
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Fábrica de notícias, manipulação de consciências

Sob o título «Relatório da Interpol sobre os computadores de número 2 das FARC exaspera Hugo Chávez», o Público do passado dia 17 de Maio (sábado) publicou uma longa notícia, onde afirma que «A Interpol anunciou quinta‑feira o resultado da análise aos computadores de Raul Reyes, o segundo comandante das FARC, morto em Março por tropas colombianas no Equador: ninguém corrompeu, garantiu, os dados guardados». Depois do subtítulo «Media manipulados?», continua com uma citação de El País anterior ao Relatório da Interpol: «com base em fontes próximas dos investigadores Chávez (…) teria dado armas e dinheiro à guerrilha colombiana…»! O noticiário da RTP seguiu nesta peugada.
Mas o que conclui o relatório, sobre o que verdadeiramente importava?
CONCLUSÕES DO RELATÓRIO [1]
Pese o enorme esforço das conclusões (pág. 8/41 e segs.) em darem margem de manobra ao governo colombiano, o relatório conclui que:
– As autoridades colombianas entregaram como “provas” computadores portáteis (três), discos duros externos (dois), PENs (três), num total de 609,6 gigabytes de dados em forma de documentos, imagens e vídeos (conclusão n.º 1). No relatório dizem que estes dados correspondem a 39,5 milhões de páginas A4!
– Que as autoridades colombianas acederam a todas as provas instrumentais. (conclusão 2)
– Que as autoridades colombianas especializadas procederam correctamente, de forma a preservar o conteúdo original das provas (conclusão 2.a).
– Que entre as 7:50 horas do dia 1 de Março e as 11:45 do dia 3 de Março, momento em que as provas foram entregues ao Grupo Investigativo de Delitos Informáticos ... (DIJIN) das forças militares colombianas tiveram «acesso aos dados contidos nas citadas provas [e este] não se ajustou aos princípios internacionalmente reconhecidos para o tratamento» destas provas (conclusão 2.b).
– Não encontrou indícios que «se tenham criado, modificado ou suprimido arquivos de utilizador em nenhuma das ditas provas»! (conclusão 3).
Na explicitação das conclusões, páginas 31/41 e segs., afirma-se (por razões de espaço somámos os itens de cada prova) que no conjunto das provas, foram:
– «criados» 7.868 arquivos de sistema;
– «abertos» 27.901 arquivos de sistema e de utilizador;
– «modificados» 9.381 arquivos de sistema;
– «suprimidos» 2.905 arquivos de sistema;
– Que entre 7 de Março de 2009 e 16 de Outubro de 2010 (não é gralha, são estas as datas) foram criados 4.244 (quatro mil duzentos e quarenta e quatro) arquivos, dos quais 699 continham música, vídeos e imagens!
Em que ficamos?
O QUE A INTERPOL NÃO CONCLUIU E TINHA OBRIGAÇÃO DE SE PRONUNCIAR
Antes de mais, que as “provas” que lhe foram apresentadas e os documentos nelas contidos eram autênticos ou falsos.
Não se interroga como, depois de um bombardeamento arrasador que destruiu totalmente o acampamento, os 3 computadores (para que queria Reyes 3 computadores na selva equatorial?) ficaram intactos. Alguém no seu perfeito juízo acredita que no pouco tempo que durou o ataque e a aterragem dos helicópteros para recolher os cadáveres, ainda pudessem encontrar no meio dos destroços, 2 discos duros externos e 3 minúsculas PENs em perfeitas condições de utilização?
A INTERPOL tem um longo passado de suspeição e colaboração com regimes ditatoriais [2], por isso, entre outros, foram seus presidentes Heydrich, n.º 2 das SS nazis, o português Agostinho Lourenço, principal responsável da PIDE, até culminar com Jackie Selebi, obrigado a demitir-se em Fevereiro de 2008, quando se tornou pública a acusação de ter recebido 170 mil dólares para proteger o narcotraficante Glen Aglioti…
Ronald K. Noble, actual secretário-geral da Interpol, é um fiel funcionário do império. Apesar dos seus 51 anos, já passou pelo Departamento do Tesouro, onde criou os seus serviços secretos, foi encarregado da aplicação do bloqueio a Cuba, etc…
Ao contrário do que se pretende fazer crer, a Interpol não é uma polícia internacional e nunca foi isenta. É um organismo de troca de informações, hoje dominado pelos EUA. Por isso foi presidida por um director da PIDE e não da Polícia Judiciária.
O apelo de Uribe à Interpol foi feito com a certeza de que esta organização lhe iria dar alguma margem de manobra para continuar a especular sobre os pretensos documentos de Reyes. O Relatório é um repositório de confusões disfarçadas (entre quem e como acederam às “provas” na Colômbia), de promoção da sua “imparcialidade”, numa demonstração de má consciência, e de omissões comprometedoras: poderiam aquelas provas ter pertencido a Raul Reyes?
OS MEDIA E A CENTRAL MEDIÁTICA DO IMPERIALISMO
A escolha da Interpol não é inocente. Era preciso um Relatório que, não concluindo o impossível (o governo não mexeu no computador antes de o entregar ao DIJIN), permitisse alguma margem de manobra a Uribe e à elaboração de notícias pelo central imperial de notícias. Depois, os media periféricos como o Público e El País cumprem o papel de divulgar no mercado o produto da fábrica de notícias.
