Recentes iniciativas do Governo dos EUA confirmam que a actual Administração, longe de renunciar a uma estratégia de dominação mundial, se propõe a ampliá-la em múltiplas frentes.
Aquilo que parecia impossível há um ano está a acontecer: a política externa de Obama é mais agressiva e perigosa para a Ásia, África e América Latina do que a de George Bush. Mas essa realidade não se tornou ainda evidente para as grandes maiorias, influenciadas pela campanha de âmbito mundial que apresenta o presidente dos EUA como um político progressista e um defensor da paz.
Os actos desmentem-lhe, porém, as promessas e a oratória.
Os media ocidentais dedicam atenção mínima a iniciativas que se integram na expansão planetária do militarismo estado-unidense. Mas esse silêncio não impede que ela seja uma realidade.
O AFRICOM
A recente visita a países africanos do general William Garnett – é um exemplo – passou praticamente despercebida. Acontece que esse chefe militar foi dinamizar o AFRICOM, sigla que designa o comando do exército permanente dos EUA a ser instalado na África. A missão do general Garnett consistiu precisamente em contactos de alto nível com o objectivo de encontrar uma sede para esse exército, cuja criação foi aprovada há anos.
Sabe-se que até à data somente dois países, a Libéria e Marrocos mostraram disponibilidade para receber o AFRICOM. O general esbarrou, entretanto, com uma recusa frontal da Comunidade de Desenvolvimento da África do Sul, SADC, organização que reúne 15 países do Sul do Continente, incluindo Angola e Moçambique.
Dois são os objectivos do AFRICOM. Segundo a Casa Branca, o principal seria o combate ao terrorismo e o fortalecimento dos "regimes democráticos" da Região. O outro seria incentivar as relações económicas dos EUA com a África. Na realidade esse exército foi concebido como força de intervenção para apoiar governos aliados do Continente na sua luta contra movimentos progressistas. Paralelamente, a presença militar dos EUA criaria condições muito favoráveis ao controlo do petróleo e dos enormes recursos mineiros africanos.
Enquanto não se decide qual o país sede do AFRICOM, o Pentágono mantém forças nas Seychelles e em Djibuti (antiga Somália Francesa). Foi a partir daí que aviões não tripulados (os famosos drone) bombardearam a Somália. O general William Ward, do AFRICOM, afirmou recentemente que a Somália é hoje um "objectivo central do exército dos EUA no Continente".
Simultaneamente a NATO amplia a sua presença no Índico.
IEMEN
A implementação da nova estratégia dos EUA para o Índico e o Corno de África foi acompanhada no início de Janeiro de uma intensa ofensiva mediática.
O fracassado atentado terrorista de um nigeriano contra o avião da Norwest Airlines que se dirigia a Detroit funcionou como alavanca de uma campanha que através de supostas ligações desse jovem catapultou o Iémen para as manchetes da comunicação social. De um dia para o outro aquele esquecido país do Sudeste da Península Arábica passou a ser apontado como o foco principal da Al Qaeda e uma ameaça à segurança dos EUA.
Uma massa torrencial de informações falsas foi difundida pelo planeta numa repetição do que acontecera em 2004 nas vésperas da agressão ao Iraque quando Washington forjou o mito das "armas de extinção maciça" como pretexto para a invasão.
O general Petraeus, comandante supremo dos EUA para o Médio Oriente e a Ásia Central, visitou Sana, onde foi prometer ao presidente do Iémen, Ali Abdullah Saleh, um aliado, um grande aumento da "ajuda" norte-americana que no ano passado já ascendera a 67 milhões de dólares.
O presidente Obama, em Washington, falou do "perigo iemenita" e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, apressou-se a alinhar com a Casa Branca e a 3 de Janeiro afirmou em entrevista à BBC: "temos que fazer algo mais" no Iémen e na Somália.
Quase simultaneamente, o assessor de Obama para a segurança nacional e o antiterrorismo, John Brennan, foi mais longe: "convertemos o Iémen – informou – numa prioridade para este ano".
A agressão militar precedeu, entretanto, essas declarações oficiais.
Nem Obama, nem Petraeus, nem Brennan esclareceram que a força aérea dos EUA bombardeou intensamente o território iemenita em Dezembro com mísseis Cruzeiro e aviões não tripulados em operações coordenadas com o exército da Arábia Saudita.
Num bem documentado artigo, divulgado por Global Research, Rick Rozoff revela pormenores dessas acções militares e das iniciativas politicas que acompanham a escalada imperialista no Iémen.
O encerramento, seguido da imediata reabertura, das embaixadas dos EUA, do Reino Unido e na França, foi uma farsa montada com o objectivo de impressionar norte-americanos e europeus e neutralizar eventuais reacções de protesto contra a abertura de uma nova frente de guerra no Iémen.
Os guerrilheiros das tribos houthis, chiitas, que combatem o Governo de Saleh no Norte, são apresentados por Washington como perigosos terroristas da Al Qaeda. O mesmo acontece com as forças do Partido Socialista do Iémen que, no Sul, lutam pela autonomia que lhes é negada.
Segundo porta vozes dos houthy, a Arábia Saudita disparou em Dezembro mais de mil mísseis contra os seus acampamentos numa guerra não declarada. O número de vítimas civis dos bombardeamentos norte-americanos na área seria muito elevado.
"A pretexto de proteger o território dos EUA desta vaga e ubíqua entidade (a Al Qaeda) – escreve Rick Rozoff – o Pentágono está envolvido em operações militares que vão do ocidente africano ao leste da Ásia contra grupos de esquerda e outros, não vinculados a Obama Ben Laden, na Colômbia, nas Filipinas, e no Iémen, milícias chiitas no Líbano e no Iémen, rebeldes étnicos no Mali e no Níger, e uma rebelião cristã extremista no Uganda."
A instalação de sete bases militares norte-americanas na Colômbia insere-se nessa escalada militarista global. Também na América Latina a estratégia da actual Administração dos EUA é mais agressiva e desrespeitadora da soberania dos povos do que a dos governos anteriores (ver odiario.info, 7 de Janeiro de 2010).
A transformação de uma iniciativa de suposta "ajuda humanitária" ao Haiti, devastado por um terramoto apocalíptico, numa operação militar através do envio de uma força de mais de 15 mil soldados que ocuparam o país, impondo discricionariamente a vontade de Washington – é mais uma demonstração da perigosa estratégia imperial da Administração Obama.
