quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

CONCENTRAÇÃO

CONCENTRAÇÃOCONTRA O DESPEJO DO CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIADIA 11 DE DEZEMBRO – SEXTA-FEIRA – 18 HORASLargo Alfredo Diniz (à saída dos barcos) – Cacilhas






Texto dirigido à população de Cacilhas:
Contra o despejo do Centro de Cultura Libertária!O Centro de Cultura Libertária é um ateneu cultural anarquista que, desde há 35 anos, está sedeado no número 121 da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. Tem sido um espaço único pela sua longevidade e pelo papel de preservação da memória histórica libertária que sempre desempenhou, mas também pela ligação afectiva que gerou nas várias gerações que por ele passaram, encontrando sempre nesta associação um espaço fundamental de pensamento, cultura e liberdade.O Centro de Cultura Libertária foi fundado logo após o 25 de Abril de 1974 por velhos militantes anarquistas que resistiram à ditadura, tais como Francisco Quintal, Jaime Rebelo, Adriano Botelho, Sebastião de Almeida ou José Correia Pires, antigo prisioneiro do campo de concentração do Tarrafal e homem ligado ao associativismo em Almada. Desta forma, este espaço esteve, desde a sua origem, ligado à tradição de apoio mútuo e luta pela liberdade que sempre encontrou terreno fértil na cidade de Almada.O Centro possui uma biblioteca e um arquivo únicos em Portugal, com material editado ao longo dos últimos cem anos, assim como uma livraria de cultura libertária. Durante a sua existência, o Centro acolheu várias actividades culturais, tais como debates, passagem de vídeos, exposições ou diversos ateliers. Diferentes publicações aqui se editaram, como o jornal “Voz Anarquista” nos anos 70, a revista “Antítese” nos anos 80, o “Boletim de Informação Anarquista” nos anos 90 e a revista “Húmus”, mais recentemente.Em Janeiro de 2009, foi instaurada por parte do proprietário do edifício uma acção de despejo contra o Centro de Cultura Libertária. Esta acção foi contestada por vias legais, o que deu lugar a um julgamento que decorreu entre Setembro e Outubro. No dia 2 de Novembro, foi emitida a sentença que resultou na resolução do contrato de arrendamento, tendo sido dados 20 dias ao Centro para abandonar as suas instalações. O Centro recorreu desta sentença, de forma a suspender a ordem de despejo, encontrando-se neste momento a aguardar nova decisão judicial.Na decisão do tribunal, não foram tidas em conta as testemunhas do Centro, incluindo dois vizinhos, tendo sido todo o crédito concedido às acusações do proprietário quanto ao suposto ruído que o centro produziria e à realização, por parte do mesmo, de pretensas festas que se prolongariam pela madrugada. O ruído que o Centro produz é apenas aquele que se pode esperar de uma associação durante o seu normal funcionamento e não justifica, de modo algum, uma acção de despejo. As condições de insonorização do prédio são, essas sim, muito más e constituem a causa do desconforto sentido pelas pessoas que moraram por baixo do Centro. O senhorio, contudo, nada fez, ao longo dos anos, para tentar solucionar esse problema.A motivação do senhorio, proprietário de vários prédios e pensões na região de Lisboa, é clara: despejar uma associação que paga uma renda mensal baixa (52,50 euros) e cujo contrato só pode ser rescindido através de uma acção de despejo, abrindo assim o caminho à rentabilização do imóvel, alugando-o por um preço bastante mais elevado do que o praticado até agora.O papel do tribunal é, também ele, bastante claro: defender o interesse dos proprietários e a propriedade privada, alicerces deste sistema baseado na desigualdade e na ganância.Só nos foi possível suportar os elevados custos judiciais devido ao apoio de muitas pessoas que se solidarizaram com a importância que este espaço representa tanto a nível local como a nível nacional. Muitos inquilinos, confrontados com um processo semelhante, não teriam sido capazes sequer de enfrentar o senhorio em tribunal, por não terem condições para suportar as despesas. Para eles, um processo destes significaria, automaticamente, o despejo, nada podendo apelar à “Justiça” dos Tribunais.À semelhança dos/as companheiros/as que lutaram para que este espaço existisse, resistiremos uma vez mais, e NÃO perderemos o CCL nem às mãos dos tribunais, nem da especulação imobiliária nem por nada. Apelamos, por isso, à solidariedade de todos aqueles e aquelas que também sentem que este espaço, parte integrante da identidade e da memória histórica de Cacilhas, deve continuar onde sempre esteve.Continuaremos a lutar, com o vosso apoio e solidariedade, para que este espaço continue!
Centro de Cultura Libertária23 de Novembro de 2009
Concerto benefit para o CCL organizado pelo pessoal da Anticorpos em Ermen, na Holanda.Mais informação:http://www.myspace.com/anticorpos_hollandhttp://anticorpos.nl


















Tensão na Grécia na véspera do aniversário do assassinato de Alexander Grigoropoulos...