Vivemos um tempo da informação única, onde investigar (ler o Relatório da Interpol) é perder tempo e produtividade. Vivemos um tempo em que «a informação que temos não é a que desejamos. A informação que desejamos não é a que precisamos. A informação que precisamos não está disponível» (John Peers). As “notícias” do Público e a da RTP do dia 17 de Maio, de conteúdo semelhante, são um exemplo mais de que a informação que temos não só não é a que desejamos, como é a elaborada no que podemos chamar a central de elaboração de notícias do Império e depois divulgada, urbi et orbe pelos media periféricos. Tem um pouco de verdade (há um relatório da Interpol) e muito de divulgação do que se quer fazer crer como verdade – «…ninguém corrompeu, garantiu [a Interpol], os dados guardados»!
Como disse Luís Fernando Veríssimo, vivemos um tempo em que «às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data».
______
[1] O relatório oficial (em espanhol) está disponível em: www.Interpol.int/Public/ICPO/Pressreleases/PR2008/pdfpr200817/ipPublicReportNoCoverES.pdf
[2] Ver http://www.infoalternativa.org/midia/www.radiomundial.com.ve/YVKE/notícia.php5920
Mas o que conclui o relatório, sobre o que verdadeiramente importava?
CONCLUSÕES DO RELATÓRIO [1]
Pese o enorme esforço das conclusões (pág. 8/41 e segs.) em darem margem de manobra ao governo colombiano, o relatório conclui que:
– As autoridades colombianas entregaram como “provas” computadores portáteis (três), discos duros externos (dois), PENs (três), num total de 609,6 gigabytes de dados em forma de documentos, imagens e vídeos (conclusão n.º 1). No relatório dizem que estes dados correspondem a 39,5 milhões de páginas A4!
– Que as autoridades colombianas acederam a todas as provas instrumentais. (conclusão 2)
– Que as autoridades colombianas especializadas procederam correctamente, de forma a preservar o conteúdo original das provas (conclusão 2.a).
– Que entre as 7:50 horas do dia 1 de Março e as 11:45 do dia 3 de Março, momento em que as provas foram entregues ao Grupo Investigativo de Delitos Informáticos ... (DIJIN) das forças militares colombianas tiveram «acesso aos dados contidos nas citadas provas [e este] não se ajustou aos princípios internacionalmente reconhecidos para o tratamento» destas provas (conclusão 2.b).
– Não encontrou indícios que «se tenham criado, modificado ou suprimido arquivos de utilizador em nenhuma das ditas provas»! (conclusão 3).
Na explicitação das conclusões, páginas 31/41 e segs., afirma-se (por razões de espaço somámos os itens de cada prova) que no conjunto das provas, foram:
– «criados» 7.868 arquivos de sistema;
– «abertos» 27.901 arquivos de sistema e de utilizador;
– «modificados» 9.381 arquivos de sistema;
– «suprimidos» 2.905 arquivos de sistema;
– Que entre 7 de Março de 2009 e 16 de Outubro de 2010 (não é gralha, são estas as datas) foram criados 4.244 (quatro mil duzentos e quarenta e quatro) arquivos, dos quais 699 continham música, vídeos e imagens!
Em que ficamos?
O QUE A INTERPOL NÃO CONCLUIU E TINHA OBRIGAÇÃO DE SE PRONUNCIAR
Antes de mais, que as “provas” que lhe foram apresentadas e os documentos nelas contidos eram autênticos ou falsos.
Não se interroga como, depois de um bombardeamento arrasador que destruiu totalmente o acampamento, os 3 computadores (para que queria Reyes 3 computadores na selva equatorial?) ficaram intactos. Alguém no seu perfeito juízo acredita que no pouco tempo que durou o ataque e a aterragem dos helicópteros para recolher os cadáveres, ainda pudessem encontrar no meio dos destroços, 2 discos duros externos e 3 minúsculas PENs em perfeitas condições de utilização?
A INTERPOL tem um longo passado de suspeição e colaboração com regimes ditatoriais [2], por isso, entre outros, foram seus presidentes Heydrich, n.º 2 das SS nazis, o português Agostinho Lourenço, principal responsável da PIDE, até culminar com Jackie Selebi, obrigado a demitir-se em Fevereiro de 2008, quando se tornou pública a acusação de ter recebido 170 mil dólares para proteger o narcotraficante Glen Aglioti…
Ronald K. Noble, actual secretário-geral da Interpol, é um fiel funcionário do império. Apesar dos seus 51 anos, já passou pelo Departamento do Tesouro, onde criou os seus serviços secretos, foi encarregado da aplicação do bloqueio a Cuba, etc…
Ao contrário do que se pretende fazer crer, a Interpol não é uma polícia internacional e nunca foi isenta. É um organismo de troca de informações, hoje dominado pelos EUA. Por isso foi presidida por um director da PIDE e não da Polícia Judiciária.
O apelo de Uribe à Interpol foi feito com a certeza de que esta organização lhe iria dar alguma margem de manobra para continuar a especular sobre os pretensos documentos de Reyes. O Relatório é um repositório de confusões disfarçadas (entre quem e como acederam às “provas” na Colômbia), de promoção da sua “imparcialidade”, numa demonstração de má consciência, e de omissões comprometedoras: poderiam aquelas provas ter pertencido a Raul Reyes?
