quinta-feira, 12 de março de 2009

14 de Março (sábado) - 20 h - Jantar de Solidariedade com os companheiros e Espaço Musas

Jantar de Solidariedadecom os companheirxs e Espaço Musas (Porto)14 de Março, 20h, no Centro de Cultura LibertáriaCentro de Cultura LibertáriaRua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas – Almada
************************Descrição da situação:(...) quando limpávamos as traseiras do Musas, para fazer avançar o projecto da horta, ao queimar trastes e madeiras velhas, provavelmente uma fagulha indetectada deve ter pegado fogo a um barrote escondido por reboco da casa vizinha e, passadas umas 5 ou 6 horas do lume apagado do nosso lado, fez deflagrar lá um incêndio, destruindo pelo menos um quarto e deixando a casa em mau estado.É inquestionável que a responsabilidade foi nossa e temos que reconstruir tudo o que se estragou e pagar diversos prejuízos, em que se incluem uma cama, uma televisão, um armário, a clarabóia, etc..Não está também ainda posto de parte o pagamento de uma multa.(...)desde então, várias jornadas de trabalho têm sido levadas a cabo, como a limpeza das paredes, reconstrução de (...)A situação criada, da forma como se desenrolou, não deve permitir uma resolução através do accionamento dos seguros.A todxs xs companheirxs que, de uma maneira ou de outra nos manifestaram a sua solidariedade, o nosso agradecimento.Àqueles que se disponibilizaram a arranjar dinheiro e pediram o NIB, é o número 0035 0196 0001 8174 03057 (sem espaços). O nome oficial do Espaço Musas é Sport Musas e Benfica.Espaço Musas: http://musas.pegada.net/

Não à NATO, não à guerra ( apelo internacional para manifestações e acções de repúdio pelo 60º aniversário da NATO em Estraburgo, de 1 a 5 de Abril)