... a luta continua[A tensão política e social aumenta em toda a Grécia dias antes do fim de semana crítico (sábado, 5 - segunda-feira, 7), que marca o primeiro aniversário do assassinato de Alexander Grigoropoulos e a posterior Revolta de Dezembro. Diversas manifestações estão sendo convocadas por todo o país em 6 de dezembro. Temendo confrontos, as autoridades gregas transferiram, de meados de dezembro para janeiro, o julgamento do policial que matou Alex.]Na frente de trabalho, alguns setores estão em plena agitação. Na segunda-feira, 30 de novembro, se viu em Atenas uma manifestação dos médicos de hospitais que entraram em greve por 24 horas, em frente ao hospital de Evangelismos. Ao mesmo tempo, as enfermeiras do hospital de Agia Eleni ocuparam os escritórios do hospital, exigindo que as enfermeiras empregadas deixem de trabalhar como escriturárias e se encarreguem apenas dos cuidados médicos. Nas telecomunicações, os trabalhadores da Wind convocaram uma greve de 24 horas para esta quinta-feira, 3 de dezembro, em resposta as “demissões voluntárias" de 200 trabalhadores. Ao mesmo tempo, arqueólogos contratados pelo Ministério da Cultura convocaram uma greve de 48 horas desde a quarta-feira até hoje, quinta-feira, para exigir o pagamento imediato de seus salários. Ontem os arqueólogos se reuniram diante do Museu Arqueológico de Atenas e marcharam para o ministério. Do lado da indústria pesada, os metalúrgicos convocaram uma greve de 24 horas em protesto contra a demissão de 16 trabalhadores da Companhia Siderúrgica Nacional. No setor público, na quarta-feira, 2 de dezembro, os trabalhadores municipais de Tessalônica bloquearam vários órgãos estatais, impedindo a entrada de todos os cidadãos e funcionários. Exigem a revisão dos novos planos do governo em relação ao estatuto dos funcionários públicos. No campo, os produtores de pêssegos estão bloqueando a rodovia de Egnatia, parando todo o tráfego a partir do oeste de Tessalônica, exigindo que o Ministério da Agricultura fixe um conjunto universal de preços para seus produtos.Finalmente, um acontecimento de que se fala muito, mesmo na mídia burguesa, é o ataque com ácido ao carro de uma trabalhadora de limpeza, Venetia Monalopoulou, contratada pelo aeroporto de Tessalônica. A limpadora é uma líder sindical, com um papel importante nos esforços para construir uma frente de limpeza autônoma de acordo com o modelo proposto por K. Kouneva, a limpadora de Atenas, que um ano atrás foi alvo de uma tentativa de homicídio com ácido sulfúrico. O último ataque aconteceu durante uma assembléia de trabalhadores de limpeza e foi condenado por eles como "terrorismo patronal”.Na frente estudantil, uma marcha de protesto tomou às ruas de Atenas através de pilhas de lixo devido ao bloqueio na remoção de lixos. Os estudantes denunciaram o fechamento de suas escolas pela colaboração entre a reitoria e as autoridades policiais, durante o 36 º aniversário da insurreição da Escola Politécnica de Atenas, em 17 de novembro. Um protesto semelhante tomou as ruas da cidade de Volos, na terça-feira, 1 de dezembro. Ao mesmo tempo, os trabalhadores da Universidade do Peloponeso, ocuparam os escritórios do reitor da sua universidade, bloquearam a principal rodovia de Corinto em 2 de dezembro, paralisando, deste modo, todos os movimentos na península. Nesta quinta-feira, 3 de dezembro, várias universidades em todo o país amanheceram ocupadas por estudantes, que vão mantê-las abertas e sob ocupação até o aniversário do assassinato de Alexander Grigoropoulos.Na frente anti-repressiva, o julgamento do preso anarquista Ilias Nikolao começou na manhã desta quarta-feira, com uma presença policial draconiana, um grande protesto motorizado aconteceu na noite passada até a prisão de Diavata onde se encontra Ilias. Ao mesmo tempo, um grande protesto tomou às ruas de Tessalônica nesta segunda-feira, 30 de novembro, pelo ataque explosivo paraestatal na semana passada contra o Centro Social Antiautoritário Buena Ventura. Um dia antes houve uma outra manifestação antirepressão na rua Petralona, em Atenas, contra o ataque com bomba na casa de um membro do Partido Revolucionário dos Trabalhadores (Εργατικό Επαναστατικό Κόμμα, trotskista) que está ativamente envolvido no processo anti-gentrificação nesta área. Ao mesmo tempo, duas novas ocupações surgiram no arquipélago do antagonismo social: em Exachia e Corfu. Esta última foi recebida com grande pressão da polícia local.Para terminar, o já tenso ambiente social e político têm sido impulsionados por uma série de ataques contra o Estado e objetivos capitalistas em todo o país, quase que diariamentes. O mais recente aconteceu na terça-feira, quando foi atacada intensamente com coquetéis molotov o centro comercial de Kaisariani, um bairro do leste de Atenas, visando principalmente os bancos. Em Tessalônica, a guerrilha urbana Desorientados/ Ministros de Erebus reivindicou uma série de ataques contra casas de policiais, juízes e diretores de jornais com explosivos de baixa intensidade.