OS MEDIA E A CENTRAL MEDIÁTICA DO IMPERIALISMO
A escolha da Interpol não é inocente. Era preciso um Relatório que, não concluindo o impossível (o governo não mexeu no computador antes de o entregar ao DIJIN), permitisse alguma margem de manobra a Uribe e à elaboração de notícias pelo central imperial de notícias. Depois, os media periféricos como o Público e El País cumprem o papel de divulgar no mercado o produto da fábrica de notícias.
Vivemos um tempo da informação única, onde investigar (ler o Relatório da Interpol) é perder tempo e produtividade. Vivemos um tempo em que «a informação que temos não é a que desejamos. A informação que desejamos não é a que precisamos. A informação que precisamos não está disponível» (John Peers). As “notícias” do Público e a da RTP do dia 17 de Maio, de conteúdo semelhante, são um exemplo mais de que a informação que temos não só não é a que desejamos, como é a elaborada no que podemos chamar a central de elaboração de notícias do Império e depois divulgada, urbi et orbe pelos media periféricos. Tem um pouco de verdade (há um relatório da Interpol) e muito de divulgação do que se quer fazer crer como verdade – «…ninguém corrompeu, garantiu [a Interpol], os dados guardados»!
Como disse Luís Fernando Veríssimo, vivemos um tempo em que «às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data».
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[1] O relatório oficial (em espanhol) está disponível em: www.Interpol.int/Public/ICPO/Pressreleases/PR2008/pdfpr200817/ipPublicReportNoCoverES.pdf
[2] Ver http://www.infoalternativa.org/midia/www.radiomundial.com.ve/YVKE/notícia.php5920
[Lisboa] Ciclo de cinema de intervenção e feminismo «Que querem elas?»
Dia 3 - “Lettre à ma s½ur” Habiba Djahine, França, Argélia, 2006, 68´, V.O. francesa/árabe, legendada em inglês "Nabila Djahnine, a minha irmã, foi assassinada dia 15 de fevereiro em Tizi-Ouzou, uma cidade importante da região da Cabilia (Argélia). A Nabila era arquitecta e presidente da associação de defesa dos direitos das mulheres « Thighri N’tmettouth » (Grito de mulher) sedeada nesta cidade. Em 1993, a Nabila escreveu-me uma carta em que falava do aumento da violência, da repressão, dos assassinatos, da falta de esperança e do seu desespero perante a quase impossibilidade de agir naqueles anos de chumbo. Eu tinha ido viver durante uns tempos para uma cidade do Sahara argelino, com o objectivo de me distanciar da acção militante. Dez anos depois do assassinato de Nabila, voltei a Tizi-Ouzou para fazer este filme. Lettre à ma sœur é a minha resposta à sua carta, uma forma de contar o que aconteceu durante estes dez anos. Dia 10 - “De niña a madre” Florence Jaugey, Nicaragua, 2006, 70´, V.O. espanhola, legendada em francês O filme acompanha a vida de três adolescentes confrontadas com a maternidade na Nicarágua rural. Durante três anos, a realizadora captou com mestria os triunfos e as batalhas de Kenia, Vivian e Bianca, recorrendo a entrevistas em profundidade com estas jovens mulheres, as suas mães e os pais dos bebés. Kenia, Vivian e Bianca são levadas a reajustar as suas esperanças e sonhos em função da difícil realidade que é a maternidade adolescente numa comunidade tradicional como esta. Dia 17 - “Convicções” Julie Frères, Portugal/França, 2007, 55´, V.O. português Em Fevereiro de 2007, os Portugueses foram chamados a votar pela ou contra a despenalização do aborto. Partindo do quotidiano de quatro mulheres de convicções totalmente opostas, o filme segue de perto a campanha do referendo, nos bastidores, na rua e nos média. Dia 24 - “Raimunda a quebradeira” Marcelo Silva, Brasil, 2007, 52´, V.O. português, legendada em inglês Confrontada com o problema do acesso à terra, Raimunda luta diariamente, trabalhando como quebradeira de coco. Ao lado do padre Josimo, assassinado por homens de mão dos latifundiários, ajudou as quebradeiras a organizarem-se para obter terras, conseguindo assim dar a ouvir o grito destas excluídas. Pela acção política ou pelo trabalho como quebradeiras de coco, estas mulheres asseguram a sobrevivência de suas famílias numa região onde as disputas pela posse da terra tiveram um saldo de centenas de mortes, entre fazendeiros, mercenários, activistas e até religiosos. Raimunda consagra todo o seu tempo e energia a esta causa, assim como à agricultura biológica e à melhoria da qualidade de vida das quebradeiras, combatendo os interesses dos industriais e grandes proprietários.