A OTAN ( NATO) prepara-se para celebrar o seu 60º aniversário nos próximos dias em Estraburgo, França. O encontro entre os máximos dirigentes políticos e militares daquela organização militar, surgida na época da guerra fria, está marcado para os dias 3 e 4 de Abril. Em resposta a esta cimeira, e na continuação da campanha europeia a pedir a abolição e dissolução da NATO, vários movimentos e organizações , da mais variada índole, estão a organizar várias iniciativas para aqueles dias, que vão desde grandes manifestações de repúdio, bloqueios, etc, até uma contra-cimeira, de que se espera a presença de Noam Chomsky, Bianca Jagger e Malalay Joya.
As manifestações já tem um calendário:
1 de abril - abertura das aldeias (ecológicas e autogestionadas) para os activistas
3 de abril – encontros e conferências. Bloqueio das vias entre Alemanha e França a fim de fazer com que o jantar de abertura em Baden-Baden (fronteira França-Alemanha) não aconteça.
4 de abril – Grande manifestação (prevê-se a participação de mais de 100.000 pessoas) de repúdio sob o lema «Não à NATO, Não à guerra», e bloqueio da sede da NATO para tentar evitar que ninguém consiga entrar no edifício-sede daquela organização militarista
5 de abril - Continuação dos encontros e conferências entre activistas, e prevê-se ainda a realização de manifestações pela liberdade dos futuros detidos dos dias anteriores.
Escusado será dizer que a nossa segurança poderá estar em risco com a anunciada presença massiva de 15.000 polícias franceses e 15.000 polícias alemães.
Num documento estratégico inter-ministerial da OTAN chamado "Liberdade, segurança, confidencialidade - os casos internos da Europa em um mundo aberto" já se podem ver alguns dos pontos que serão discutidos durante a cimeira da cúpula dos dirigentes daquela aliança político-militar:
-maior segurança na internet com leis autorizando a retenção de informações e a criação de um programa internacional "Check the web";
-um acesso comum às bases de dados pelas diversas polícias europeias;
-uma reorientação acerca da "análise de riscos", com a finalidade de prever a dissidência, o crime e os conflitos sociais com a ajuda de ferramentas de segurança high-tech: vídeo segurança, satélites, controle de dna e biometria, desenvolvimento de programas de ionformática de captação de dados ou de antecipação de manifestações...;
-uma cooperação policial e entre fronteiras para combater a "imigração ilegal" e obrigar os países fora da União Européia a repatriar os seus cidadãos que estão em território europeu sem visto, e ainda a extensão do Sistema de Informação Schengen (SIS) com a recolha de dados biométricos e de impressões digitais d@s imigrantes no Sistema de Informação de Vistos (VIS); -a generalização dos passaportes com dados biométricos e chips para @s cidadãos da UE;
-a amplificação das prerrogativas e da ação da agência de polícia Europol e da agência "Frontex" que treina os policiais nas fronteiras;
-o reforço do programa internacional de pesquisa EU-SEC sobre a segurança durante os importantes eventos na Europa, assim como o grupo dos "Oficiais de Ligação" de diferentes países supervisionando as operações policiais durante encontros políticos (ou futebolíticos) internacionais e trocar informações sobre os agitadores em potencial;
-a construção da Força Policial Européia podendo assumir as funções de polícia para assegurar a ordem pública e responder às insurreições populares nos países mais pobres da UE.
Durante anos a fio tentaram-nos convencer que a NATO seria um bloco militar de defesa face à «ameaça» do bloco de Leste. A verdade é que hoje, o bloco de Leste despareceu e a NATO ainda subsiste, com a diferença de que agora, mais do nunca, está mais ameaçadora e perigosa . A NATO é um obstáculo à concretização a paz mundial. Com efeito, a NATO tornou-se, desde o fim da guerra fria, um puro instrumento ao serviço do expansionismo e do poderio da única super-potência, os Estados Unidos da América. Com os mais variados pretextos, inclusive justificando as suas intervenções armadas com base numa suposta «guerra humanitária», manipulando e instrumentalizando, sem pejo, as Nações Unidas e o sistema de direito internacional, a aliança militar liderada pelos Estados Unidos está apostada em aumentar o domínio pelos recursos económicos de todo o planeta e a estender o seu poder por todo o mundo.
Na Europa, a NATO está a agravar as tensões e alimentando a corrida aos armamentos através da acumulação de um enorme arsenal nuclear, baseado na estratégia de um ataque nuclear inicial, a par de um suporte de um escudo anti-misseis. Por seu turno, a União Europeia está cada vez mais vinculada à NATO. A expansão desta para os países de leste e o desenvolvimento de operações militares por todo o mundo torna este um lugar cada vez mais perigoso para viver. Cada expansão das fronteiras da NATO aumenta a possibilidade de conflitos e guerras. Por isso, a nossa rejeição por soluções militares para cpnflitos regionais faz com que a NATO seja considerada parte do problema e não a sua solução.

Nos últimos dias a cidade de Estrasburgo já se prepara para o acontecimento: estendeu e ampliou o perímetro de segurança ( a zona vermelha), prepara-se para suspender e proibir os mais variados meios de transporte ( incluindo a navegação fluvial no Reno, e as atravessias ferroviárias do rio) durante os dias da cimeira, vai encerrar escolas e faculdades, terá pelo menos 10 helicópteros a fazer vigilância permanente, e já está a colocar obstáculos à montagem e organização das aldeias onde vão estar alojados os manifestantes anti-NATO.
A paranóia securitária chega ao ponto de, no lado alemão do Reno, os cerca 700 habitantes de Kehl, assim como os 240 residentes da cidade de Baden-Baden, que ficarão dentro da zona vermelha, só poderão sair das suas casas acompanhados de polícias !!!
Em suma, as zonas «securizadas» serão verdadeiras zonas ocupadas. E todo este aparato é bem demonstrativo que os poderosos do mundo, para se encontrarem entre si, têm de montar uma imensa fortaleza, securizar uma cidade inteira, a fim de se proteger da população, com medo daqueles que pretensamente os elegeram !!!