O discurso farisaico do Presidente dos EUA funciona, porém, como um anestésico das consciências, dificultando muito a percepção da ameaça que representa para a humanidade a politica orientada para a dominação da humanidade pelo sistema de poder imperial.
O discurso de fachada progressista mantém-se, mas é negado a cada semana pelos actos. As medidas anunciadas na área financeira para punir abusos dos banqueiros de Wall Street e a corrupção dos senhores da finança são, concretamente, um exemplo da hipocrisia do discurso presidencial. Desde que tomou posse, a politica financeira de Obama tem sido orientada não para a solidariedade com as vítimas da crise – o povo dos EUA – mas para a salvação dos responsáveis, os banqueiros e as grandes empresas à beira da falência.
Tendo perdido a hegemonia económica exercida na segunda metade do século XX, o sistema de poder estado-unidense tenta, através da escalada militarista e do saque dos recursos dos povos do antigo Terceiro Mundo, prolongar a dominação do capitalismo à escala universal, superando pela violência a crise estrutural que o afecta e o empurra para o desaparecimento.
Nesse contexto, a politica externa da Administração Obama configura para a humanidade a mais perigosa ameaça por ela enfrentada desde o III Reich alemão.
Uma derrota inevitável será o desfecho do desafio imperialista. Mas vai tardar.
Para lutar vitoriosamente contra essa ameaça é imprescindível que dezenas de milhões de mulheres e homens progressistas tomem na Terra consciência dessa realidade.
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
[Grécia] Intensificam-se preparativos para manifestção Antifascista

Fascistas, neo-nazis e cristãos conservadores foram longe demais ao convocar uma manifestação para este Sábado (dia 6) no edifício Propylea da Universidade de Atenas. As universidades sempre foram zonas interditas a nazis devido à falta de protecção usual por parte da polícia (que está proibida de entrar nos campus). De qualquer das maneiras, em resposta à nova lei da imigração do governo (que em teoria permite pela primeira vez que milhares de imigrantes peçam nacionalidade grega) os nazis tem feito uma mobilização de rara intensidade. No passado dia 30 mais de 1000 pessoas participaram numa manifestação do grupo neo-nazi Amanhecer Dourado. Motivados com estes números eles querem fazer uma manifestação no sítio onde tradicionalmente começam as manifestações anarquistas e de outros grupos de esquerda. Obviamente que os antifascistas gregos não ficaram de braços cruzados e uma manifestação foi já convocada para o mesmo local 4 horas antes da hora prevista da manifestação racista.No cartaz (em cima) pode ler-se o seguinte:"Nenhuma autoridade é nossa amiga, nenhum reprimido é nosso inimigo. No sábado, 6 de Fevereiro, os fascistas estão a convocar uma manifestação em Propylea para cuspir o seu veneno racista e nacionalista. Não só se opõem a uma lei por si só racista (que diz respeito à cidadania), mas pedem também o extermínio físico dos imigrantes. O Asilo Académico não pertence aos fascistas nem à polícia. O asilo pertence às pessoas que lutam por um mundo de liberdade. Guerra ao estado e aos patrões. Solidariedade com todos os imigrantes. Sábado, 6 de Fevereiro: Manifestação Antifascista junto ao Propylea às 11 da manhã.Anarquistas, Anti-Autoritários, Antifascistas"
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Valorização Energética de Resíduos: Incineração Escondida com o Rabo de Fora

Numa altura em que cada vez é mais visível a crise económica com que se debate os Açores, na ausência de uma qualquer politica de ambiente, com a crise em que vivem vários sectores da indústria açoriana fortemente dependente de apoios públicos, o actual governo regional dos Açores e algumas autarquias pretendendo dar a volta por cima, ou tapar o Sol com uma peneira, estão a investir a fundo no capitalismo dito socialista. Assim, se em mandatos anteriores o lema era criar negócios “verdes” para as empresas privadas, neste mandato a grande aposta é, continuando a pintar de verde todas as barbaridades feitas em nome do ambiente e da sua protecção, criar empresas públicas para gerir actividades não lucrativas e entregar a gestão de resíduos a empresas privadas, obrigando os cidadãos a pagar a factura de manter de pé toda a empresa, não esquecendo os lucros para os donos e accionistas, e adquirir ou manter empresas falidas, algumas das quais eram apontadas como as galinhas dos ovos de ouro da economia regional, como as ligadas ao golfe e outras. Em suma, temos bons gestores com a lógica de sempre: privatizar lucros e socializar prejuízos.Contrariando o decidido ontem e não havendo quaisquer razões para a mudança de qualquer posição a não ser a teimosia de alguns governantes, está em curso “suavemente” a intoxicação da opinião pública acerca da bondade da queima de lixos travestida de valorização energética, primeiro em sessões restritas e depois através do apelo lançado pelo presidente da Associação de Municípios de São Miguel que como autarca pouca importância deu à gestão de resíduos, à espera do milagre da queima purificadora dos mesmos, que contou com o pronto apoio do Delegado (ou ex?) de Saúde de São Miguel, o qual através de depoimentos ao jornal Correio dos Açores, no dia 20 de Janeiro de 2010, acabou por dar uns valentes tiros nos próprios pés, ao confundir tratamento integrado com co-incineração, ao comparar esta com os aterros sanitários, quando o que está em causa é a comparação entre incineração e outras formas de tratamento, já que de aterros ninguém se livra, e ao apresentar como único problema da incineração a localização da incineradora já que, segundo ele, os filtros e os ventos tudo resolvem, esquecendo-se que estes não transportarão os “problemas” para Marte.Em seguida, para refrescar a memória de alguns comedores de queijo, apresentamos, adaptadas de um texto da CODA-Coordenadora de Organizaciones de Defensa Ambiental, de 1996, um conjunto de razões para recusarmos a incineração:1- A incineração destrói as matérias-primas existentes nos resíduos, constituindo um desperdício de recursos naturais que a sociedade não pode dar-se ao luxo de permitir. Além disso as incineradoras não evitam a existência de aterros já que cinzas e escórias têm que ir para algum lado;2- A incineração é uma técnica de tratamento de resíduos