MANIFESTAÇÕES ANTI TOURADA - JUNHO

Em JUNHO : PARTICIPE nas Manifestações-Caçaroladas contra as Touradas no Campo Pequeno, em Portugal e no MundoNos dias 5 e 19 de Junho (Quintas-Feiras), a partir das 19h30m (e até às 22h30m), traga as suas caçarolas, tachos, panelas, apitos e buzinase venha protestar ruidosamente contra os espectáculos de violência extrema contra touros e cavalos que são as abomináveis touradas
Núcleo Estudantil Libertário da Amadora

"Nós, estudantes e habitantes na Amadora, criámos um núcleo para demonstrarmos os verdadeiros problemas presentes no concelho, problemas esses que são sociais, culturais e até mesmo económicos. Temos como objectivo também, combater o estado de alienação e conformismo que se apodera da cidade, e tentar alertar a população para os acontecimentos reais da mesma, focando também, assuntos ligados com o ensino, visto os elementos deste núcleo serem estudantes.Somos um movimento de acção reivindicativo por uma cidade melhor, onde rejeitamos qualquer forma de racismo, xenofobia, ou qualquer tipo de discriminação.Também iremos transmitir algumas informações e eventos importantes que achemos de alguma importância."Visitem em: http://nel-a.blogspot.com/
Solidariedade com os pescadores

Portos de pesca de Peniche, Figueira da Foz e Setúbal em paralisação total30.05.2008 - 09h13Por Lusa, Eduardo Melo, PUBLICO.PTPaulo PimentaApesar de os motivos da paralisação não colherem todos, o facto é que todos os pescadores pararam hojeOs armadores e pescadores de Peniche, da Figueira da Foz e de Setúbal bloquearam os respectivos portos de pesca, em protesto pela ausência de medidas públicas que minimizem o agravamento do preço do gasóleo.Em Peniche, uma frente de barcos impede, desde a meia-noite, a descarga de pescado na lota local. "Depois da meia-noite ninguém vai descarregar no porto de Peniche", afirmou o presidente Cooperativa dos Armadores da Pesca Artesanal, Jerónimo Rato."Já mandamos pôr os barcos todos em frente à lota para que não seja possível a descarga enquanto durar a paralisação", acrescentou ainda Jerónimo Rato.Em Peniche, existem cerca de 90 barcos da pesca local, uma dezena de embarcações da pesca longínqua e outra dezena da pesca do cerco (sardinha).Na Figueira da Foz, os pescadores do arrasto que actuam ao largo da localidade afirmam que aderiram contrariados à greve que começou hoje, manifestando, no entanto, compreender as razões dos armadores face ao aumento do preço do gasóleo.Mais de meia centena de embarcações estão hoje paradas, incluindo seis arrastões, a maioria registados em Aveiro. "Esta greve é dos armadores, eu não estou de greve. Quero ir para o mar", disse à Lusa João Fernando, mestre do "Luísa Balseiro".A tripulação de sete homens, oriundos das povoações da Costa de Lavos e Leirosa, no litoral sul da Figueira da Foz, "quer é trabalhar", mas cedeu à exigência do patrão e afirma compreender as razões da greve.Mais a sul, quer os armadores, quer os pescados de Setúbal solidarizaram-se com a luta nacional e dos parceiros espanhóis, italianos e franceses.Eventual falta de pescado fresco apenas terá efeitos na próxima semanaNo mercado de peixe de Matosinhos o sentimento é de que uma eventual escassez de pescado fresco só se fará sentir na próxima semana. Vendedoras deste mercado garantiram hoje, à SIC Notícias, que estão bem abastecidas de peixe capturado no dia anterior e que os clientes têm a garantia de comprar peixe fresco hoje e amanhã.Se os barcos não retomarem a faina nos próximos dias, então a opção destas vendedoras será o escoamento de peixe congelado. Para este peixe congelado, o preço não terá tendência para subir, asseguram ainda, já que foi comprado nas semanas anteriores e nesse período os preços não se alteraram.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Relatório Anual 2008 da Amnistia Internacional: a situação de Direitos Humanos no mundo = 60 anos de fracassos

A Amnistia Internacional desafiou hoje os líderes mundiais a pedirem desculpa por seis décadas de fracassos em matéria de direitos humanos e a voltarem a assumir o compromisso de fazer melhorias concretas."As zonas mais críticas para os direitos humanos exigem uma acção imediata como é o caso do Darfur, do Zimbabué, de Gaza, do Iraque e do Myanmar", afirmou Irene Khan, secretária-geral da organização, no lançamento do relatório de 2008 da Amnistia Internacional: o estado dos direitos humanos no mundo."Injustiça, desigualdade e impunidade são as marcas do mundo de hoje. Os governos devem agir agora para diminuir a distância que separa as suas promessas do seu desempenho”.O relatório de 2008 da Amnistia Internacional mostra que, 60 anos depois da Declaração Universal dos Direitos Humanos ter sido adoptada pelas Nações Unidas, as pessoas ainda são torturadas ou maltratadas em pelo menos 81 países, enfrentam julgamentos injustos em, pelo menos, 54 países e são proibidas de se expressar livremente em, pelo menos, 77 países."O ano de 2007 caracterizou-se pela impotência dos governos ocidentais e pela ambivalência ou relutância das potências emergentes para enfrentar algumas das piores crises de direitos humanos do mundo, desde os conflitos enraizados até às crescentes desigualdades que estão a deixar milhões de pessoas para trás", afirmou Irene Khan.A Amnistia Internacional alerta para a maior ameaça ao futuro dos direitos humanos que é a ausência de uma visão partilhada e de uma liderança colectiva."O ano de 2008 apresenta oportunidades sem precedentes para que os novos líderes que estão a assumir o poder e para que os países que estão a emergir no cenário mundial tomem um rumo novo e rejeitem as políticas e as práticas míopes que ultimamente têm feito do mundo um lugar mais perigoso e mais dividido", declarou a secretária-geral.A Amnistia Internacional desafia os governos a criarem um novo paradigma de liderança colectiva baseada nos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos."Os mais poderosos devem liderar com exemplos", afirmou Irene Khan.