agência de notícias anarquistas-ana

A escravatura não acabou


A “crise” mundial está a fazer crescer o apetite pelo trabalho escravo: a cada dia que passa, milhares de pessoas são vendidas e forçadas a trabalhar ou a prostituir-se. O tráfico de seres humanos, escravatura dos tempos modernos, está a aumentar por todo o Mundo. A maior parte das histórias não são tão espectaculares – e não têm final feliz.IHá meses que ele não conhece outro lugar. O barco, registado na Tailândia, tem quarenta metros de comprimento por uns cinco de largura. Todos os dias, 12 horas por dia, puxa as pesadíssimas redes de peixe. Ainda não tem 40 anos, mas tem um ar envelhecido e está magríssimo. Entre passar fome e comer o arroz podre e a comida da qual tem a certeza estar envenenada, a escolha é tudo menos fácil. Com ele estão outros companheiros birmaneses, uns com 60 anos. Trabalham todos os dias até ao limite do cansaço para absolutamente nada receberem em troca. Não há sítio para onde fugir e ele tem medo de toda a gente. Batem-lhe – uma vez foi quase até à morte. “Se fugir vou viver mais tempo”, repete para si. A rotina era esta até ao dia em que a quebrou. Como habitual quando o barco está cheio de peixe, vendiam a mercadoria a um grande navio. Num desses descarregamentos, quando os dois barcos estavam juntos, viu finalmente a oportunidade. Fugiu.*Foi desde 2000 que se começou a falar regularmente de tráfico de seres humanos, e o problema se tornou bandeira de activistas e organizações pelo mundo fora. Nos últimos meses, de Hilary Clinton ao papa Bento XVI, tem sido condenado por discursos cheios de humanismo. Isto graças aos casos que vão aparecendo nos grandes media e ao último relatório do tráfico de seres humanos do Departamento de Estado dos EUA. O mais importante documento sobre o tema veio confirmar que a “crise” mundial está a fazer disparar quer a procura quer a oferta no tráfico de pessoas, que surge intimamente ligado a outros três produtos do capitalismo: migração, pobreza e exclusão social. O relatório aborda o crescente recurso por parte dos patrões a formas de evitar os impostos e a organização de trabalhadores: trabalho barato, clandestino, forçado e infantil. “Portugueses escravizados, roubados e acorrentados em quintas de Espanha”, noticiava recentemente o Público, no terceiro caso semelhante descoberto nos últimos tempos. Essa prática que os portugueses banalizaram a partir do século XV tornou-se hoje mais sofisticada, mas não menos cruel. Os números estão para lá de qualquer capacidade de compreensão: mais de 12 milhões de pessoas estão neste momento sob alguma forma de escravatura. O tráfico de seres humanos é o maior negócio ilícito do mundo depois das armas e da droga. Desde a angariação da “mercadoria” no estrangeiro, ao suporte logístico para a trazer até ao entreposto onde será vendida, as redes estão bem montadas. E não dispensam bons contactos nas polícias e governos. Redes que conhecem como ninguém os sítios para aliciar as vítimas: aqueles onde a miséria afoga as expectativas de vida. E sabem ainda melhor como fazer passar essa miséria a inferno. Enclausuramento, chantagem, maus-tratos, drogas – até pouco sobrar de um ser humano. Assim se organiza a escravatura no nosso tempo. Assim funciona em qualquer parte do Mundo. IIConseguiu entrar no navio sem que ninguém reparasse e escondeu-se nos porões do peixe. Só que cedo começou a gelar. Então tentou desesperadamente arrancar os cabos de electricidade, cortar o ar condicionado. Não conseguiu. E não aguentou mais. Voltou a subir, já fraco, gelado. No dia seguinte entregaram-no de volta ao pequeno barco. De volta à escravidão, à única vida que conhecia desde há cinco meses. Já perdeu a conta aos anos que passaram desde os dias em que, pelas ruas da sua aldeia, no Sul da Birmânia, pregava o budismo e ensinava a grandes plateias o prazer da meditação. Por causa da violência da junta militar teve de fugir e atravessar uma fronteira – o passo que viria a arruinar-lhe vida. Na Tailândia ainda trabalhou na construção, até que um dia a polícia o apanhou, sem papéis. Também não tinha como pagar os 70 dólares que lhe exigiram. Esteve preso até ser vendido a uma “agência de trabalho”. Ali convenceram-no a trabalhar um mês num barco: “Se no fim estiveres feliz continuas, se não sais.” O ordenado seria duns 100 dólares por mês. Nunca tinha experimentado trabalho tão pesado, mas por um mês aceitou. O barco deixou a Tailândia para não mais se voltar a aproximar de um porto. Compra combustível a grandes barcos no meio do oceano, os mesmos a que vende o peixe. “Não há forma de escapar. É como uma prisão flutuante.”*O tráfico é um dos expoentes dos problemas que as pessoas que deixam o seu país enfrentam: discriminação, clandestinidade, exploração laboral. No mundo em que as mercadorias são livres de passar fronteiras, as pessoas que o ousam fazer para melhorar a vida são violentamente barradas. O tráfico surge como uma solução tenebrosa: transformar as pessoas em mercadorias.