal sejam afectados pela inflação dos alimentos básicos, como o pão que já aumentou 30% e o leite 20%, parece que também não os preocupa. Afinal, o combate à pobreza e exclusão social não é o forte deste Governo, como bem o sabemos pelas suas sucessivas políticas anti-sociais.

A sua irresponsabilidade mostra ainda que não tem qualquer estratégia séria para o sector dos transportes, o maior responsável pelas emissões de gases de estufa e em crescimento exponencial. Portugal apresenta o 5º pior resultado da União Europeia a 27, com um aumento de 96% entre 1990 e 2005 de emissões no sector dos transportes, sendo que o automóvel privado representa já quase 60% do total de emissões do sector.

Inverter esta lógica de supremacia da rodovia e do transporte individual não é política deste Governo. Reduzir o consumo de combustível no sector dos transportes, apostando nos transportes públicos e na ferrovia, certamente que não. Aumentar a qualidade de vida das pessoas e das cidades, melhorando as condições de mobilidade e acessibilidade para modos mais sustentáveis, está definitivamente fora da sua visão.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

action beat [uk] & too titan to fall [pt]

6ª, 2 maio 20h00 entrada livre Action BeatColectivo de improv noise/no wave de Bletchley (ao que parece um shithole situado no Norte de Inglaterra) que normalmente se junta com uma série de convidados para tocar em qualquer data. Soam, dizem eles, como uns Sonic Youth em início de carreira, Glenn Branca, Swans ou Rhys Chatham. As referências e as influências são de valor e isso reflecte o que se ouve no myspace. Normalmente tocam com 4 guitarristas, 1 baixista e entre 1 a 4 bateristas.www.myspace.com/actionbeatToo Titan To FallJoão (guitarra), Pedro (bateria) e Tiago (baixo), do Porto. Praticam o exercício da construção de músicas pequenas, muito pequenas, tendo o pormenor como principal preocupação. Tentam que um outro exercício, o da interpretação, seja feito da forma mais rápida e espontânea que as suas características físicas lhes permitem.Too Titan to Fall @ MySpaceorganização: Lovers & Lollypops www.loversandlollypops.comwww.myspace.com/loversandlollypops

Sessão de informação e debate sobre os OGM na COSA


No dia 3 de Maio pelas 19:00h vai ter lugar uma sessão de informação e debate sobre a luta contra os transgénicos e também projecção de vídeos sobre a acção de Silves e os OGM em geral.Haverá também jantar (21:30), bar e bailarico pela noite.Cosa: Rua Latino Coelho nº2 (Setúbal, junto à estação dos autocarros)email: http://COSSANOSSA@gmail.com/

Marcha Global pela Marijuana - 3 de Maio - Porto


[Manif. Anti-autoritaria] Comunicado lido na Manifestação de 25 de Abril.