Apelo Não à NATO, Não à guerraPor ocasião do 60º aniversário da OTAN(NATO) apelamos a todos para se manifestarem em Estraburgo (França) nos dias 3, 4 e 5 de Abril contra as agressivas políticas militares e nucleares da NATO, e bem assim a participarem na contra-cimeira por um outro mundo de paz e justiça. Assim :-Declaramos o nosso repúdio pela visão maniqueista e perigosa da «guerra das civilizações», assim como a todas as respostas militares à crises mundiais e regionais.- Declaramos a nossa rejeição a uma nova corrida de armamentos e recusamos viver sob a ameaça do recurso às armas nucleares.-Declaramos inaceitável que as despesas militares absorvam o dinheiro que tanto é necessário para a satisfação das necessidades vitais das populações de todo o mundo, sobretudo num momento em que vários governos querem que sejam os povos a pagar os custos e os prejuízos da crise financeira a que levou o neo-liberalismo e a especulação dos últimos anos.-Exigimos o encerramento das bases militares estrangeiras em todos os paísesPara construir um mundo mais seguro e mais justo reivindicamos a desmilitarização e a democratização das relações entre os povos e o estabelecimento de novas formas de solidariedade e cooperação.Demontrativo do falhanço das operações militares levadas a cabo pela NATO é a actual situação do Afeganistão, onde o balanço trágico da ocupação militar é revelador da falta de sentido das soluções militares, que devem ser substituídas por soluções políticas.Programa :-Contra-cimeira de 2 a 5 fr Abril-Aldeia auto-gerida de 1 a 5 de Abril- Grande manifestação a 4 de Abril- Acções directas não-violentas-Programa culturalSolidariedade intergalática!

CONSULTAR:
http://www.no-to-nato.org/
http://natogipfel2009.blogsport.de/
http://sommet-otan-2009.blogspot.com/
http://www.non-otan-strasbourg.eu/
http://www.block-nato.org/
http://www.block-baden-baden.int.tc/
http://www.appelotanafghanistan.org/
http://csotan.org/
http://dissent.fr/
http://gipfelsoli.org/
http://www.vredesactie.be/
http://www.vrede.be/
http://fastrasbg.lautre.net/
http://euro-police.noblogs.org/

Retirado de pimentanegra.blogspot.com/

terça-feira, 10 de março de 2009

No to the stabbing and slaughtering of bulls in the Azores Islands

At a time when some people taking advantage of a change in the 2004 constitution concerning the Political Statute of the Azores are preparing to persuade the Azores Legislative Assembly to legalize stabbing and slaughtering the bulls a group of citizens have decided to fight to defend animal rights including these bullfights which are part of the problem.Considering that it is unacceptable for any animal to be tortured for human entertainment. Considering that any act that includes the needless death of any animal is biocide or a crime against life (Article II of the Universal Declaration of Animal Rights). Considering that animal rights should be defended by law, just as Human Rights ( Article 14) and as we believe that cultural evolution will replace tradition and ignorance we wish to show our total disagreement with this intention and so appeal that:1- That street rope bullfights should not be approved nor supported by public funds on islands where they are not traditional.2- That stabbing and slaughtering bulls, not being part of our tradition or culture should not be legalized in The Autonomous Region of the Azores.3- That regional legislation for the protection of animals should be approved, considering the European Legislation and the Universal Declaration of Animal Rights that was proclaimed on the 15 th of October, 1978 and approved by Unesco.Dear friends,If you agree with this petition, please add your signature together with your profession and country.We would be very grateful if you could obtain more signatures.We thank you and hope you do this to avoid unnecessary suffering of defenceless animals.Blog Terra Livre (terralivreacores@gmail.com)

Sobre a audiência de dia 5 de Março do chamado processo "25 de Caxias"