contaminante para o ambiente e de elevado risco para a saúde dos cidadãos devido à emissão de toneladas de dióxido de carbono, de metais pesados e em particular de dioxinas e furanos, águas residuais e à geração de cinzas e escórias tóxicas que exigem depósitos de alta segurança que temos muitas dúvidas em deixar nas mãos de alguns dos nossos gestores que têm sido incapazes de gerir outros resíduos menos perigosos;3- A energia recuperada pela incineração é sempre menor que a que se poupava se se reutilizassem e reciclassem os materiais que compõem os resíduos;4- A incineração é incompatível com a implantação e promoção das recolhas selectivas, a exploração de sistemas de redução, reutilização e reciclagem e recuperação de materiais uma vez que estes diminuem a matéria prima necessária para viabilizar a incineração;5- A incineração requer grandes investimentos e a sua manutenção é muito cara. Além disso, é o sistema que menos postos de trabalho cria; (compreende-se a opção pela incineração já que o que se pretende é manter os cidadãos desempregados, aumentando a disposição para vender a sua força de trabalho a preço de saldo ou a receber o rendimento social de inserção sem refilar)6- A incineração fomenta o uso de resíduos que não podem ser reutilizados ou reciclados, eliminando qualquer incentivo à sua substituição;7- A incineração é incompatível com uma política ambiental de sustentabilidade (chavão que eles usam e abusam a torto e a direito), de protecção da atmosfera e de aproveitamento racional dos recursos;8- A incineração nunca poderá ser a solução para o problema dos resíduos caso se opte por uma sociedade participativa e uma região com qualidade ambiental já que desresponsabiliza os cidadãos pela gestão dos seus próprios resíduos e contamina o ambiente.Não queríamos terminar sem denunciar o silêncio comprometedor de algumas (ditas) associações de defesa de ambiente dos Açores e de alguns ambientalistas que estão mais preocupados com a manutenção dos seus cargos, tachos e outros compromissos com os senhores actualmente no poder (ou com os que estão à espera de lá chegar) do que com a defesa da causa pública.A todos eles dedico o poema de Mário Henrique Leiria:A NêsperaUma nêsperaestava na camadeitadamuito caladaa vero que aconteciachegou a Velhae disseolha uma nêsperae zás comeu-aé o que aconteceàs nêsperasque ficam deitadascaladasa esperaro que aconteceTexto: Mariano Soares
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Não deixemos que Mumia Abu-Jamal seja executado!

A vida de Mumia continua em perigo!
O teu apoio é indispensável.
Subscreve e divulgaa petição online abaixo indicada.
O Comité Mumia Abu-Jamal (Portugal) (http://cma-j.blogspot.com/) apela a todos os amantes da Liberdade e da Justiça para que subscrevam COM URGÊNCIA a petição dirigida ao presidente dos Estados Unidos, abaixo indicada.
Mensagem do advogado de Mumia Abu-Jamal,Robert R. Bryan
Assunto: Mumia Abu-Jamal, condenado à morte, Pensilvânia
Caros Amigos:
Há importantes desenvolvimentos a respeito do meu cliente, Mumia Abu-Jamal, que tem estado no corredor da morte há quase três décadas, na Pensilvânia, Estados Unidos da América.
Há 15 meses que estou em litígação no Supremo Tribunal em nome de Mumia. Em causa está a pena de morte. Parece que o tribunal vai finalmente tomar uma decisão durante a próxima semana, depois de analisar o caso em conferência a 15 de Janeiro.
O Supremo Tribunal tem evitado tomar uma decisão devido à pendência de um processo no Ohio, Smith v. Spisak, o qual tem uma questão semelhante sobre erros ocorridos na fase de instrução da pena, apesar de os factos serem diferentes. A 12 de Janeiro, o tribunal revogou, nesse caso, a decisão do tribunal inferior que havia anulado a pena de morte. Baseou-se, essencialmente, num complexo parecer de que as instruções e formulários do júri no caso Spisak não violam a Constituição dos EUA. Isto preparou o terreno para a decisão prevista para o caso de Mumia.
Estamos preocupados com a futura decisão. Ou temos luz verde para avançar com o novo julgamento com júri que já ganhámos no Tribunal de Recurso do Terceiro Circuito sobre a questão da morte ou vida, ou estamos mais perto de uma execução.
É-me impossível prever o que vai decidir o Supremo Tribunal, embora as pessoas me continuem a perguntar. É complicado e existem vários cenários possíveis do que pode acontecer.
Nos últimos dias tem havido declarações incorrectas colocadas na Internet por pessoas que não compreendem o caso. A mais irresponsável é a de que ele “pode ser morto em 48 horas” devido à decisão do Supremo Tribunal. Outros falam na possibilidade de a pena de morte ser “reimposta”, embora não haja nada a reimpor: Mumia continua no corredor da morte e com uma sentença de morte. Tais informações incorrectas apenas servem para prejudicar o meu cliente e o nosso esforço para salvá-lo. As pessoas devem verificar sempre os factos no nosso site (http://www.mumialegaldefense.org/).
O teu apoio é indispensável.
Subscreve e divulgaa petição online abaixo indicada.
O Comité Mumia Abu-Jamal (Portugal) (http://cma-j.blogspot.com/) apela a todos os amantes da Liberdade e da Justiça para que subscrevam COM URGÊNCIA a petição dirigida ao presidente dos Estados Unidos, abaixo indicada.
Mensagem do advogado de Mumia Abu-Jamal,Robert R. Bryan
Assunto: Mumia Abu-Jamal, condenado à morte, Pensilvânia
Caros Amigos:
Há importantes desenvolvimentos a respeito do meu cliente, Mumia Abu-Jamal, que tem estado no corredor da morte há quase três décadas, na Pensilvânia, Estados Unidos da América.
Há 15 meses que estou em litígação no Supremo Tribunal em nome de Mumia. Em causa está a pena de morte. Parece que o tribunal vai finalmente tomar uma decisão durante a próxima semana, depois de analisar o caso em conferência a 15 de Janeiro.
O Supremo Tribunal tem evitado tomar uma decisão devido à pendência de um processo no Ohio, Smith v. Spisak, o qual tem uma questão semelhante sobre erros ocorridos na fase de instrução da pena, apesar de os factos serem diferentes. A 12 de Janeiro, o tribunal revogou, nesse caso, a decisão do tribunal inferior que havia anulado a pena de morte. Baseou-se, essencialmente, num complexo parecer de que as instruções e formulários do júri no caso Spisak não violam a Constituição dos EUA. Isto preparou o terreno para a decisão prevista para o caso de Mumia.