EM ABRIL, VENDEM-NOS MIL MENTIRAS! DIZEM QUE O POVO É QUE MAIS ORDENA, DIZEM QUE SOMOS LIVRES, DIZEM QUE DEVEMOS CELEBRAR O 25 DE ABRIL DE 1974 COMO O DIA EM QUE A HISTÓRIA ACABOU, O DIA QUE NOS DEU TUDO O QUE PRECISAMOS, O DIA EM QUE POUSÁMOS AS ARMAS E ABDICAMOS DE LUTAR POIS JÁ TUDO FOI CONQUISTADO... HOJE, 34 ANOS DEPOIS, AQUELES QUE FALAM SÃO SILENCIADOS, AQUELES QUE RESISTEM SÃO ANIQUILADOS, AQUELES QUE SE ERGUEM SÃO PERSEGUIDOS, CRIMINALIZADOS, DETIDOS E HUMILHADOS. A CLASSE POLITICA SENTA-SE NAS SUAS CADEIRAS DO PODER, E OBSERVA SEM NUNCA SUJAR AS MÃOS COMO UMA VEZ MAIS CONSEGUEM REINAR PACIFICAMENTE, DESDE QUE NOS DIVIDAM. E ASSIM DIVIDEM-NOS ENTRE RICOS E POBRES, ENTRE NACIONAIS E ESTRANGEIROS, DIVIDEM-NOS PELA COR DE PELE, PELA ORIENTAÇÃO SEXUAL, PELO GÉNERO, OU PELA ESPÉCIE. E ENTRE NÓS, SEMPRE NO MEIO, SEMPRE A ESPALHAR A VIOLÊNCIA, SEMPRE PRONTOS A OBEDECER Á VOZ DO DONO, ESTÃO AQUELES QUE DECIDIRAM VENDER-SE A TROCO DE UMAS MIGALHAS. COM AS SUAS FARDAS, OS SEUS CACETETES E A FRUSTRAÇÃO DE SEREM PESSOAS SEM VALORES NEM DIGNIDADE, A POLÍCIA EXISTE CADA VEZ MAIS PARA PROTEGER AQUELES QUE TUDO TÊM DOS OUTROS A QUEM TUDO LHES ROUBARAM. AS PRISÕES ESTÃO CHEIAS DE POBRES, AS ESQUADRAS ESTÃO CHEIAS DE SANGUE, AS RUAS ESTÃO CHEIAS DE MEDO E DESCONFIANÇA. AS VOSSAS RUSGAS, AS VOSSAS IDENTIFICAÇÕES, AS VOSSAS CARGAS, A VOSSA VIGILÂNCIA E CONTROLE SÓ RESULTARÁ ENQUANTO NÓS O ACEITARMOS, ENQUANTO NÓS NOS CALARMOS, ENQUANTO PERMANECERMOS ISOLADOS, DESORGANIZADOS E AMEDRONTADOS. NÃO NOS IMPORTA A VOSSA “LEGALIDADE” OU “ILEGALIDADE”, NÃO NOS IMPORTAM AS VOSSAS FRONTEIRAS, NÃO NOS IMPORTAM OS VOSSOS JUÍZOS DE VALOR: IMPORTA-NOS SIM A REBELDIA, A INSUBMISSÃO E A DIGNIDADE. NUNCA A LIBERDADE FOI DADA OU NEGOCIADA – FOI SEMPRE ARRANCADA PELA DETERMINAÇÃO DE QUEM QUER SER LIVRE. PSP, GNR, PJ, SIS, ASAE, SEF, CHIBOS, INFAMES, VIGILANTES, SEGURANÇAS, AUTORITÁRIOS... DE UMA VEZ POR TODAS DESAPAREÇAM DA NOSSA VIDA!! CONTRA A REPRESSÃO POLICIAL CONTINUAMOS E CONTINUAREMOS NA RUA!