Começou no dia 5 de Março a farsa do julgamento do chamado “Motim de Caxias”. Para lá do falecimento de um dos acusados, compareceram 13 dos 25 escolhidos pelos Serviços Prisionais para servirem à acusação de motim e danos na prisão de Caxias em 1996. 13 anos depois! Aos restantes ausentes foram emitidos mandatos de captura.(...)A farsa do julgamento continua com novas sessões marcadas para os dias 2 e 22 de Abril. Mas notemos ainda, que a meio deste primeiro dia de julgamento foi anexa ao processo o manifesto entregue nessa mesma manhã junto do consulado português em Barcelona. De igual modo em frente ao Tribunal de Oeiras ocorreu igualmente uma concentração de solidariedade, com faixas que diziam que “se defender os direitos dentro e fora das prisões é um crime, então eu sou um criminoso”. Ou resumindo o que está em causa, ser “contra o roubo das nossas vidas. Nem tribunais, nem prisões”!!!Começou no dia 5 de Março a farsa do julgamento do chamado “Motim de Caxias”. Para lá do falecimento de um dos acusados, compareceram 13 dos 25 escolhidos pelos Serviços Prisionais para servirem à acusação de motim e danos na prisão de Caxias em 1996. 13 anos depois! Aos restantes ausentes foram emitidos mandatos de captura.A acusação insiste em limitar toda esta história aos acontecimentos do dia 23 de Março de 1996, mas de imediato o primeiro acusado a testemunhar – Vítor Moura – deixou bem claro que toda a circunstância surge numa alargada revolta contra as condições prisionais da parte dos reclusos e que vinha acontecendo desde 1994. E que ao contrário do convite para denunciarem a situação prisional que o então Director dos Serviços Prisionais Marques Ferreira havia-lhe feito em 1994, já em 1996 (sob a conturbada mudança da Direcção Prisional) havia um filtro de informação, tal qual se viu nesse dia de Março em Caxias, quando reivindicavam o acesso directo com a comunicação social e a entrega de um comunicado dos presos todos.A recusa do diálogo por parte da Direcção Prisional foi realçada pelo segundo acusado a falar – Carlos Santos – tendo este mesmo referido uma reunião tida nas horas antes da noite do dia 23 no Hospital Prisão de Caxias entre o Ministro da Justiça Vera Jardim e a Direcção Prisional de Celso Manata e outros responsáveis, na qual depreendeu o intuito de provocar o alegado motim.Este motim foi descrito precisamente pela brutalidade da intervenção policial. Algo dito crua e directamente pelo terceiro e último acusado a falar – Jaime Neves – que posicionando-se no papel de preso exemplar à margem de tudo, o sentiu como nunca desde o dia em que entrou naquela prisão que chamou de “inferno”. Saindo da sua cela para ajudar um preso, as balas de borracha atiradas pelo corpo de intervenção policial atingiram-no, ficando cego de um olho, entre um espancamento geral de todos os presos, como sendo David Ré (outro dos acusados) a ser lançado escadas abaixo.Apesar de uma inquirição da acusação verdadeiramente policial e indutora, motivando o protesto escrito de advogados presentes, a violência gratuita da carga policial ficou bem clara. Pelo que foi peremptório: Não houve nenhum motim.E de igual modo ficou evidente o que é viver numa cela sobrelotada com presos com hepatite e sida. Ainda que tal tenha merecido por parte da acusação a hipocrisia de comparar o direito a celas individuais ao seu mesmo desejo de ter um gabinete individual!A farsa do julgamento continua com novas sessões marcadas para os dias 2 e 22 de Abril. Mas notemos ainda, que a meio deste primeiro dia de julgamento foi anexa ao processo o manifesto entregue nessa mesma manhã junto do consulado português em Barcelona. De igual modo em frente ao Tribunal de Oeiras ocorreu igualmente uma concentração de solidariedade, com faixas que diziam que “se defender os direitos dentro e fora das prisões é um crime, então eu sou um criminoso”. Ou resumindo o que está em causa, ser “contra o roubo das nossas vidas. Nem tribunais, nem prisões”!!!Retirado de: Rede Libertária

quinta-feira, 5 de março de 2009











Apresentação da publicação Alambique - Sábado - 7 de Março , 16h - Centro de Cultura Libertária - Cacilhas