“Os migrantes, sobretudo em tempos de disparidades económicas, querem naturalmente ir para onde podem ganhar algum dinheiro. Se não há oportunidades para o fazer legalmente, estão dispostos a contornar a lei, e ficam muito mais vulneráveis. Podem cair nas mãos de um traficante e ser severamente explorados”, explica Heather Komenda, da Organização Internacional das Migrações (OIM). Sujeitos, pois, às mais brutais chantagens, apenas por não estarem no país onde nasceram e não terem um estúpido papel.A OIM é a personagem principal desse infindável mundo burocrático do “combate ao tráfico de seres humanos”, cheio de acordos internacionais, orçamentos, programas, planos de acção e dias comemorativos. Os discursos humanistas não costumam sair duma cantilena de três “P”: prevenção, protecção e punição. Melhorar a legislação, apostar na educação, trabalhar no terreno e sensibilizar as pessoas. Demagogia por parte de quem defende um sistema económico que legitima a existência de exploradores e explorados, e cava o fosso entre os que têm tanto e os que nada têm – e por isso já nada têm a perder. Portugal é também país de destino e porta de entrada para a Europa de centenas de mulheres brasileiras traficadas. É-lhes tirado o passaporte e são obrigadas a prostituir-se até retribuírem o que “devem”: documentos, viagens, pagamentos de agentes intermediários. Durante uma conversa no programa de rádio MigraSons, Filipa Alvim, investigadora do ISCTE, explicou que “só começámos a ouvir falar mais a partir de 2000, mas o tráfico de mulheres é uma realidade que vem do século XIX, da chamada escravatura branca”. Gustavo Behr, da Casa do Brasil, sublinha o actual “endurecimento da legislação”, e a maior dificuldade de um imigrante “se apresentar num país se regularizar”. Ambos alertam que o tráfico não deve ser visto como “a parte má” das relações de trabalho, aquela que deve ser combatida, mas antes como algo que é indissociável de todas as formas de exploração laboral, e da enorme violência a que estão sujeitos os trabalhadores migrantes.Fontes do problema que governos e organizações internacionais se recusam combater: a procura do lucro a qualquer custo, a perca de direitos e a degradação das condições de trabalho em todo o mundo, as restrições cada vez mais violentas à migração. IIIComo este barco onde ele vive há outros cinco, propriedade da mesma “agência” tailandesa. Um está registado, os outros são cópias. Em todos há homens escravizados como ele, da Tailândia, da Birmânia, do Cambodja. Homens que todos os dias, durante 12h, puxam as pesadas redes. Sós, longe de casa, cada dia é um dia a menos para morte. Para ele, no entanto, um dia houve que foi mais do que isso. Com o nascer do Sol reparou numa ilha que surgia ao fundo. “Timor”, disseram-lhe. “Se fugir vou viver mais tempo”. Pelas 20h, discretamente, deitou uma garrafa ao mar. De seguida esvaziou um jerrican de plástico. Às 23h deitou uma segunda garrafa. À meia-noite testou uma última vez: as correntes continuavam a dirigir as garrafas para ilha. Então atou-se ao jerrican. E saltou.*Entrou em funcionamento em Díli o primeiro abrigo para mulheres traficadas para exploração sexual. A localização é mantida em segredo. “As raparigas têm ali um sítio para ficar, protecção, serviços de saúde, aconselhamento psicológico e legal, colaboração com a justiça e apoio para regressarem ao país”, explica Heather Komenda. Veio do Canadá para Timor-Leste para coordenar o programa contra o tráfico de seres humanos da OIM. Em Timor-Leste, em nome da cooperação e do desenvolvimento, os internacionais vêm erguer uma sociedade como aquela onde cresceram. Com salários milionários a dois passos da pobreza extrema, constroem uma sociedade paralela, vedada aos timorenses, com bares, hotéis e restaurantes, cheia de muros e arame farpado. Uma fonte policial confirma-me que todos os meses dezenas de raparigas são trazidas para Díli, escravizadas para satisfazer os internacionais e os timorenses com dinheiro. “Seria ingénuo pensar que não”, admite Heather. Não é só aqui: a indústria do sexo e o tráfico de mulheres floresceram em todos os lugares onde as missões de manutenção de paz das Nações Unidas tiveram uma presença prolongada. “O tráfico está generalizado. As mulheres são convencidas de que vão trabalhar para a Austrália, e são levadas directamente para um bordel em Díli. Muitas são crianças.” São traficadas de países como China, Tailândia, Filipinas ou Indonésia. Nesta matéria, aqui como em qualquer parte do mundo, a incapacidade da organização é gritante. “As vítimas de que temos conhecimento são aquelas que conseguiram fugir ou ser salvas pela polícia, e depois ainda vir à OIM pedir assistência. São obviamente menos de 1%”, diz Heather. “É como um iceberg: vemos a ponta, sabendo que o que está por baixo é enorme.”IVHoje ele está sentado à minha frente e os seus olhos brilham. Tem um aspecto saudável. Conta-me tudo, fala horas a fio (é engraçado que o intérprete resuma cada meia hora em quatro ou cinco frases em inglês) e sorri. Está bem diferente do farrapo de ser humano que a Heather encontrou há umas semanas. Chegou a uma praia de Timor pelas 6h da manhã daquele dia, tão fraco que era incapaz de andar. Tinha nadado durante mais de cinco horas. Por felicidade, a OIM, em Timor por outros motivos, deu com ele depois de ter passado uns dias numa aldeia próxima, ainda subnutrido, exausto, traumatizado e paranóico: achava que todos o perseguiam. A OIM tem agora algo em que colocar um pouco das suas enxurradas de meios e dinheiro. A ele, vão apoiá-lo a voltar a casa, nessa já distante Birmânia, e a recomeçar ali a sua vida.É duro e é óbvio: a maior parte das histórias de tráfico humano não tem final feliz. São cerca de dois milhões de histórias, a cada ano. Dois milhões de anónimos, como ele.Fontes: Relatório Tráfico de Seres Humanos no Mundo 2009 http://www.state.gov/g/tip/rls/tiprpt/2009/index.htm MigraSons: Rádio e Diversidade http://migrasons.blogspot.com/ “Portugueses escravizados, roubados e acorrentados em quintas de Espanha” http://www.publico.clix.pt/Sociedade/portugueses-escravizados-roubados-e-acorrentados-em-quintas-de-espanha_1407144 OIMhttp://www.iom.int/