[Lisboa] Manifestação Anti-Autoritária


Nota Prévia: Antes de mais é necessário referir que este blog não passa disso, um blog... Não é por ter sido postada a convocatória da manifestação que quem aqui escreve passa a ser da organização da mesma. Aliás, esta convocatória foi publicada em inúmeros sites e blogs. É também engraçado o conjunto de movimentos que referiram estar ligados a esta manifestação. Principalmente o Stop the Lisboa Treaty, que é uma iniciativa de cidadãos alemães que se dedicam a publicar textos a exigir um referendo para a Constituição Europeia e também a denunciar algumas desigualdades sociais na Europa. Não se percebe qual a ligação que os senhores jornalistas encontraram com esta manifestação. Outra coisa foi terem referido os "Ultras", que toda a gente associa rapidamente a hooligans violentos desejosos de causar o caos e a destruição. Não se entende porque não escreveram o nome completo da organização, que é Ultras Contra o Racismo que já há muitos anos lutam pela erradicação do racismo nos estádios de futebol. Depois, a Agência Lusa afirma ter tentado contactar os organizadores da manifestação para esclarecimentos. Que se saiba ninguém foi contactado. Subtilmente os senhores jornalistas tentaram denegrir esta manifestação dando a entender que é apenas um grupo de miúdos rebeldes que não tem respeito por ninguém... De notar também a insistência destes senhores jornalistas em tentar fotografar os manifestantes de cara destapada, mesmo depois de os mesmos terem feito perceber que não queriam ser fotografados. Agora a manifestação propriamente dita: Quando a manifestação partiu da Praça da Figueira havia, notoriamente, alguma tensão no ar. Houve mesmo uma conversa mais acesa com um jornalista que apesar dos avisos estava a insistir na captação de fotos aos manifestantes. A polícia andava sempre nas redondezas e sabíamos que estavam à espera de um deslize nosso para poder intervir. A dianteira da manifestação estava a avançar rapidamente o que fez com que o corpo da mesma ficasse um pouco disperso. Circulava a informação (ou boato) de que a polícia poderia tentar partir a manifestação ao meio. Por essa razão o pessoal que seguía na frente começou a andar mais lentamente para assim o grupo fosse mais compacto e por conseguinte mais difícil de dividir. Ao chegar ao Rossio houve alguns atritos com o pessoal da Associação 25 de Abril como é aqui relatado: A concentração saiu da Praça da Figueira, passou pelo Largo de São Domingos e fez-se notar ao entrar no Rossio, com os tambores, buzinas e coros a inquietarem os membros da Associação 25 de Abril, que fazia naquela altura as suas intervenções num palco montado frente ao Teatro Nacional Dona Maria II. "Vieram provocar uma manifestação organizada e a polícia sem fazer nada. Eu já fiz um 25 de Abril, agora tenho que fazer outro?", queixou-se um dos elementos da associação, que preferiu não se identificar. De referir que nós não estávamos ali para provocar os senhores... Nem estávamos ali para festejar o 25 de Abril... Estávamos na rua para protestar contra o estado deste nosso mundo (falando de maneira generalista), contra o capitalismo, fascismo, e contra o cada vez mais enervante comodismo das pessoas... Ouvimos algumas bocas, mas enfim, a manifestação continuou... Ao chegar à Rua Augusta andámos muito devagar devido às esplanadas dos cafés. De referir o episódio do "homem-estátua" que, muito bem disposto, interrompeu a sua actuação para dar passagem ao grupo, a ele obrigado! Depois, circulou outro aviso (ou boato) de que a polícia estaria pronta a intervir e que essa intervenção seria feita pelos lados para assim poder dividir o pessoal. O lado que estava mais exposto era o direito, mas tendo em conta a união do pessoal é bastante provável que se tivesse conseguído resistir em caso de ataque. Mas felizmente, isso não se verificou e a manifestação chegou pacificamente ao Terreiro do Paço onde forma queimadas as notas de 500 e foi lido mais um comunicado. De referir que os senhores jornalistas só conseguíram perceber algumas palavras dos dois comunicados que foram lidos que foram: "Chibos infames", "Sangue nas ruas", "continuamos e continuaremos nas ruas"... Mais uma vez é uma mensagem violenta que passam, mas já vamos estando habituados... Depois de algum tempo no Terreiro do Paço a manifestação começou a desmobilizar e de referir que os vários grupos que se iam retirando eram seguídos pela polícia que aproveitava para tirar fotos a quem já estava de cara destapada. Mesmo depois de desmobilizada houve agentes à paisana que tentaram criar confusão para justificar uma intervenção dos seus colegas robocops. felizmente toda a gente percebeu o que se passava e ninguém perdeu a compostura. Foi talvez um dia perdido para os repórteres sedentos de sangue e de lojas partidas e de gente assaltada... Mas para nós foi um dia em cheio. Paz Saúde e Anarquia Retirado de: http://www.contraocapital.blogspot.com/

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Lisboa: Manifestação anti-policial marcada para o 25 de Abril