No Sábado, dia 7 de Março vai ser apresentada a publicação “Alambique”, no Centro de Cultura Libertária, pelas 16:00h.Vão estar presentes membros do grupo editorial, assim como alguns colaboradores deste último número, para falar sobre questões relacionadas com o Alentejo, de onde provém o Alambique.Aparece&Divulga

Etanol de milho transgénico: perigo iminente

Enquanto prossegue a desintegração do sistema financeiro internacional, as ameaças sobre o meio ambiente tornam-se mais perigosas. Ambos os processos vão de mão dada. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou em Novembro passado que tem a intenção de considerar livre de riscos um milho geneticamente modificado gerado pela empresa Syngenta para a produção de etanol. O prazo para receber comentários sobre esta posição acaba de expirar. A desregulação que a USDA poderia decretar nos próximos dias daria luz verde à primeira sementeira à escala comercial de um milho geneticamente modificado para fins industriais.
A Syngenta desenvolveu este milho para reduzir o custo de produzir etanol. O milho tem sido modificado inserindo um transgene ensamblado com materiais de microorganismos que proliferam em águas com muito altas temperaturas. Esse milho não está destinado ao consumo humano. A planta assim transformada pode produzir em grande quantidade a enzima termo-estável alfa-amilase, que permite romper a cadeia de amido do milho às altas temperaturas que intervêm na produção de etanol. O novo processo evita usar a enzima como insumo exógeno e supostamente reduzirá custos, tornando o bio-etanol de milho mais competitivo. Em plena crise, à Syngenta isso parece-lhe muito atraente.
Esta transnacional é uma das empresas que mais beneficiou com a crise de preços de produtos agrícolas. No ano passado, a sua facturação cresceu 26 % e os seus ganhos superaram os 1.400 milhões de dólares. Mas no ramo dos biocombustíveis, os números indicam claramente que o etanol de milho não pode competir com os combustíveis fósseis. O subsídio que os produtores de etanol recebem só lhes permite sobreviver se o petróleo custar 80 dólares por barril. Como os preços do crude se mantêm deprimidos, os que apostaram a favor do etanol de milho estão inquietos. Face a uma luta incerta por mais subsídios, a redução de custos é vista pela Syngenta como a solução.
A produção de etanol de milho é um processo industrial rudimentar, ineficiente e o balanço energético final é mau. A poupança em emissões de gases de estufa do etanol não é evidente. O milho transgénico não alterará isto. Mas as dificuldades não se detêm aqui. Agora o problema é que um milho dotado de uma proteína para fins industriais será semeado em milhões de hectares adjacentes a campos de milho para consumo humano. A contaminação de toda a cadeia alimentar será imediata e, mais cedo que tarde, chegará ao México, centro de origem do milho.
Os efeitos sobre a saúde e os ecossistemas não têm sido bem analisados, mas as consequências económicas e legais negativas multiplicar-se-ão ad nauseam. Os produtores de milho orgânico verão os seus campos invadidos por materiais transgénicos, perderão o seu certificação e sofrerão perdas multimilionárias. Além disso, será mais difícil a consolidação de um projecto agrícola diferente, mais produtivo e amigo do meio ambiente. O sacrifício da agricultura sustentável será acompanhado de uma reforçada tendência para usar os cultivos básicos da humanidade como activos na especulação financeira, algo que deu ganhos gordos às transnacionais como a Syngenta.
Esta notícia coincide com a reunião no México de um comité sobre responsabilidade e reparo de danos no âmbito do Protocolo de Cartagena (PC). É irónico porque nem esse instrumento de direito internacional, nem a legislação mexicana, contêm um marco legal sólido que garanta o princípio de que quem contamina paga. De facto, o caso mais grave de contaminação com materiais transgénicos que se apresentou até hoje (transgénicos em milhos mexicanos) nem sequer está coberto pelo Protocolo de Cartagena. E enquanto este tipo de situações não estiver considerado nesse tratado, é ocioso falar de regras sobre responsabilidade e reparo, como manda o PC. O pequeno comité que se reúne nestes dias no nosso país poderia já fazer uma forte recomendação para ampliar o alcance do Protocolo de Cartagena.
Que faz a delegação mexicana nesta reunião? O secretário executivo da Comissão Intersecretarial de Bio-segurança (Cibiogem), Ariel Álvarez, amanuense de Víctor Villalobos, coordenador de Assuntos Internacionais da Secretaria da Agricultura, esforça-se por debilitar o regime sobre responsabilidade e reparo de danos. Seguramente, como lobistas das transnacionais, continuam a preparar a desregulação para a sementeira de milho transgénico no nosso país.
O governo mexicano continua a fazer tudo ao contrário. Hoje mesmo teria que preparar uma bem redigida nota diplomática dirigida ao governo de Barack Obama, pedindo que a USDA recuse a solicitação da Syngenta e que, no futuro, a sementeira de milho transgénico para fins industriais ou farmacêuticos só se autorize em condições de confinamento. Em lugar disso, os funcionários mexicanos seguramente estão a preparar o próximo comunicado de imprensa sobre a inexistência de materiais transgénicos nos milhos mexicanos.