Estamos preocupados com a futura decisão. Ou temos luz verde para avançar com o novo julgamento com júri que já ganhámos no Tribunal de Recurso do Terceiro Circuito sobre a questão da morte ou vida, ou estamos mais perto de uma execução.
É-me impossível prever o que vai decidir o Supremo Tribunal, embora as pessoas me continuem a perguntar. É complicado e existem vários cenários possíveis do que pode acontecer.
Nos últimos dias tem havido declarações incorrectas colocadas na Internet por pessoas que não compreendem o caso. A mais irresponsável é a de que ele “pode ser morto em 48 horas” devido à decisão do Supremo Tribunal. Outros falam na possibilidade de a pena de morte ser “reimposta”, embora não haja nada a reimpor: Mumia continua no corredor da morte e com uma sentença de morte. Tais informações incorrectas apenas servem para prejudicar o meu cliente e o nosso esforço para salvá-lo. As pessoas devem verificar sempre os factos no nosso site (http://www.mumialegaldefense.org/).
Petição ao Presidente Barack Obama
A 14 de Janeiro de 2010 foi colocada on-line uma petição ao Presidente Barack Obama sobre Mumia (Mumia Abu-Jamal e a Abolição Global da Pena de Morte). Está em 10 línguas, ou seja, inglês, alemão, francês, italiano, espanhol, russo, chinês (simplificado), chinês (tradicional), urdu e árabe. É importante que seja assinada por tantas pessoas quanto possível. O link para a petição é: http://www.PetitionOnline.com/Mumialaw/petition.html.
Teve mais de 5.000 signatários nos primeiros dias, principalmente da Europa. Entre eles incluem-se a primeira signatária, Danielle Mitterrand (ex-primeira-dama de França), Günter Grass (vencedor do Prêmio Nobel da Literatura), Fatima Bhutto (escritora, Paquistão), Noam Chomsky (filósofo e autor), Ed Asner (actor), Mike Farrell (actor) e Michael Radford (realizador do filme O Carteiro, vencedor de um Oscar).
Em resposta aos pedidos de informações sobre este caso complexo, lançámos um novo site: http://www.mumialegaldefense.org/
Há também uma página no Facebook: http://www.facebook.com/group.php?gid=407654295516&ref=mf.
Conclusão: Mumia está agora num perigo maior do que já esteve em qualquer outro momento desde a sua prisão há 28 anos. Independentemente de quais sejam as decisões do Supremo Tribunal na próxima semana, a procuradoria prometeu avançar com a pena de morte. A minha carreira tem sido marcada pelo êxito ao representar pessoas que enfrentam a pena de morte e não vou deixá-los matar Mumia.
Atenciosamente,Robert R. Bryan
Law Offices of Robert R. Bryan2088 Union Street, Suite 4San Francisco, Califórnia 94123-4117
Fonte: http://mumialegal.org/sites/default/files/2010%20Jan.%2017.pdfE-mail: MumiaLegalDefense@gmail.com;Website: http://www.mumialegaldefense.org/
PETIÇÃO TRADUZIDA PARA PORTUGUÊS
Ao Presidente Barack Obama:
NÓS, ABAIXO-ASSINADOS, pedimos-lhe que se pronuncie contra a execução de Mumia Abu-Jamal e de todos os homens, mulheres e crianças condenados à morte no mundo. Esta pena máxima é inadmissível numa sociedade civilizada e diminui a dignidade humana. (Assembleia Geral das Nações Unidas, moratória sobre o uso da pena de morte, Resolução 62/149, 18 de Dezembro de 2007; referendada, Resolução 63/168, 18 de Dezembro de 2008).
O senhor Abu-Jamal, conhecido jornalista e escritor negro, está no corredor da morte há quase três décadas, no pavilhão da morte da Pensilvânia. Embora você não tenha controlo directo sobre o destino do senhor Abu-Jamal, na sua qualidade de condenado estatal à pena de morte, pedimos-lhe que, na sua qualidade de líder moral à escala internacional, faça um apelo mundial a uma moratória global sobre a pena de morte, neste e em todos os casos de pena capital. O senhor Abu-Jamal converteu-se num símbolo mundial, é “A Voz dos que não têm Voz”, na luta contra a pena de morte e o abuso dos direitos humanos. Há mais de 20.000 pessoas à espera de execução em todo o mundo, sendo que mais de 3.000 estão nos corredores da morte dos Estados Unidos.
No julgamento, em 1982, do senhor Abu-Jamal, foi praticado racismo. O julgamento decorreu em Filadélfia, cuja história de corrupção e discriminação entre as forças policiais é bem conhecida. A organização Amnistía Internacional, ganhadora do Prémio Nobel, “concluiu que muitos dos aspectos deste caso não cumpriram as normas internacionais que garantem a justiça dos actos jurídicos. O interesse da justiça seria melhor servido com a concessão de um novo julgamento a Mumia Abu-Jamal. Esse julgamento deveria cumprir todas as normas internacionais de justiça e não deveria permitir uma nova aplicação da pena de morte.”
(A Life In the Balance - The Case of Mumia Abu-Jamal, en 34; Amnistia Internacional, http://www.amnesty.org/en/library/info/AMR51/001/2000
[Nota: Esta petição tem a aprovação de Mumia Abu-Jamal e do seu principal advogado, Robert R. Bryan, San Francisco.]
A 14 de Janeiro de 2010 foi colocada on-line uma petição ao Presidente Barack Obama sobre Mumia (Mumia Abu-Jamal e a Abolição Global da Pena de Morte). Está em 10 línguas, ou seja, inglês, alemão, francês, italiano, espanhol, russo, chinês (simplificado), chinês (tradicional), urdu e árabe. É importante que seja assinada por tantas pessoas quanto possível. O link para a petição é: http://www.PetitionOnline.com/Mumialaw/petition.html.
Teve mais de 5.000 signatários nos primeiros dias, principalmente da Europa. Entre eles incluem-se a primeira signatária, Danielle Mitterrand (ex-primeira-dama de França), Günter Grass (vencedor do Prêmio Nobel da Literatura), Fatima Bhutto (escritora, Paquistão), Noam Chomsky (filósofo e autor), Ed Asner (actor), Mike Farrell (actor) e Michael Radford (realizador do filme O Carteiro, vencedor de um Oscar).