Retirado da agencia LUSA. "Diversas organizações marcaram uma "Manifestação antiautoritária - contra a repressão policial" para dia 25 de Abril, às 17:30 na Praça da Figueira, através de um blogue na Internet.
Os organizadores convidam para uma manifestação, "um ano depois do ataque policial no Chiado" e "dois meses depois da carga policial no despejo do Grémio Lisbonense", refere a mensagem no endereço http://contraocapital.blogspot.com/2008/04/manifestao-25-de-abril.html.
No texto que acompanha o convite é referido que "passaram 34 anos desde a substituição de um governo fascista por um governo que continua a controlar, a matar e a reprimir as populações".
Nas ligações existentes no site da Internet contam movimentos como o 'Movimento Antifascista Português', 'Parem o PNR', 'Bragança Antifascista', 'Raiva', 'Ultras', 'Stop de Lisboa Treaty', 'Resistir', 'Bastounada', entre outros."

terça-feira, 15 de abril de 2008

Rusga policial em Lisboa para amedrontar os imigrantes


Decorreu com grande aparato e cobertura mediática mais uma rusga na zona do Martim Moniz, local de Lisboa frequentado por muitos imigrantes. Todos os que não eram brancos (independentemente da nacionalidade) foram incomodados pelas forças de segurança e pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Mais de 300 agentes foram mobilizados para a chamada “Operação Vasco da Gama”, que a polícia e a Câmara de Lisboa justificaram para “reabilitar” a zona. Para isto, perseguir trabalhadores e imigrantes (trabalhadores), o Estado Português é muito activo e corajoso. Para isto não há falta de meios. Mais uma rusga racista. Sim racista: houve dois cidadãos brancos que tentaram ser identificados pelos agentes presentes no Martim Moniz e…não conseguiram. Uma rusga que apenas serve para mostrar serviço, amedrontar todos aqueles e aquelas que por cá andam a suprir as nossas próprias insuficiências e, em última instância, humilhá-los. Eis a verdadeira face da “integração”.Mas onde está a coragem das autoridades para uma verdadeira actuação como “Estado de Direito”, que diz ser, quando a impunidade dos empregadores é o dia a dia? Onde está a coragem para ter agentes tipo ASAE e SEF, com o mesmo tipo de cobertura mediática, a fazer o mesmo com o patronato que emprega e explora trabalhadores, sejam eles imigrantes ou com BI português e “caucasianos”? Onde está a coragem para punir e castigar todos os empregadores que roubam os salários aos imigrantes (e não só), que não cumprem as leis, que pagam tarde e a más horas, que ficam com os descontos para a Segurança Social?Falta de meios? Para perseguir as e os mais desfavorecidos, não tem havido falta de meios. Já era altura de se fazer aquilo que se apregoa por toda a Europa… É muito bonito vermos os discursos inflamados em defesa dos direitos humanos no Tibete. Fica bem a toda a gente. Mas para quando a defesa dos direitos humanos aqui, em Portugal?

Aumento dos preços dos cereais gera mais pobreza em todo o mundo


Tem-se assistido nos últimos tempos a uma escalada do preço dos cereais – arroz, trigo, milho – atingindo sobretudo as populações urbanas dos países mais pobres. Só nos últimos nove meses os preços dos cereais subiram 45%. Tais aumentos devem-se, essencialmente, ao efeito conjugado de três ordens de factores: tectos impostos na Europa à produção de cereais para que os preços não baixem; crescente utilização dos cereais para a produção de biocombustível (devido aos aumentos de preço do petróleo); e ainda o justo acesso de milhões de pessoas a um maior consumo de cereais, como acontece na China e na Índia em consequência dos elevados ritmos de crescimento económico verificados nestes países em desenvolvimento.Nos países mais pobres, 25% da população gasta entre 70% e 80% do seu escasso rendimento em bens alimentares, sendo estes países os que mais sofrem com este tipo de inflação. A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) mostra-se bastante preocupada com os problemas sociais daqui resultantes e fala da gravidade de uma situação que já atinge países como o Egipto, as Filipinas, Marrocos, a Argentina, Moçambique, o Senegal ou o Haiti. Conflitos violentos já se verificaram no Egipto, no Haiti, na Costa do Marfim, na Bolívia e no México, com estradas bloqueadas e ataques às forças repressivas, com vários mortos e feridos. Em Portugal, o problema já começa a sentir-se bastante à mesa daqueles para quem a alimentação leva parte significativa do rendimento. Novos aumentos do pão e do arroz estão na ordem do dia. A situação dos pobres e das classes exploradas agrava-se, assim, em consequência de uma penúria alimentar que é resultado, apenas, dos critérios de lucro que comandam a produção. Com efeito, as capacidades produtivas instaladas no mundo de hoje chegam e sobram para alimentar convenientemente toda a população mundial. Mas como o capital só produz em função do rendimento que obtém, e não das necessidades das populações, o volume de bens produzidos é limitado à faixa dos que têm poder de compra. Milhões de outras pessoas são assim sacrificadas e condenadas à fome. Os aumentos agora verificados contribuem, seguramente, para alargar ainda mais o fosso que separa ricos de pobres à escala mundial e local. Mas os protestos que já ocorreram mostram também que se amplia o terreno de luta pela igualdade e a justiça social.