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Centro de Media Independente Portugal relançado!

http://pt.indymedia.orgIndymedia Portugal relançado, 10 anos depois do início do Indymedia globalA rede Indymedia nasceu no calor da revolta de Seattle, como uma dimensão fundamental do movimento global. Um movimento que ultrapassa as tricas separadoras dominantes da acção política tradicional (reformismo/revolução, local/global, violência/não violência) e inventa respostas práticas para lhes esquivar, desde os Fóruns Sociais, como forma organizativa que tenta superar o canibalismo político, até à 'desobediência civil protegida', como original prática de rua.Seattle foi apenas a primeira face visível e a Organização Mundial de Comércio (OMC) tão só o pretexto para o que, há muito, se vinha a cozinhar, a necessidade de acordar a malta, de ser suficientemente confrontacional para trazer para a arena pública a voz duma oposição global ao sistema capitalista (e não apenas à OMC) que, pelo que se lia nos jornais e se via nas TVs, não existia.Há dez anos, no dia 30 de Novembro de 1999, centenas de milhares de pessoas em todo o mundo trouxeram para as ruas a sua insatisfação. Em Seattle, mas também no Porto, em Lisboa, em Londres, em Berlim, na Índia ou na Nova Zelândia. Gente que acreditava que era preciso desmascarar o mundo para o qual se caía e se continua a cair. Com acções mais ou menos espectaculares, a resposta à globalização tornava-se definitivamente global. Festas, flyers, cartazes, ocupações, acções de protesto ou sabotagem, manifestações, palestras, debates, tudo serve e tudo serviu para avisar as pessoas e fazer com que solidariedade fosse mais do que uma palavra com sete sílabas, um redondo vocábulo.O CMI Portugal é, como todos os centros de media independentes, um centro de informação livre e independente, que cumpre os requisitos para fazer parte da rede IMC e concorda com os princípios de filiação à rede. Funciona para que as pessoas possam tornar-se elas mesmas meios de informação livres e independentes.Como tal, pretendemos realizar uma acção directa informativa, deixando de confiar aos meios de comunicação corporativos a tarefa de intermediar em exclusivo os acontecimentos e a sua interpretação. Convertemo-nos assim em fonte geradora de um discurso livre da manipulação de governos e corporações, e assumimos o nosso papel como artífices e zeladores dos canais que nos permitem transmitir e difundir uma outra visão da realidade.O CMI Portugal pretende, assim, pôr em prática todos os mecanismos da imaginação que nos permitam, em conjunto, criar, aqui e agora, fragmentos de um mundo melhor. O desafio é, portanto, grande. Mas acreditamos que um colectivo de pessoas empenhadas em construir algo em conjunto conseguirá fazê-lo, enquanto esse empenho se mantiver, ultrapassando as várias barreiras que forem surgindo. Pretende-se, portanto, com este texto, não apenas a apresentação de uma nova forma de mostrar o que nos move, mas, acima de tudo, lançar um apelo para todos os que, como nós, acreditam que a realização voluntária, colectiva e horizontal de um meio de informação é, ao mesmo tempo, uma machadada nos paradigmas actuais e uma experiência de trabalho num mundo já transformado. Um apelo para que se juntem a esse mundo, para que se povoe de gente e, portanto, de novas possibilidades de ser melhor.Reactivamos assim o CMI Portugal, para que tenhamos nós também uma voz alternativa aos grandes meios de comunicação deste país.Estás preparado para escrever a tua notícia?Ajuda-nos a construir este mundo melhor!Artigos relacionados: 10 Anos de SeattleColectivo editorial do Centro de Média Independente - Portugalhttp://pt.indymedia.org

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

EPAL colabora com empresa israelita acusada de pilhagem da água à população palestiniana