Em resposta aos pedidos de informações sobre este caso complexo, lançámos um novo site: http://www.mumialegaldefense.org/
Há também uma página no Facebook: http://www.facebook.com/group.php?gid=407654295516&ref=mf.
Conclusão: Mumia está agora num perigo maior do que já esteve em qualquer outro momento desde a sua prisão há 28 anos. Independentemente de quais sejam as decisões do Supremo Tribunal na próxima semana, a procuradoria prometeu avançar com a pena de morte. A minha carreira tem sido marcada pelo êxito ao representar pessoas que enfrentam a pena de morte e não vou deixá-los matar Mumia.
Atenciosamente,Robert R. Bryan
Law Offices of Robert R. Bryan2088 Union Street, Suite 4San Francisco, Califórnia 94123-4117
Fonte: http://mumialegal.org/sites/default/files/2010%20Jan.%2017.pdfE-mail: MumiaLegalDefense@gmail.com;Website: http://www.mumialegaldefense.org/
PETIÇÃO TRADUZIDA PARA PORTUGUÊS
Ao Presidente Barack Obama:
NÓS, ABAIXO-ASSINADOS, pedimos-lhe que se pronuncie contra a execução de Mumia Abu-Jamal e de todos os homens, mulheres e crianças condenados à morte no mundo. Esta pena máxima é inadmissível numa sociedade civilizada e diminui a dignidade humana. (Assembleia Geral das Nações Unidas, moratória sobre o uso da pena de morte, Resolução 62/149, 18 de Dezembro de 2007; referendada, Resolução 63/168, 18 de Dezembro de 2008).
O senhor Abu-Jamal, conhecido jornalista e escritor negro, está no corredor da morte há quase três décadas, no pavilhão da morte da Pensilvânia. Embora você não tenha controlo directo sobre o destino do senhor Abu-Jamal, na sua qualidade de condenado estatal à pena de morte, pedimos-lhe que, na sua qualidade de líder moral à escala internacional, faça um apelo mundial a uma moratória global sobre a pena de morte, neste e em todos os casos de pena capital. O senhor Abu-Jamal converteu-se num símbolo mundial, é “A Voz dos que não têm Voz”, na luta contra a pena de morte e o abuso dos direitos humanos. Há mais de 20.000 pessoas à espera de execução em todo o mundo, sendo que mais de 3.000 estão nos corredores da morte dos Estados Unidos.
No julgamento, em 1982, do senhor Abu-Jamal, foi praticado racismo. O julgamento decorreu em Filadélfia, cuja história de corrupção e discriminação entre as forças policiais é bem conhecida. A organização Amnistía Internacional, ganhadora do Prémio Nobel, “concluiu que muitos dos aspectos deste caso não cumpriram as normas internacionais que garantem a justiça dos actos jurídicos. O interesse da justiça seria melhor servido com a concessão de um novo julgamento a Mumia Abu-Jamal. Esse julgamento deveria cumprir todas as normas internacionais de justiça e não deveria permitir uma nova aplicação da pena de morte.”
(A Life In the Balance - The Case of Mumia Abu-Jamal, en 34; Amnistia Internacional, http://www.amnesty.org/en/library/info/AMR51/001/2000
[Nota: Esta petição tem a aprovação de Mumia Abu-Jamal e do seu principal advogado, Robert R. Bryan, San Francisco.]
Retirado de: passapalavra.info
Protestos e repressão na prisão do Linhó
Protestos e repressão na prisão do Linhó
Nos últimos dias, cerca de 400 reclusos do estabelecimento prisional do Linhó (Sintra) iniciaram uma greve de fome, assim como outras formas de protesto, contra a degradação do ambiente vivido nesta prisão, que teve o seu clímax em vários espancamentos de presos e na “estranha” morte de um preso no dia 16 de Janeiro.
Na noite de 18 de Janeiro, o Grupo de Intervenção dos Serviços Prisionais entrou na prisão do Linhó para atacar as greves de fome e ao trabalho apoiadas e praticadas de forma generalizada pelos reclusos, tendo usado a força de forma intimidatória e recolhido cerca de um dezena de reclusos, todos ou quase todos negros, para os transferirem para a mal afamada cadeia de Monsanto.
A título informativo e de denúncia, reproduzem-se aqui alguns ofícios publicados no site da ACED sobre estes acontecimentos.(http://iscte.pt/~apad/ACED/ficheiros/observatorio.html#oficios)
Nos últimos dias, cerca de 400 reclusos do estabelecimento prisional do Linhó (Sintra) iniciaram uma greve de fome, assim como outras formas de protesto, contra a degradação do ambiente vivido nesta prisão, que teve o seu clímax em vários espancamentos de presos e na “estranha” morte de um preso no dia 16 de Janeiro.
Na noite de 18 de Janeiro, o Grupo de Intervenção dos Serviços Prisionais entrou na prisão do Linhó para atacar as greves de fome e ao trabalho apoiadas e praticadas de forma generalizada pelos reclusos, tendo usado a força de forma intimidatória e recolhido cerca de um dezena de reclusos, todos ou quase todos negros, para os transferirem para a mal afamada cadeia de Monsanto.
A título informativo e de denúncia, reproduzem-se aqui alguns ofícios publicados no site da ACED sobre estes acontecimentos.(http://iscte.pt/~apad/ACED/ficheiros/observatorio.html#oficios)
sábado, 23 de janeiro de 2010
Reunião aberta da plataforma anti-nato na Crew Hassan ( 23 de Janeiro às 15h.). No Porto há reunião no dia 22 às 18h30.

No dia 23 de Janeiro (Sábado), pelas 15h vai realizar-se uma Assembleia Aberta da PAGAN – Plataforma Anti-Guerra, Anti-NATO na Crew Hassan Cooperativa Cultural: Rua das Portas de Santo Antão, 159 1150-267 Lisboa.
A Ordem de Trabalhos prevista é a seguinte:
15h. Filme (documentário) sobre a guerra afegã15:30 Apresentação da PAGAN (Emília Cerqueira)15:45 Pequeno período de esclarecimentos sobre o conteúdo da intervenção.16:00 Apresentação da Guerra da NATO no Afeganistão (Mário Tomé)16:15 Debate sobre este tema16:45 Apresentação do Novo Conceito estratégico da NATO (Vítor Lima)17:00 Debate sobre este tema17:30 Discussão em grupos de trabalho das propostas e documentos entretanto chegados à mesa18:00 Plenário de militantes activistas com vista a discussão final e aprovação dos documentos saídos dos grupos de trabalho.19.00 Fim dos trabalhos.