sábado, 12 de abril de 2008

Programação do Centro de Cultura Libertária

19 Abril– 15h às 17h – Partilha de conhecimentos: Práticas de resistência, prevenção, primeiros socorros e trauma emocional).– Filme “Street Medic” de Luis Manriquez (em inglês).– 20h – Jantar vegetariano.26 de Abril– 20h – Jantar vegetariano.3 de Maio– 16h – Filme: “Brad Will: uma noite mais nas Barricadas”, de Videohackers (em português), seguido de conversa sobre revoltas populares na América Latina.– 20h – Jantar africano (vegetariano).10 de Maio– 16h – Debate: “Anarco-sindicalismo, lutas sociais e possibilidades de resistência no campo laboral” – debate promovido pela secção portuguesa da Associação Internacional dos Trabalhadores.– 20h – Jantar vermelho e negro (vegetariano).17 de Maio– 16h – Workshop de serigrafia.– 20h – Jantar vegetariano.31 de Maio– 16h – Filme: “Democracy isnt’t build on demonstrators’ bodies” de Anarchists Against the Wall (em inglês), seguido de conversa sobre o conflito israelo-palestiniano.– 20h – Jantar vegetariano.Centro de Cultura LibertáriaRua Cândido dos Reis, 121, 1º dto – Cacilhas – Almada

25 de Abril Manifestação Antiautoritária Contra a Repressão Policial.


Convite para uma manifestação antiautoritária contra a repressão policial.
Um ano depois do ataque policial em pleno Chiado no dia 25 de Abril de 2007, dois meses depois da carga policial no despejo do Grémio Lisbonense , perante os ataques continuados da polícia em Bairros Sociais e por todos os episódios de abuso e violência perpetrados pela repressão organizada do Estado, convocamos uma manifestação antiautoritária contra a repressão policial.Manifestamo-nos neste dia porque passaram 34 anos desde que uma pseudo-revolução substituiu um governo fascista por um governo que continua a controlar, a matar e a reprimir e cujos antecessores rapidamente se preocuparam em controlar o "descontrolo" das populações no pós 25 de Abril.A marcha dos tristes, que todos os anos comemora esta transição, não nos diz nada, pois não queremos celebrar o quotidiano policial nem a liberdade-de-centro-comercial. O sistema capitalista, na sua vertente democrática, leva-nos a pensar que não sabemos gerir as nossas vidas e que a polícia é uma realidade à qual não podemos fugir. Como se não bastasse vivermos num estado policial, querem que sejamos nós próprios os polícias das outras pessoas, de nós próprios e dos nossos vizinhos. A polícia, que todos os dias reprime e violenta, não serve a ninguém se não àqueles que lucram com a miséria de todos os outros, àqueles que nos oferecem uma vida controlada, que destroem os ecossistemas, que impõem fronteiras entre regiões, que nos roubam no trabalho, que nos dizem como devemos ser e que nos querem convencer que somos indivíduos, quando a nossa individualidade não passa de uma ilusão no leque de possibilidades que a sociedade de consumo nos deixa ter.Assim, esta como qualquer outra data, serve para contestar este e qualquer governo pois, inevitavelmente, todos nos querem impor uma vida debaixo de câmaras de vigilância, fronteiras e polícias várias. Todos estes métodos de controlo e repressão são tendencialmente universais e à medida que o tempo passa achamos serem cada vez mais normais e sabemos serem também mais presentes.
Todos conseguimos resolver os nossos conflictos, pensar pelas nossas próprias cabeças, imaginar como realmente queremos que sejam as nossas vidas.Apelamos à participação de todos aqueles que condenam a violência policial e os métodos que o capitalismo e o estado têm para nos controlar.Praça da Figueira, Lisboa, 17:30h, 25 de Abril de 2008.