O Comité de Solidariedade com a Palestina denunciou o acordo recentemente celebrado entre a EPAL e a Mekorot, a empresa israelita responsável pela pilhagem das águas na Palestina. O Comité de Solidariedade enviou uma carta ao Conselho de Administração da EPAL, protestando contra o acordo entre a empresa portuguesa e a sua congénere israelita, e pedindo à EPAL que reconsiderasse esta parceria, denunciando o roubo sistemático dos recursos hídricos do povo palestiniano, mas esta rejeitou o apelo. Fontes palestinianas consideram esta parceria imoral.
O resultado desse roubo é quantificado no relatório da ONU de Julho de 2007, elaborado pelo OCHA (Office for the Coordination of Humanitarian Affairs). Do conteúdo deste relatório resulta que Israel açambarca anualmente 490 milhões de metros cúbicos dos 600 milhões produzidos pelos aquíferos da Cisjordânia. O povo palestiniano, que teria o direito a essa água, apenas fica com os restantes 110 milhões de metros cúbicos. A situação na Faixa de Gaza é ainda mais dramática, em especial desde a "Operação Chumbo Derretido", iniciada em Dezembrode 2008. Em consequência, o consumo palestiniano diário per capita(cerca de 60 litros) situa-se claramente abaixo do mínimo (100 litros) recomendado pela OMS, ao passo que o consumo israelita vai muito além desse mínimo e do necessário (330 litros).Além disto, o Direito Internacional limita o direito de uma potência colonizadora utilizar os recursos hídricos de um território ocupado e proíbe-a de descriminar os residentes nessa área de ocupação. No entanto, Israel anexou ilegalmente os recursos hídricos da Palestina ocupada desde 1967, exercendo controlo absoluto sobre esses recursos, impondo políticas discriminatórias na distribuição da água. A empresa Mekorot participa nesta violação do Direito Internacional.
No relatório intitulado “Israel raciona fios de água aos Palestinos”, a Amnistia acusava Israel de negar aos Palestinos o direito de acesso a água adequada, ao manter o controlo total sobre os recursos de água que são partilhados e levando a cabo políticas de discriminação.
Segundo a Amnistia Internacional, Israel utiliza cerca de 80% da água dos “lençóis de água da montanha” (mountain aquifer, no original), a única fonte de água dos Palestinos da Cisjordânia. Simultaneamente, a Mekorot vende a água a preços fortemente subsidiados aos colonatos Israelitas ilegais na Cisjordância. Aproximadamente 40% da água consumida pelos Palestinos na Cisjordância é fornecida pela Mekorot e é vendida a um preço muito mais alto e não subsidiado.
http://palestinavence.blogs.sapo.pt/



“ANTENAS DE REDES DE TELEMÓVEIS: AMEAÇA SOBRE AS NOSSAS CABEÇAS?!...”DEBATE ABERTO/ SESSÃO DE INFORMAÇÃO –sábado, 28 de Novembro 17.30 h.

“ANTENAS DE REDES DE TELEMÓVEIS: AMEAÇA SOBRE AS NOSSAS CABEÇAS?!...”
DEBATE ABERTO/ SESSÃO DE INFORMAÇÃO –sábado, 28 de Novembro 17.30 h. Sede da TERRA VIVA!AES –Rua dos Caldeireiros, 213 –Porto (à Cordoaria)
No seguimento de um alerta recente da QUERCUS sobre o assunto, no seguimento também do debate realizado na passada semana pela CAMPO ABERTO, no Porto, com representantes dos movimentos populares de Serzedelo e Paredes contra as radiações electromagnéticas das linhas de alta tensão em zonas habitadas, no seguimento enfim, também, de inúmeras iniciativas cívicas locais ( Campo-Valongo, Escola do Viso, Moscavide, Pedrouços-Maia, etc.) desde 2003 e do nosso alerta em 2007 (vide n/site, Dez.2007) , vamos levar a efeito esta SESSÃO DE INFORMAÇÃO , no âmbito do assinalar do 28º Aniversário da fundação da Terra Viva!*.Para além da inúmera informação escrita que conseguimos obter e que pomos à disposição das pessoas que estiverem presentes, contamos também “levantar algumas lebres” sobre a forma como desde 2007 , pelo menos estas questões têm vindo a ser silenciadas, destorcidas e escamoteadas, tanto pelas empresas de redes telemóveis como por “autoridades competentes (?) , inclusive uma ou outra universidade… –apesar de um comunicado mais categórico da Direcção Geral de Saúde, em 2007, alertando para os riscos das antenas de telemóveis (entre outras fontes de radiações consideradas “de alto risco para a saúde pública” ) .COMO VIMOS ASSISTINDO, NA BAIXA DO PORTO COMO NAS ZONAS MAIS PERIFÉRICAS, Á PROLIFERAÇÃO DA INSTALAÇÃO DE TAIS EQUIPAMENTOS - ÁS VEZES NOS LOCAIS MAIS INESPERADOS – CREMOS NÃO SER DE DESPREZAR, EM NOME DO PRÍNCÍPIO DA PREVENÇÃO, A POSSIBILIDADE DA MOBILIZAÇÃO CÍVICA CONTRA MAIS UM POSSÍVEL ATENTADO Á SAÚDE PÚBLICA QUE INSIDIOSAMENTE E DE FORMA INVISÍVEL VIRÁ SENDO PERPETRADO EM NOME DO DINHEIRO QUE PROPRIETÁRIOS -PÚBLICOS E PRIVADOS RECEBEM POR CONTA DA INSTALAÇÃO DESTES EQUIPAMENTOS NO ALTO DOS SEUS EDIFÍCIOS - ISTO É, POR CIMA DAS NOSSAS CABEÇAS .
ESPERAMOS A VOSSA PARTICIPAÇÃO - p.f.REFUNDAM ESTA INFORMAÇÃO
Terra Viva!/Terra Vivente -AES( a sessão decorrerá sob a forma de CÍRCULO DE ASSEMBLEIA, complementado por uma Mesa de Inscrições )
*noutro local informamos o programa completo do 28ºaniversário da Terra Viva!
MAIS INFORMAÇÕES:
967694816 - 223324001

RESISTÊNCIA E SOLIDARIEDADE!