Esta Assembleia é aberta a todos que queiram participar activa e construtivamente no Movimento Anti-Guerra, Anti-NATO, pelo que todos poderão fazer chegar as suas propostas à Mesa, as quais serão discutidas.
COMPAREÇAM E DIVULGUEM ENTRE OS VOSSOS CONTACTOS!PARA DEBATE NA ASSEMBLEIA ABERTA DE 23 DE JANEIROApresenta-se abaixo uma versão provisória do manifesto da coligação internacional "No to war - No to NATO", da qual a PAGAN é membro.
Esta versão está em discussão entre os activistas dos diversos países, para ratificação final a 1 de Fevereiro.
Acolhemos sujestões para debate (enviar para antinatoportugal@gmail.com ) na Assembleia Aberta da PAGAN, na Coop. Crew Hassan, a 23 de Janeiro (sáb.), às 15h]
Texto para debate:
Após mais de 60 anos de existência, a NATO é cada vez mais um obstáculo à realização da paz mundial. Desde o final da Guerra Fria, a NATO reinventou-se, tornando-se num instrumento de intervenção militar, ao serviço da “comunidade internacional”, inclusivamente para promover a chamada “guerra ao terrorismo”. Na realidade, é um veículo para o uso da força militar norte-americana, disponibilizando bases militares em todos os continentes, sobrepondo-se às Nações Unidas e ao direito internacional, acelerando a militarização e promovendo o aumento de gastos com armamento – os países da NATO são responsáveis por 75% das despesas militares de todo o mundo. Seguindo esta agenda expansionista desde 1991, concebida para prosseguir interesses estratégicos e obter recursos, a NATO levou a guerra aos Balcãs, sob a égide da chamada “guerra humanitária” e, desde 2001, tem conduzido uma guerra brutal no Afeganistão – onde a trágica situação se tem agravado -, guerra essa que se expandiu para o Paquistão.
Na Europa, a NATO tem agravado tensões, alimentando a corrida ao armamento com o chamado “escudo anti-míssil”, um arsenal nuclear massivo e uma política que prevê o ataque nuclear preventivo (“nuclear first strike policy”). A política da União Europeia está crescentemente ligada à NATO. Através da Parceria para a Paz, do Plano de Acção Individual da Parceria (1), da Iniciativa de Cooperação de Istambul (ICI), do Diálogo do Mediterrâneo e do chamado “Grupo de Contacto” (2), a NATO teceu uma teia global que se estende por todos os continentes – do Alasca à Nova Zelândia. A expansão, que está em curso, da NATO para a Europa de leste e ainda mais além, assim como as operações “fora da sua área”, estão a tornar o mundo num lugar mais perigoso.
O conflito do Cáucaso é sintomático dos perigos. Cada avanço da fronteira da NATO faz aumentar a possibilidade de guerra, inclusivamente com armas nucleares.
A velha NATO do confronto dos dois blocos na corrida aos armamentos, com mísseis nucleares e planos de guerra nuclear esgotou a sua função com o fim da Guerra Fria. A nova “NATO global” ameaça milhares de milhões de pessoas e o planeta, impede uma política internacional “civilizada” e bloqueia as soluções para os desafios globais.
Coligação internacional “No to war – No to NATO”
A “No to war – No to NATO” é uma coligação internacional de grupos e organizações de um vasto espectro político, unidos pela sua oposição à NATO, à guerra da NATO no Afeganistão e ao papel cada vez mais agressivo da NATO em todo o mundo. Encontra-se aberta a todos os grupos e organizações que partilham da nossa oposição à NATO, desde que não apoiem regimes ou ideologias repressivas, como o racismo.
Embora a coligação, em si mesma, não tenha uma posição sobre o uso da violência em geral (por ex. defesa militar, lutas de libertação ou de independência), a coligação compromete-se a recorrer exclusivamente a meios não-violentos nas suas actividades contra a NATO: manifestações, desobediência civil e acções directas não-violentas, conferências, palestras de formação e outras actividades. A nossa luta contra a NATO é uma luta por mundo mais pacífico.
Para alcançar a nossa visão de um mundo pacífico, rejeitamos as respostas militares a crises regionais e globais – estas respostas são parte do problema e não da solução. Recusamos viver sob o terror das armas nucleares e rejeitamos uma nova corrida ao armamento. Temos que reduzir os gastos militares, redireccionando os recursos para a satisfação das necessidades humanas. Temos que encerrar todas as bases militares no estrangeiro, bem como todas as estruturas militares usadas para a guerra e a intervenção militar. Temos que democratizar e desmilitarizar as relações entre os povos e estabelecer novas formas de cooperação pacífica para construir um mundo mais seguro e justo.http://antinatoportugal.wordpress.com/
ASSEMBLEIA DA PAGAN NO PORTO,
DIA 22 DE JANEIRO ÀS 18H30, NA CASA VIVAReunião da PAGAN do PortoLocal:Pc. Marquês Pombal, 167 - Porto
A Ordem de Trabalhos prevista é a seguinte:
15h. Filme (documentário) sobre a guerra afegã15:30 Apresentação da PAGAN (Emília Cerqueira)15:45 Pequeno período de esclarecimentos sobre o conteúdo da intervenção.16:00 Apresentação da Guerra da NATO no Afeganistão (Mário Tomé)16:15 Debate sobre este tema16:45 Apresentação do Novo Conceito estratégico da NATO (Vítor Lima)17:00 Debate sobre este tema17:30 Discussão em grupos de trabalho das propostas e documentos entretanto chegados à mesa18:00 Plenário de militantes activistas com vista a discussão final e aprovação dos documentos saídos dos grupos de trabalho.19.00 Fim dos trabalhos.
Esta Assembleia é aberta a todos que queiram participar activa e construtivamente no Movimento Anti-Guerra, Anti-NATO, pelo que todos poderão fazer chegar as suas propostas à Mesa, as quais serão discutidas.