DiVuLg@!!

Violenta repressão na Cimeira da Nato na Roménia

No dia 2 de Abril, cerca do meio-dia e meia, centenas de polícias romenos tomaram de assalto o Centro de Convergência anti-NATO em Bucareste capital da Roménia. O espaço de convergência tinha sido montado para apoiar uma concentração anti-NATO e estava legalmente arrendado. Durante o assalto pelo menos duas pessoas foram feridas com gravidade tendo sido imediatamente hospitalizadas. Vários testemunhos dão conta que muitas pessoas foram brutalmente agredidas quando já estavam detidas e até mesmo enquanto eram transportadas para o hospital. Muitos ficaram gravemente feridos e a alguns foi recusada assistência medica durante a detenção.

Foram detidas 46 pessoas. Não tinha havido nenhuma acção antes do ataque da polícia e todas as detenções aconteceram no interior do Centro de Convergência. Os agentes da polícia actuaram de cara tapada e foram especialmente agressivos com os jornalistas que tentavam documentar os acontecimentos. O centro de convergência estava montado perto do centro da cidade de Bucareste, que recebia a Cimeira da NATO. Foi estimado que entre forças policiais, militares, atiradores especiais e serviços secretos mais de 27000 agentes 'guardaram' a cidade. Foi emitido um alerta amarelo de segurança impondo leis muito restritivas em toda a cidade e proibindo qualquer tipo de manifestações.

Artigos Indymedia : Policia arrasa Centro de Convergência anti-NATO em Bucareste http://www.indymedia.org.uk/en/2008/04/395451.html Repressão durante a Cimeira da NATO na Roménia http://www.indymedia.org.uk/en/2008/04/395313.html Centro de Convergência Anti-NATO atacado por Policia anti-terrorista http://www.indymedia.org.uk/en/2008/04/395310.html Prisões durante a Cimeira da Nato em Bucareste http://www.indybay.org/newsitems/2008/04/02/18490151.php Detenções de Manifestantes em Bucareste http://www.indymedia.org/en/2008/04/903745.shtml Activistas anti-NATO enfrentam brutalidade policial http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=850835 Outras fontes: Repressão massiva em Bucareste http://gipfelsoli.org/Home/Bukarest_2008 Vídeo do assalto ao Centro de Convergência http://www.protv.ro/stiri/summit-ul-nato/militanti-anti-nato-retinuti-de-fortele-de-securitate.html Fotografias das detenções http://photos.cmaq.net/v/bucharestnato/ Informações para os que se dirigiam à Roménia http://romania.indymedia.org/en/2008/03/2490.shtml Manifestações de Solidariedade em Berlim http://romania.indymedia.org/en/2008/04/2538.shtml Protestos frente às esquadras de policia http://romania.indymedia.org/en/2008/04/2545.shtml Declaração de Bucareste http://romania.indymedia.org/en/2008/04/2562.shtml Solidariedade em Viena de Áustria, Berna, Berlim e Copenhaga http://romania.indymedia.org/en/2008/04/2561.shtml Todas as detenções foram feitas antes que qualquer acção contra a Cimeira da NATO tivesse ocorrido e num contexto em que as autoridades decidiram claramente "tolerância zero a qualquer oposição" à Cimeira. A comunicação social local entrou em histeria falando de "perigosos anarquistas" que iriam descer à cidade para partir montras e atacar lojas. Uma televisão, durante o noticiário da manhã, chegou mesmo a encorajar os espectadores para atirarem pedras aos manifestantes que avistassem nas ruas. A Cimeira da NATO em que se discutiu o alargamento da organização a países como a Roménia e a Ucrânia recebeu a visita do Presidente Bush. Parte da cimeira foi dedicada a discussão do envio de mais tropas para o Afeganistão.