Contra o despejo do Centro de Cultura Libertária:
O Centro de Cultura Libertária, espaço anarquista existente há 35 anos em Cacilhas, encontra-se ameaçado de despejo pelo proprietário. Após sentença do Tribunal de Almada, emitida no dia 2 de Novembro de 2009, foram dados 20 dias ao CCL para abandonar as suas instalações. O Centro de Cultura Libertária recorreu desta decisão do Tribunal, no passado dia 19 de Novembro, suspendendo a ordem de despejo. Agora, aguarda-se a decisão do Tribunal sobre o recurso, que pode anular a decisão de despejo, levar a um novo julgamento ou reiterar a sentença já emitida. Não se pode prever qual será a decisão ou quanto tempo esta levará a ser tomada. Sabemos apenas que, caso o recurso seja recusado, teremos dez dias apenas para abandonar o espaço do CCL. O Centro de Cultura Libertária vive momentos de absoluta incerteza quanto ao seu futuro. Mas uma coisa é certa: faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para dar continuidade ao CCL e para manter o espaço que este ocupa há 35 anos. Para tal precisamos da solidariedade de todxs xs que se revêem no CCL. Para já o apoio monetário continua a ser muito importante, já que suportamos custos muito elevados para uma associação que vive apenas das contribuições dos seus associados e simpatizantes. O recurso custou-nos 2.000 euros em honorários do advogado e mais 75 euros da “taxa de justiça”. Em caso de perda do recurso, poderemos ter de pagar as custas judiciais. A salvaguarda do espólio do CCL, em caso de despejo, dará certamente lugar a novas despesas. A motivação do proprietário do prédio é clara: despejar uma associação que paga uma renda mensal baixa (51 euros) e cujo contrato só pode ser rescindido através de uma acção de despejo, abrindo assim o caminho à rentabilização do espaço. O papel do tribunal também é claro: defender o interesse dos proprietários e a propriedade privada, alicerces essenciais deste sistema baseado na desigualdade e na exploração. Actualmente, o CCL é um dos raros locais anarquistas que se mantém em Portugal, único pela sua longevidade e pelo papel de preservação da memória histórica libertária que desempenha, mas também pela ligação afectiva que gerou em várias gerações de anarquistas, que nele encontraram um espaço de aprendizagem, de experimentação e divulgação das suas ideias. O Centro de Cultura Libertária encarregar-se-á de agir a nível local, procurando a todo o momento, divulgar e estimular a revolta contra uma situação da qual não somos os únicos alvos. Encorajamos todas as formas de solidariedade dxs companheirxs que desejem potenciar a nossa luta noutros lugares. Saúde e Anarquia! Centro de Cultura Libertária23 de Novembro de 2009 Contacto: E-mail: ateneu2000@yahoo.comCorreio: Apartado 40 / 2800-801 Almada / PortugalBlog: http://culturalibertaria.blogspot.com Dados da conta bancária do CCL, para donativos: Titular/ Owner: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA Para transferências em Portugal / For transfers inside Portugal:NIB: 003501790000215493029 Para transferências do estrangeiro / For foreign transfers:IBAN: PT50003501790000215493029BIC: CGDIPTPL

sexta-feira, 20 de novembro de 2009






















quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Sábado, 14 novembro | a partir das 17h00

Toda a gente sabe que a informação nunca é imparcial, mas pior é quando é apenas monopólio do capital.As rádios são "piratas" porque é perigoso que as pessoas percebam que podem ter voz... que no bairro do lado se passam exactamente os mesmos problemas, mas eles incendiaram a junta de freguesia...


As coisas não surgem por acaso, surgem porque as pessoas as fazem.
As liberdades de Abril costumam terminar em quedas de escadas em esquadras, ou em roubos de computadores, e "a censura não existe" quando os sítios "problemáticos" deixam de existir.
As ideias não têm que gerar dinheiro para serem boas. E mesmo se não forem "boas", valem só por si, e plo facto de haver quem acredite nelas.
As utopias só o são até se tornarem em coisas reais, tal como até há 300 anos seria utópico o "Homem" voar.E enquanto as pessoas correm para centros comerciais, para competirem pla última promoção de estricnina, sob a forma dum adoçante light milagroso, nós continuamos a dizer que bastava pôr mel.
E enquanto vidas se prostituem, para perpetuar mega-empregadores-proxenetas, nós entramos em orgias de ideias e actos repletos de orgasmos revolucionários que nos elevam ao céu, e damos calduços em dEUS, enquanto lhe dizemos: "nós também criamos ó palhaço!"
E caímos com os pés bem assentes na terra.
E falamos de coisas "sem sentido", mas que para nós nos fazem muito, pois aqui o Tempo não é dinheiro, e saber mudar o pneu do carro é muito melhor do que pagar a um mecânico.
E não ficamos à espera que alguém fale por nós, e se a voz não é "bonita" ainda se pode pôr um "Pitch Shift" por cima, tal como o fazem na TV quando as pessoas querem o anonimato.
E levas com um black metal (não nacionalista) e a seguir com um faduncho (não nacionalista) pois não somos tod@s iguais.
Achamos que a "sociedade" tem que ser feita por quem faz parte dela, e não por quem pensa que está acima dela.E se nos cortarem o piu, vamos emitir para o wifi da câmara municipal, na esperança que também o cortem.E no dia em que isto mudar, a música voltará a ser feita por nós, rufos de tambores e cocktails soarão sem medo da lei do ruído, e os servidores do ministério da administração interna e afins serão emissores de rádios livres para um mundo livre.Sintoniza radiocasaviva.blogspot.com