terça-feira, 3 de março de 2009

Duas cadelitas...

Estas duas meninas estão numa fábrica onde são alimentadas por uma voluntária da AAQ. O macho que estava com elas desapareceu... precisamos de lhes encontrar um lar onde não haja o perigo de lhes acontecer nada de mal!São de porte médio, estão vacinadas, desparasitadas, esterilizadas e têm cerca de 3 aninhos.Contacto para adopção: Fernanda Santos 969 060 266

Concerto para apoiar os 4 activistas sociais, acusados de difamação pelo SEF ( dia 7 de Março, na Associação Terra Viva, Porto)

CONCERTOpara apoiar os quatro activistas sociais, acusados de difamação, por numa manifestação em 2006 terem responsabilizado o SEF do Porto do suicídio de um imigrantecomTRASHBAILEMISTURA DO PESADO BAILE COM O TRADICIONAL TRASH ESSALAM MUSICA BERBERCABEÇA DE MARTELO PUNK DA TERRA DO PÃO DE LÓSábado, 7 de Março - Terra VivaRua dos Caldeireiros, 213 (Cordoaria), Porto

Não à sorte de varas nem aos touros de morte nos Açores

Apelo a todos os cidadãos e cidadãs e a todas as organizações ambientalistas/ecologistas e de defesa dos animaisDepois de várias tentativas frustradas de introduzir na ilha Terceira corridas picadas e touros de morte, tem-se assistido nos últimos anos a uma imposição das touradas à corda em ilhas onde não há qualquer tradição, como Santa Maria ou São Miguel, com a conivência ou apoio governamental ou autárquico.Numa altura que as vozes de sempre aproveitando a revisão constitucional de 2004 e o novo Estatuto Político dos Açores, se preparam para fazer aprovar, na Assembleia Legislativa Regional, legislação que legalize a sorte de varas e depois os touros de morte, um grupo de cidadãos e cidadãs decidiu começar a luta em defesa dos direitos dos animais de que as touradas são uma parte do problema.Considerando que não é aceitável que nenhum animal seja torturado para entretenimento do ser humano. Considerando que todo o acto que implique a morte de um animal, sem necessidade, é um biocídio, ou seja, um crime contra a vida (Artigo 11º da Declaração Universal dos Direitos dos Animais). Considerando ainda que os direitos dos animais devem ser defendidos pela Lei, assim como o são os direitos do homem (Artigo 14º) e por acreditarmos que a evolução cultural irá sobrepor-se à tradição e à ignorância, vimos manifestar a nossa profunda discordância com a referida pretensão e apelar para que:1- Não sejam promovidas nem apoiadas, com recurso a dinheiros públicos, touradas à corda, nas ilhas onde tal prática não é tradição;2- Não venham a ser legalizadas as corridas picadas e os touros de morte, por serem alheias à nossa cultura, na Região Autónoma dos Açores.3- Seja aprovada legislação regional de protecção dos animais que tenha em consideração o disposto na legislação europeia e na Declaração Universal dos Direitos dos Animais que foi proclamada em 15 de Outubro de 1978 e aprovada pela Unesco.Todas as pessoas singulares ou colectivas (formais ou informais) e blogues que queiram subscrever este apelo deverão enviar um mail (terralivreacores@gmail.com ) manifestando a sua intensão e indicando o nome, profissão (ou instituição a que pertence)e local de residência (no caso dos cidadãos/cidadãs) nas associações e outros colectivos deverão indicar o nome e o local.Fonte: http://terralivreacores.blogspot.com/