- A China deve cumprir as promessas que fez em torno dos Jogos Olímpicos, permitindo a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa e acabando com a "reeducação pelo trabalho".- Os Estados Unidos devem fechar o campo de detenção de Guantánamo e os centros de detenção secretos. Devem julgar os seus detidos segundo as normas e padrões internacionais para julgamentos justos ou, então, libertá-los; devem ainda rejeitar, de modo inequívoco, o uso da tortura e dos maus-tratos.- A Rússia deve mostrar maior tolerância com as divergências políticas e não deve ser tolerante com a impunidade para os abusos de direitos humanos cometidos na Chechénia.- A União Europeia deve investigar a cumplicidade de seus Estados-membros com as transferências extrajudiciais (rendições) de pessoas suspeitas de terrorismo e deve estabelecer para seus próprios membros os mesmos critérios de direitos humanos que estabelece para outros países.A secretária-geral faz um alerta: "Os líderes mundiais estão em estado de negação, mas a sua inércia tem elevados custos. Como bem demonstram o Iraque e o Afeganistão, os problemas de direitos humanos não são tragédias isoladas, mas são como vírus, que podem infectar e espalhar-se rapidamente, tornando-se um risco para todos nós”."Os governos devem mostrar hoje o mesmo grau de visão, de coragem e de compromisso que levou as Nações Unidas a adoptar a Declaração Universal dos Direitos Humanos há sessenta anos atrás”."Há um movimento crescente por parte das pessoas exigindo justiça, liberdade e igualdade”.Entre as imagens que mais marcaram 2007, estão os monges no Myanmar, os advogados no Paquistão e as mulheres activistas no Irão."As populações inquietas e indignadas não permanecerão silenciosas, e se os líderes mundiais as ignorarem, não será bom para eles.", declarou Irene Khan.http://www.amnistia-internacional.pt/ http://www.amnesty.org/
1º COMBATE DE PAINT BALL COM FISGAS DO MUNDO - 8 JUNHO EM SINTRA
depois da merda dos deuses nos terem boicotado a outra edição, ao ter mandado um temporal que não se podia, aqui vai a nova edição revista e melhorada... desta vez, mandamos a resmenga do 13 de maio para onde nunca devia ter saido... a ver se a gaja não se mija com medo das alturas... hehehehhehehehe
quarta-feira, 28 de maio de 2008
31 de Maio - Filme "Democracy isn't built on demonstrators' bodies"
31 de Maio - 16h - no Centro de Cultura Libertária
- Filme "Democracy isn't built on demonstrators' -
Em 26 de Dezembro de 2003, a Força de Defesa Israelita alvejou deliberadamente Gil Namati, um manifestante israelita de 21 anos que participava num protesto do grupo Anarquistas Contra o Muro, que protesta contra a separação entre territórios palestinianos e israelitas. O incidente criou um grande furor mediático e levantou muitas questões.Este filme é importante para conhecer um pouco de uma realidade desconhecida e polémica, mesmo entre os círculos radicais: o conflito israelo-palestiniano.
- Filme "Democracy isn't built on demonstrators' -
Em 26 de Dezembro de 2003, a Força de Defesa Israelita alvejou deliberadamente Gil Namati, um manifestante israelita de 21 anos que participava num protesto do grupo Anarquistas Contra o Muro, que protesta contra a separação entre territórios palestinianos e israelitas. O incidente criou um grande furor mediático e levantou muitas questões.Este filme é importante para conhecer um pouco de uma realidade desconhecida e polémica, mesmo entre os círculos radicais: o conflito israelo-palestiniano.
Filme: BAB SEBTA " Nós não atravessamos fronteiras, as fronteiras é que atravessam-se entre nós"

Passos ManuelRua Passos Manuel 1374000 385PortoPortugalBAB SEBTA
Quinta - feira,
22h00
Um filme realizado por Frederico Lobo e Pedro Pinho
Sinopse"Nós não atravessamos fronteiras, as fronteiras atravessaram-se entre nós"Graffiti em Ceuta.
Partindo de todas as partes de África corre uma multidão de homens invisíveis preparados para atravessar continentes inteiros perseguindo uma ideia eternamente negada àqueles que vivem na periferia – a de uma vida melhor.
Enfrentam desertos, máfias, sede e fome até colidir contra um muro de arame farpado ou atravessar uma trágica e precária travessia marítima – os obstáculos que os separam do seu objectivo quase mitológico – a Europa.
O nosso filme parte em contracorrente a este fluxo, dirigindo-se de Norte para Sul em busca dos migrantes que atravessam o deserto – heróis nómadas dos tempos que correm, em luta contra uma abstracção: a ideia de fronteira.
O móbil principal para fazermos este filme foi a abundância ensurdecedora de imagens falhadas sobre este tema. A quase totalidade dos trabalhos que conhecemos perde-se na ilustração factual, no tratamento das pessoas que quer filmar dentro de uma lógica humanitária e caridosa, dedica-se a reproduzir e perpetuar a sua condição de miseráveis, de desfavorecidos, de fugitivos, de clandestinos, de vítimas. Eclipsando a sua existência enquanto aventureiros, viajantes, curiosos, vendedores de fruta fartos de o ser, barbeiros, pais, filhos, amantes, sonhadores ambiciosos, desiludidos, desertores.O desafio da rodagem foi evitar a busca jornalística das histórias dos outros, mas facilitar os meios e o tempo para que esses outros criem, desenvolvam, revolvam as histórias adormecidas que transportam em si.