14 de Nov. Sabado




quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Querem despejar o CCL!!!


O Centro de Cultura Libertária, espaço anarquista existente há 35 anos, está a ser ameaçado de despejo por parte do proprietário. O CCL é um ateneu cultural anarquista fundado em 1974 por velhos militantes libertários que resistiram à ditadura, ocupando desde então o espaço arrendado no número 121 da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. Tem sido um espaço fundamental para o anarquismo em Portugal acolhendo sucessivas gerações de libertários. O Centro possui uma biblioteca e um arquivo únicos em Portugal, com material anarquista editado ao longo dos últimos cem anos, assim como uma distribuidora de cultura libertária. Durante a sua existência, o Centro acolheu várias actividades, tais como debates, passagens de vídeo ou diversos ateliers. Diferentes publicações aqui se editaram, como a Voz Anarquista nos anos 70, a Antítese nos anos 80, o Boletim de Informações Anarquista nos anos 90 e o Húmus, mais recentemente.Em Janeiro de 2009, foi instaurada por parte do proprietário do edifício uma acção de despejo contra o Centro. Esta acção foi contestada por vias legais, o que deu lugar a um julgamento que decorreu entre Setembro e Outubro. No dia 2 de Novembro, foi emitida a sentença que resultou na resolução do contrato de arrendamento, tendo sido dados 20 dias ao Centro para abandonar as suas instalações.O Centro vai recorrer desta decisão. Nesta nova fase é preciso suportar custos que dizem respeito ao recurso e aos honorários do advogado. Até à data ainda não sabemos exactamente a quantia necessária mas, pelo que averiguámos, será necessário reunir umas largas centenas de euros.O contexto que deu origem a este caso não diz respeito apenas ao Centro de Cultura Libertária, mas a todos aqueles que se vêm a braços com a falta de escrúpulos dos senhorios e restantes especuladores imobiliários. É importante relembrar que, ainda que este processo tenha sido iniciado sob alegações do ruído excessivo produzido pelos frequentadores do Centro, estão em causa outros interesses, nomeadamente o do senhorio em rentabilizar o espaço, alugando-o por um preço bastante mais elevado do que o praticado agora.O desaparecimento deste Centro significaria a perda de um importante espaço de reflexão, debate, luta e resistência.À semelhança dos/as companheiros/as que lutaram para que este espaço existisse, resistiremos uma vez mais, e NÃO perderemos o CCL nem às mãos dos tribunais, nem da especulação imobiliária nem por nada.Continuaremos a lutar para que este espaço continue!Toda a solidariedade e apoio que possam dar força à resistência do CCL é da máxima importância e urgência.Saúde e Anarquia!!!Centro de Cultura Libertária07.11.09Contactos:E-mail: ateneu2000@yahoo.comCorreio:Apartado 402800-801 Almada – PortugalBlog: http://culturalibertaria.blogspot.com

terça-feira, 3 de novembro de 2009


Rádio casaviva

aos sábados, a partir das 17hrs "sintoniza-nos" em radiocasaviva.blogspot.come como a rádio é feita por tod@s nós,vimos por este meio informar-te que podes tornar-te parte dela:- grava (não precisa de ser nenhuma gravação xpto, basta haver um micro) a agenda de actividades do teu colectivo, as conversas que por aí se passam, a poesia que curtias divulgar, a música que fazes ou curtes escutar, as ideias que te passam pla cabeça, tudo aquilo que te apetecer e envia-nos (em mp3) pararadiocasaviva@gmail.com(á falta de melhor... manda-nos um mail, que o divulgaremos no programa de sabado. embora seja sempre da nossa preferencia que seja feito por ti mesm@... gostamos de ouvir as nossas vozes)porque a informação independente somos nós que a fazemos!participa e divulga!

Ciclo de cinema Fugas - Outubro-Novembro - Terra de ninguém - Lisboa



Às 20h.16.out.- Papillon (1973)30.out.- The great escape (1963)13.nov.- Expresso da meia-noite (1978)27.nov- A man escaped (1956)Terra de ninguém- espaço anarquistaRua do Salvador 56 (à Rua das Escolas Gerais) - Lisboa terraninguem@yahoo.comhttp://terradninguem.blogspot.com/


O Oeste Selvagem

Noticias da guerra social em portugal e outros sítioshttp://www.ooesteselvagem.blogspot.com/

O Peixe Morcego Vulcânico Cego