Veja artigo original e comentários no UK Indymedia http://www.indymedia.org.uk/en/2008/04/395456.html

18 de Abril na KylaKäncra


terça-feira, 8 de abril de 2008


Festa de Solidariedade para com Grémio Lisbonense_ Ateneu Comercial de Lisboa


ERRATA: Onde se lê BELARMINO deve ler-se BLARMINO
Passaram dois meses desde que o Grémio ficou privado das suas instalações.
Foi apresentado um projecto cultural na CML, que por sinal foi muito bem aceite, trazendo de novo a esperança para a resolução do problema, mas a verdade é que continuamos cá fora, debaixo da ponte... digo arco!! Com as despesas mensais que não cessaram!Para aqueles que acreditavam que sem espaço físico o Grémio tinha os dias contados... devem estar um pouco desapontados...!!
O GRÉMIO RESPIRA!!!!!!! COM A AJUDA DE TODOS... RESPIRA!!
Por não sermos os únicos a acreditar na importância do Grémio, e por haver mais gente que quer a associação no local que sempre foi e será o seu, vários artistas, músicos e amigos juntam-se, solidários com a causa, para uma festa de arromba no Ateneu Comercial de Lisboa.APAREÇAM!!!
(IMPORTANTE: continuamos à espera que nos enviem mais fotos, mais registos do Grémio)
retirado de:http://gremiolisbonense.blogspot.com/


Descritivo:
Maio de 1968.
Em Paris anuncia-se o início de uma luta prolongada.
Quatro décadas depois, este colóquio internacional reúne um conjunto de reputados intelectuais cujas investigações permitiram voltar a olhar para 1968 nas suas mais variadas dimensões. Levando o debate mais além das repetidas alusões ao cariz geracional e estudantil da revolta, mapeando 1968 para lá das fronteiras da França, o colóquio confronta a importância de 1968 na emergência de novas subjectividades políticas, analisa a dimensão de luta de classes que atravessa o período e discute a persistência de Maio’68 nos conflitos políticos contemporâneos.
PROGRAMA
11 DE ABRIL
10h Maio no Mundo
Fernando Rosas
Teses sobre a geração dos anos 60 em Portugal e a questão da hegemonia
Gerd-Rainer Horn
Um conto das duas europas
Manuel Villaverde Cabral
Maio de '68 como revolução cultural
14h30 Ideias de Maio
Anselm Jappe
Maio de 68, do «assalto aos céus» ao capitalismo em rede. O papel dos situacionistas.
Daniel Bensaid
Como será possível pensar que se possa quebrar o ciclo vicioso (da dominação)
Judith Revel1968,
o fim do intelectual sartriano
12 DE ABRIL
10h Maio em Movimento
Maud Bracker
Participação, encontro, memória: os imigrantes e o Maio de 68
João Bernardo
Estudantes ou trabalhadores?
Franco Berardi (Bifo)68 e a génese do cognitariado
14h30 O Outro Movimento Operário
Xavier Vigna
As greves operárias em França em 1968
Yann Moulier Boutang
Maio de 68, herança por reclamar na divisão de perdidos e achados da História
John Holloway
1968 e a crise do trabalho abstracto
18h 1968 - 2008
Bruno Bosteels
A revolução da vergonha
François Cusset
Os embalsamadores e os coveiros
Retirado de:
Organização: Instituto Franco-Português Instituto de História Contemporânea Le monde diplomatique – edição portuguesa
Apoios: FCT Fábrica de Braço de Prata Goethe Institut AntígonaLugar: Institut Franco-Portugais
Morada: Avenida Luís Bívar, 91 / 1050-143 LisboaTel: (+351) 21 311 14 00
Email: infos@ifp-lisboa.com
Site: http://www.ifp-lisboa.com

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