Histórias contadas na primeira pessoa sobre banalidades do dia-a-dia, sobre o local de partida, a família, o que aconteceu ontem, aventuras, amores perdidos, desilusões, expectativas.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
2.500 menores presos pelos Estados Unidos no Iraque

Em Fevereiro chamei a atenção para o caso de um detido de Guantánamo, Omar Khadr, aprisionado pelos norte-americanos no Afeganistão quando tinha 15 anos de idade. Podemos agora ver que se trata de uma prática generalizada.Segundo um relatório enviado na semana passada pelo governo dos Estados Unidos ao Comité da ONU para os Direitos das Crianças, desde 2002 já foram presos pelas forças armadas norte-americanas no Iraque 2.500 menores de 18 anos, em alguns casos por períodos superiores a um ano. Este relatório informa que actualmente as forças dos Estados Unidos têm detidos no Iraque cerca de 500 menores, enquanto cerca de uma dezena está numa base no Afeganistão. Todos estes jovens foram acusados de participar em actividades de resistência à ocupação do seu país, incluindo acções de recolha de informação. É curioso considerar que foi precisamente esta a origem dos Escuteiros, organizados por um oficial britânico durante a guerra contra os Boers na África do Sul (no final do século XIX e começo do séculoXX) para escutarem o que se passava nas fileiras inimigas. Mas é sabido que os pesos e as medidas variam consoante o lado que os usa.Talvez como desculpa, o relatório oficial norte-americano argumenta que «a idade exacta destes indivíduos é incerta, porque a maior parte não sabe a data do seu nascimento ou mesmo o ano em que nasceram». Entretanto, a directora executiva da ONG International Justice Network declarou-se indignada pelo facto de os jovens estarem detidos em prisões de adultos, como se a inauguração de prisões especiais para jovens insurrectos pusesse tudo no devido lugar.
G8 e as mobilizações no Japão

Como é de conhecimento público, os oito países mais industrializados do mundo como EUA, Reino Unido, França, Japão, Canadá, Itália e Alemanha, mais a Rússia, irão se reunir entre os dias 7 e 9 de julho de 2008 no norte do Japão. O lago Toya em Hokkaido foi o lugar escolhido pelos digníssimos para comer e beber muito bem enquanto decidem quem vai ficar com o que do restante do planeta. O G8 na verdade tenta sempre uma pauta baseada no “crescimento e na responsabilidade”, além de assuntos como trabalho, aquecimento global, desenvolvimento na África, protecionismo (de quem?) e assuntos relacionados. Não é uma instituição, não conta com nenhum tipo de carta ou constituição, secretariado permanente ou líder. Na prática o que se vê é uma interminável descrição dos problemas globais e nenhum encaminhamento real para resolvê-los. Existe até uma iniciativa de convidar países como o Brasil, China, Índia, África do Sul e México para debater alguns assuntos, mas nada que expresse alguma relevância, tornando apenas o discursso dos reais “donos do mundo” num retórica cínica e hipócrita. E como vem acontecendo a mais de trinta anos, a reunião não será marcada apenas por conversas tranquilas entre velhos amigos. Mobilizações estão sendo feitas ao redor do mundo e ativistas dos quatro cantos já começam a desembarcar no Japão. Oque mais vem acontecendo entretanto é o endurecimentocom as manifestações, principalmente depois de Gênova, que foi um marco e a tragédia com Carlo Giuliane deixando marcas profundas em todos. Existe uma proposta para que as próximas reuniões saiam do convencional. Geralmente feita no território de algum país membro, passe a acontecer em lugares cada vez mais inacessíveis. Lugares como a Antartica, ilhas do Pacífico, Alaska estão na lista. Enquanto isso não acontece, eles vão criando maneiras de impedir os não convidados de se aproximarem. Alguns ativistas russos estão sendo ameaçados de deportação e na mesma lógica da reunião do ano passado que aconteceu na Alemanha, contou com uma cerca de 3 metros de altura e um impressionante aparato policial num raio de 12 kilometros entre o local do encontro e os manifestantes. Muito se tem falado sobre os protestos não apenas contra o G8, mas também a OMC e o Banco Mundial, e como isso não tem tido muito efeito. Fica evidente a cada ano que uma desmobilização acontece, em parte pelos questionamentos feitos entre os próprios ativistas e as estratégias adotadas, mas não penso que sejam mobilizações dessa natureza inválidas. Servem no mínimo como dissidência, um desconforto, um enfrentamento e uma voz contrária. Certo, não penso que arriscar a liberdade e a própria vida para demonstrar apenas insatisfação seja o ponto máximo, mas é melhor do que ver o encontro pela televisão e dizer que ninguém faz nada. Sempre me parece uma boa maneira de estreitar laços e trabalhar afinidades. São tempos difíceis, mas nada é definitivo. No caso do Movimento de Resistência Global que tanto fez entre 1998 e 2003, o adormecimento vai passando. Estamos vendo nova movimentação e outras estratégias estão sendo pensadas. No próximo semestre ocorre novo encontro da Ação Global dos Povos – http://www.agp.org/ - e no caso dessa reunião no Japão, protestos aconteceram recentemente em Tokyo e a participação de ativistas coreanos e anarquistas russos promete dar novo ânimo na forma de lidar com isso. O povo originário do Japão, os Ainus, também organizarão um encontro com povos