COMPAREÇAM E DIVULGUEM ENTRE OS VOSSOS CONTACTOS!PARA DEBATE NA ASSEMBLEIA ABERTA DE 23 DE JANEIROApresenta-se abaixo uma versão provisória do manifesto da coligação internacional "No to war - No to NATO", da qual a PAGAN é membro.
Esta versão está em discussão entre os activistas dos diversos países, para ratificação final a 1 de Fevereiro.
Acolhemos sujestões para debate (enviar para antinatoportugal@gmail.com ) na Assembleia Aberta da PAGAN, na Coop. Crew Hassan, a 23 de Janeiro (sáb.), às 15h]
Texto para debate:
Após mais de 60 anos de existência, a NATO é cada vez mais um obstáculo à realização da paz mundial. Desde o final da Guerra Fria, a NATO reinventou-se, tornando-se num instrumento de intervenção militar, ao serviço da “comunidade internacional”, inclusivamente para promover a chamada “guerra ao terrorismo”. Na realidade, é um veículo para o uso da força militar norte-americana, disponibilizando bases militares em todos os continentes, sobrepondo-se às Nações Unidas e ao direito internacional, acelerando a militarização e promovendo o aumento de gastos com armamento – os países da NATO são responsáveis por 75% das despesas militares de todo o mundo. Seguindo esta agenda expansionista desde 1991, concebida para prosseguir interesses estratégicos e obter recursos, a NATO levou a guerra aos Balcãs, sob a égide da chamada “guerra humanitária” e, desde 2001, tem conduzido uma guerra brutal no Afeganistão – onde a trágica situação se tem agravado -, guerra essa que se expandiu para o Paquistão.
Na Europa, a NATO tem agravado tensões, alimentando a corrida ao armamento com o chamado “escudo anti-míssil”, um arsenal nuclear massivo e uma política que prevê o ataque nuclear preventivo (“nuclear first strike policy”). A política da União Europeia está crescentemente ligada à NATO. Através da Parceria para a Paz, do Plano de Acção Individual da Parceria (1), da Iniciativa de Cooperação de Istambul (ICI), do Diálogo do Mediterrâneo e do chamado “Grupo de Contacto” (2), a NATO teceu uma teia global que se estende por todos os continentes – do Alasca à Nova Zelândia. A expansão, que está em curso, da NATO para a Europa de leste e ainda mais além, assim como as operações “fora da sua área”, estão a tornar o mundo num lugar mais perigoso.
O conflito do Cáucaso é sintomático dos perigos. Cada avanço da fronteira da NATO faz aumentar a possibilidade de guerra, inclusivamente com armas nucleares.
A velha NATO do confronto dos dois blocos na corrida aos armamentos, com mísseis nucleares e planos de guerra nuclear esgotou a sua função com o fim da Guerra Fria. A nova “NATO global” ameaça milhares de milhões de pessoas e o planeta, impede uma política internacional “civilizada” e bloqueia as soluções para os desafios globais.
Coligação internacional “No to war – No to NATO”
A “No to war – No to NATO” é uma coligação internacional de grupos e organizações de um vasto espectro político, unidos pela sua oposição à NATO, à guerra da NATO no Afeganistão e ao papel cada vez mais agressivo da NATO em todo o mundo. Encontra-se aberta a todos os grupos e organizações que partilham da nossa oposição à NATO, desde que não apoiem regimes ou ideologias repressivas, como o racismo.
Embora a coligação, em si mesma, não tenha uma posição sobre o uso da violência em geral (por ex. defesa militar, lutas de libertação ou de independência), a coligação compromete-se a recorrer exclusivamente a meios não-violentos nas suas actividades contra a NATO: manifestações, desobediência civil e acções directas não-violentas, conferências, palestras de formação e outras actividades. A nossa luta contra a NATO é uma luta por mundo mais pacífico.
Para alcançar a nossa visão de um mundo pacífico, rejeitamos as respostas militares a crises regionais e globais – estas respostas são parte do problema e não da solução. Recusamos viver sob o terror das armas nucleares e rejeitamos uma nova corrida ao armamento. Temos que reduzir os gastos militares, redireccionando os recursos para a satisfação das necessidades humanas. Temos que encerrar todas as bases militares no estrangeiro, bem como todas as estruturas militares usadas para a guerra e a intervenção militar. Temos que democratizar e desmilitarizar as relações entre os povos e estabelecer novas formas de cooperação pacífica para construir um mundo mais seguro e justo.http://antinatoportugal.wordpress.com/
ASSEMBLEIA DA PAGAN NO PORTO,
DIA 22 DE JANEIRO ÀS 18H30, NA CASA VIVAReunião da PAGAN do PortoLocal:Pc. Marquês Pombal, 167 - Porto
Estados Unidos aproveitam a desgraça do Haiti para uma nova ocupação militar
Enquanto Cuba envia mais médicos para o Haiti para tentar minorar a desgraça desse país depois do terramoto que sofreu no passado fim-de-semana, os Estados Unidos reforçam os seus efectivos militares numa nova tentativa de ocupar a nação mais pobre da América Latina e Caraíbas, mas que nunca deixou de ser estratégica para os interesses castrenses de Washington.
Informações oficiais revelaram nas últimas horas que 5800 novos soldados norte-americanos chegarão nesta terça-feira [19 de Janeiro] ao Haiti, que se juntarão a outros 7500 que já lá estão em “trabalhos humanitários”, segundo o Pentágono.
A conduta da Casa Branca contrasta com a da maioria dos países que ofereceram ou materializaram a sua ajuda ao povo desse estado caribenho, que se encontra numa das piores desgraças da sua história, que por certo não têm sido poucas.
Cuba, por exemplo, tem desde há 11 anos mais de 400 cooperantes de medicina no Haiti e reforçou os seus médicos e pessoal paramédico, para além de enviar hospitais de campanha, com o propósito de dar assistência à maior quantidade de pessoas afectadas pelo forte sismo que devastou essa pequena nação.
Para cúmulo dos cúmulos, o ex-presidente norte-americano George W. Bush, o mais guerreirista e sanguinário da história dos Estados Unidos, foi “designado” um dos coordenadores de um suposto fundo para reconstruir o Haiti.