[EUA] Comida expropriada é distribuída em bairro da classe trabalhadora

[Comunicado do grupo “Robin Hood”, que expropriou comida e distribuiu em uma vizinhança da classe trabalhadora em Modesto, na Califórnia.]Pessoas do Vale,Em todo lugar o deserto do capital se expande – oferecemos um oásis para beber.Nós, os Robin Hoods, nos responsabilizamos pelo provimento de uma massiva quantidade de comida grátis que foi deixada no parque do Distrito Aeroporto em Modesto, na última semana. A comida que foi deixada variava de arroz e feijão a outros gêneros de primeira necessidade, e estava disponível, livre de preços, para qualquer um que desejasse levá-la.Para que as intenções de nossas ações se façam claras, deixamos uma faixa no local que se lia: “Resista a Recessão! – ROUBE OS RICOS!”. A comida foi expropriada de vários capitalistas – e dessa forma foi grátis (e muito fácil) de obter.Optamos por distribuir a comida livremente porque o Distrito Aeroporto é uma das vizinhanças que mais sofrem pela iminente recessão. Nossas comunidades estão sofrendo pela falta de moradia e execução de hipotecas, pobreza, brutalidades policiais e poluição ambiental. Deixemos que este ato seja somente uma nota no grito da resistência que logo trará este sistema abaixo.Acreditamos que a solidariedade, diferentemente, significa atacar inimigos comuns. Assim temos levado a cabo esta ação não somente para atacar os capitalistas diretamente e distribuir comida grátis para nosso/as amigo/as e vizinho/as, mas também para denunciar a Junta de Supervisores do Condado de Stanislaus, na qual, recentemente, derrotou pelo voto um necessário programa de troca de seringas que iria ajudar a parar a expansão do HIV e da Hepatite, e dar assistência direta para aqueles viciados em várias drogas. Esta decisão diretamente afeta aquele/as que residem na vizinhança do Distrito Aeroporto, na medida em que é uma área com alta quantidade de uso de heroína.Também nos inspiramos, para realizar esta ação, no recente caso de Danny Armenta, 48 anos, morador de Turlock, que foi preso após tentar sair de uma loja com cerca de 100 dólares em mantimentos. Eles podem pegar um de nós, mas não podem pegar todos nós. Na medida em que a recessão aumenta, nossa resistência também deve explodir. Do iminente desemprego no vale, ao recente fechamento da Escola Média Teel no Condado de Stanislau devido aos cortes de verbas, se não começarmos a lutar diretamente – logo não teremos nada para lutar.Em solidariedade com aquele/as das ruas da Grécia, China, Islândia, México, Estados Unidos e além, que estão lutando contra este monstro que chamamos de capitalismo.Os Robin HoodsTradução > Marcelo Yokoiagência de notícias anarquistas-anapasseio campestre —no vestido e nas sandáliaso aroma do matoLeonilda AlfarrobinhaRetirado de: Rede Libertária

O Peixe Morcego Vulcânico Cego