indigenas do mundo inteiro e isso promete ser bem interessante. Sobre isso você pode saber mais aqui. Abaixo estão alguns links (a maioria em japonês, inglês e pouca coisa em espanhol) que ajudam a entender melhor o G8 e acompanhar as mobilizações em terras nipônicas. Em breve, mais noticias. Até lá! NO! G8 Action: http://a.sanpal.co.jp/no-g8/G8 Action Network: http://www.jca.apc.org/alt-g8/Japan G8 Media Network: http://g8medianetwork.org/enHokkaido G8 Summit Citizen Forum:http://kitay-hokkaido.net/Japan G8 Summit NGO Forum:http://www.g8ngoforum.org/english/Indymedia Japan: http://japan.indymedia.org/For signing up to Asian Anarchist Network:https://lists.riseup.net/www/info/a_a_n For signing up to anti-G8 International email list:https://lists.riseup.net/www/info/g8-int Basic info about Anti-G8 2008 Action: http://gipfelsoli.org/Home/Hokkaido_2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
Feira do Livro Anarquista - 23, 24 e 25 de Maio no Clube Desportivo da Mouraria



Mapa do local de realização da feira
Programa:
Sexta, dia 23
15h – 17h
Projecção de documentários
17h
Debate “Escravatura e consequências”
20h
Jantarada vegana
21h
Conversa “Prisões, desde dentro e fora”
23h
Improvisação sobre vídeo experimental com Gonçalo, Brunihil e Pedro
Sábado, dia 24
15h
Conversa “A contra-informação como arma de arremesso”
17h
Debate “Publicações anarquistas hoje”
20h
Comezaina vegan
21h
Passagem de vídeos
23h
Guitarradas com Mário Trovador
Durante o dia performance com KAMIQUASES
Domingo, dia 25
15h Debate
“Os anarquistas na sua relação com movimentos sociais”
17h
Conversa “PINs e outros broches” (TGV, barragens e resorts)
20h
Jantar vegano
22h
Tertúlia de poesia
A partir das 15h workshop de teatro para crianças
..................................................................................................
Localização:
Grupo Desportivo da Mouraria: Travessa da Nazaré, nº 21Lisboa
Entrada Livre em todas as actividades
Horário: 14h às 00hSINóPSE DOS DEBATES A REALIZAR
Debate “Escravatura e consequências”Sexta-feira, dia 23 -17h
Propomo-nos abordar as causas da escravatura, os resultados que daí resultaram para as pessoas e regiões vítimas desse hediondo tráfico, as consequências para os receptores de escravos e os benefícios resultantes para as metrópoles fomentadoras esse comércio. Também será abordada a situação de escravos absolutos que ainda persistem neste planeta após 200 anos da abolição oficial desse tráfico, assim como as situações de sobre-exploração e descriminação existentes na actualidade.Conversa “Prisões, desde dentro e fora”Sexta-feira, dia 23 - 21h
Os últimos casos de repressão e resistência (Monsanto, António Ferreira, o motim de Caxias)- A solidariedade na tuga- A comunicação para além das fronteiras; críticas à luta anti-carcerária tal como a conhecemos.
Conversa “A contra-informação como arma de arremesso”Sábado, dia 24 - 15h
A informação constitui uma mercadoria do capitalismo tal como todas as outras. Sob a inevitável dualidade do verdadeiro/falso somos levados a aceitar que o trabalho informativo seja realizado pelos órgãos ligados às estruturas de poder, não o encarando como uma ferramenta de todos.Que críticas devem feitas aos canais informativos? Que frutos podemos retirar da contra-informação? Como podemos fazer com que a informação não caia no vazio e se cristalize em mais uma notícia, texto ou imagem que circula na net ou num jornal? Quando é que os canais que existem nos satisfizeram e foram realmente necessários? Em que situações é que a realidade da Internet (dispersão e overdose de informação) castra a revolta e a insubmissão presente nas notícias? Deveremos regressar ao papel? Qual a possibilidade de contra-informação nas rádios?O colectivo pt.indymedia.org propõe a discussão aberta de todos estes pontos e todos aqueles que aqui não estão mas que alguém sentirá a necessidade de colocar.Debate “Publicações anarquistas hoje”Sábado, dia 24 - 17h
Apesar do advento da Internet e do florescimento de inúmeros sites, fóruns e blogues libertários e contra-informativos, as publicações anarquistas – em forma de pequenos fanzines ou de revistas e jornais, distribuídos mão-a-mão ou descarregados da Internet – continuam a constituir uma base importante de informação e debate nos meios libertários.O objectivo deste debate é a apresentação e a discussão do carácter e conteúdo destas publicações, assim como dos seus objectivos e divulgação.Debate ”Os anarquistas na sua relação com movimentos sociais”Domingo, dia 25 - 15h
Reflexão sobre a forma como os anarquistas têm vindo a integrar movimentos sociais emergentes, caso, na realidade portuense, do Movimento Contra a Demolição do Bolhão, o MASA (Movimento Apoio aos Sem Abrigo), o MUT (Movimento dos Utentes dos Transportes STCP)Tendo em conta todos os constrangimentos institucionais ou mesmo a manipulação partidária a que estes grupos estão sujeitos, muitas vezes torna-se difícil ou mesmo impossível compactuar com directrizes que retiram autonomia a esses mesmos movimentos. No entanto, parece-nos ser importante fazer parte da resistência a esse tipo de situação e mesmo contribuir, juntamente com as pessoas, para o fortalecimento das suas vontades e reivindicações.Assim sendo, tentaremos contribuir para o debate sobre as dificuldades mas também ideias que possibilitem até uma maior abertura dos anarquistas aos movimentos sociais.
CALP – Círculo Anarquista Libertário do Porto
Programa:
Sexta, dia 23
15h – 17h
Projecção de documentários
17h
Debate “Escravatura e consequências”
20h
Jantarada vegana
21h
Conversa “Prisões, desde dentro e fora”
23h
Improvisação sobre vídeo experimental com Gonçalo, Brunihil e Pedro
Sábado, dia 24
15h
Conversa “A contra-informação como arma de arremesso”
17h
Debate “Publicações anarquistas hoje”
20h
Comezaina vegan
21h
Passagem de vídeos
23h
Guitarradas com Mário Trovador
Durante o dia performance com KAMIQUASES
Domingo, dia 25
15h Debate
“Os anarquistas na sua relação com movimentos sociais”
17h
Conversa “PINs e outros broches” (TGV, barragens e resorts)
20h
Jantar vegano
22h
Tertúlia de poesia
A partir das 15h workshop de teatro para crianças
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Localização:
Grupo Desportivo da Mouraria: Travessa da Nazaré, nº 21Lisboa
Entrada Livre em todas as actividades
Horário: 14h às 00hSINóPSE DOS DEBATES A REALIZAR
Debate “Escravatura e consequências”Sexta-feira, dia 23 -17h
Propomo-nos abordar as causas da escravatura, os resultados que daí resultaram para as pessoas e regiões vítimas desse hediondo tráfico, as consequências para os receptores de escravos e os benefícios resultantes para as metrópoles fomentadoras esse comércio. Também será abordada a situação de escravos absolutos que ainda persistem neste planeta após 200 anos da abolição oficial desse tráfico, assim como as situações de sobre-exploração e descriminação existentes na actualidade.Conversa “Prisões, desde dentro e fora”Sexta-feira, dia 23 - 21h
Os últimos casos de repressão e resistência (Monsanto, António Ferreira, o motim de Caxias)- A solidariedade na tuga- A comunicação para além das fronteiras; críticas à luta anti-carcerária tal como a conhecemos.
Conversa “A contra-informação como arma de arremesso”Sábado, dia 24 - 15h
A informação constitui uma mercadoria do capitalismo tal como todas as outras. Sob a inevitável dualidade do verdadeiro/falso somos levados a aceitar que o trabalho informativo seja realizado pelos órgãos ligados às estruturas de poder, não o encarando como uma ferramenta de todos.Que críticas devem feitas aos canais informativos? Que frutos podemos retirar da contra-informação? Como podemos fazer com que a informação não caia no vazio e se cristalize em mais uma notícia, texto ou imagem que circula na net ou num jornal? Quando é que os canais que existem nos satisfizeram e foram realmente necessários? Em que situações é que a realidade da Internet (dispersão e overdose de informação) castra a revolta e a insubmissão presente nas notícias? Deveremos regressar ao papel? Qual a possibilidade de contra-informação nas rádios?O colectivo pt.indymedia.org propõe a discussão aberta de todos estes pontos e todos aqueles que aqui não estão mas que alguém sentirá a necessidade de colocar.Debate “Publicações anarquistas hoje”Sábado, dia 24 - 17h
Apesar do advento da Internet e do florescimento de inúmeros sites, fóruns e blogues libertários e contra-informativos, as publicações anarquistas – em forma de pequenos fanzines ou de revistas e jornais, distribuídos mão-a-mão ou descarregados da Internet – continuam a constituir uma base importante de informação e debate nos meios libertários.O objectivo deste debate é a apresentação e a discussão do carácter e conteúdo destas publicações, assim como dos seus objectivos e divulgação.Debate ”Os anarquistas na sua relação com movimentos sociais”Domingo, dia 25 - 15h
Reflexão sobre a forma como os anarquistas têm vindo a integrar movimentos sociais emergentes, caso, na realidade portuense, do Movimento Contra a Demolição do Bolhão, o MASA (Movimento Apoio aos Sem Abrigo), o MUT (Movimento dos Utentes dos Transportes STCP)Tendo em conta todos os constrangimentos institucionais ou mesmo a manipulação partidária a que estes grupos estão sujeitos, muitas vezes torna-se difícil ou mesmo impossível compactuar com directrizes que retiram autonomia a esses mesmos movimentos. No entanto, parece-nos ser importante fazer parte da resistência a esse tipo de situação e mesmo contribuir, juntamente com as pessoas, para o fortalecimento das suas vontades e reivindicações.Assim sendo, tentaremos contribuir para o debate sobre as dificuldades mas também ideias que possibilitem até uma maior abertura dos anarquistas aos movimentos sociais.
CALP – Círculo Anarquista Libertário do Porto
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