A “nomeação” de W. Bush, com o aval do actual inquilino da Casa Branca, Barack Obama, levantou ainda mais suspeitas de que o Pentágono tem intenções de se apoderar militarmente do país caribenho. Conhecendo a recente história macabra de W. Bush, a sua paixão perversa pelas guerras, as suas invasões do Iraque e Afeganistão, as horrendas torturas a prisioneiros nas prisões de Abu Ghraib e Guantánamo, e as prisões secretas na Europa da norte-americana Agência Central de Inteligência (CIA), ninguém pode acreditar que a actual presença dos Estados Unidos hoje no Haiti seja humanitária.
Seria muito absurdo e ingénuo pensar que esse outrora chefe do regime de Washington pudesse fazer algo para ajudar o povo haitiano, ou qualquer outro povo, e muito menos impulsionar a reconstrução dessa nação.
Informações oficiais revelaram nas últimas horas que 5800 novos soldados norte-americanos chegarão nesta terça-feira [19 de Janeiro] ao Haiti, que se juntarão a outros 7500 que já lá estão em “trabalhos humanitários”, segundo o Pentágono.
A conduta da Casa Branca contrasta com a da maioria dos países que ofereceram ou materializaram a sua ajuda ao povo desse estado caribenho, que se encontra numa das piores desgraças da sua história, que por certo não têm sido poucas.
Cuba, por exemplo, tem desde há 11 anos mais de 400 cooperantes de medicina no Haiti e reforçou os seus médicos e pessoal paramédico, para além de enviar hospitais de campanha, com o propósito de dar assistência à maior quantidade de pessoas afectadas pelo forte sismo que devastou essa pequena nação.
Para cúmulo dos cúmulos, o ex-presidente norte-americano George W. Bush, o mais guerreirista e sanguinário da história dos Estados Unidos, foi “designado” um dos coordenadores de um suposto fundo para reconstruir o Haiti.
A “nomeação” de W. Bush, com o aval do actual inquilino da Casa Branca, Barack Obama, levantou ainda mais suspeitas de que o Pentágono tem intenções de se apoderar militarmente do país caribenho. Conhecendo a recente história macabra de W. Bush, a sua paixão perversa pelas guerras, as suas invasões do Iraque e Afeganistão, as horrendas torturas a prisioneiros nas prisões de Abu Ghraib e Guantánamo, e as prisões secretas na Europa da norte-americana Agência Central de Inteligência (CIA), ninguém pode acreditar que a actual presença dos Estados Unidos hoje no Haiti seja humanitária.
Seria muito absurdo e ingénuo pensar que esse outrora chefe do regime de Washington pudesse fazer algo para ajudar o povo haitiano, ou qualquer outro povo, e muito menos impulsionar a reconstrução dessa nação.
[Grécia] Começam mobilizações na cidade remota de Amfissa para o julgamento dos assassinos de Alexandros

Era suposto o julgamento dos assassinos de Alexandros começar dia 20 de Janeiro apesar do o seu advogado de defesa afirmar que está "muito ocupado"...Espera-se a chegada de muitos activistas nestes dias. No seguimento de uma decisão de uma Assembleia Anarquista em Atenas 15 companheiros seguiram para Amfissa no dia 16 para começar começar acções de contra-informação tendo em conta a chegada em massa de anarquistas, esquerdistas e outros activistas na manhã de hoje (20 de Janeiro).Segundo relatos de alguns companheiros no local, a pequena cidade está à beira do pânico sendo que muitas lojas e bancos estão barricados como medida de prevenção. Apesar de tudo, com a notícia a circular de que "os anarquistas chegaram à cidade" muita gente procurou conhecer os activistas e ao que parece o feedback está a ser muito positivo. Felizmente, não obstante à cidade estar isolada fisicamente, a população não se deixa enganar pela propaganda dos media corporativos. Os vários companheiros foram convidados vezes sem conta a beber de graça nos bares locais e não foram incomodados pela visivelmente incomodada polícia local.Vários slogans foram pintados na auto-estrada entre Atenas e Amfissa. Segue (em inglês) o comunicado que foi distribuído à população local:
"TO THE RESIDENTS OF AMFISSA
The 20th of January will see the trial of the police officer that executed the 15 year old Alexandros Grigoropoulos in Exarcheia take place in your city. No matter where one sees this from, even for those who insist to “have confidence in the Greek justice system” this trial is a trial of expediency: they chose a small and quiet town, with the all problems of the greek countryside, and chose to bring to it a main political incident that shocked the whole of Greece and caused the first revolt following the fall of the junta. The objectives of the state are obvious. They want to cut off, they want to keep afar those who want to have a saying against this juridical laundering-operation. The distance [from Athens] and the isolation of Amfissa are for the state its hope to guarantee its much-wanted isolation, not in the name of “delivery of justice” but in an effort to close the chapter of a murder and a revolt in a way that will, communication-wise, bring it “on top”. The police occupation, fear, all this hubbub is part of a scene being set up in your city that the state will use to produce some television propaganda for the entire country.
A 15-year old boy was executed in the most heavily policed neighbourhood of Athens for the last 30 years. If the incident had happened elsewhere, perhaps it would had gone mostly unnoticed. In Exarcheia however, the presence of many anarchists, leftists but also un-grouped people with conscience left no time for the regime to impose any blackout. The first explosion of rage that was expressed in the area created a chain reaction across the entire capital, across the whole country.
For nearly a month, tens of thousands took to the streets, shouted, protested, hit and got hit. It is certain that the death of Alexandros was only the occasion. It is what we live every day that came to find a spontaneous expression in those days. And how could something like this have happened peacefully?
Destruction of properties did take place. And beside the justified ones (who really feels sorry for a burnt bank?) many were random. How can a spontaneous and multi-colour revolt be “self-controlled”? A uninstructed revolt and for this reason, a genuine one. If we shared the logic of the political forces of power, we would without second thought claim “as ours” such a situation. We would name “anarchists” all those who took part and we would claim the responsibility for everything. After all, we would not make any more enemies than we already have, nor are we dependent on the law-abiding rules of elections and parliament.
It was us amongst others who caused the first spark without even knowing how much flammable material of rage exists around us. And were happy for this fire. No for the joy of destruction but because this fire showed that the heart of oppressed society remains alive. It proved that the brainwash, the teaching of obedience, the autocracy of the system has cracks.
Cracks, that while time passes, while the economic crisis goes on, while the capitalists ask for more, while the myths and the false hopes that are cultivated by the power come to a crash, these cracks become the hope for the social emancipation, for the counter-attack of all of us, with new larger Decembers – and beyond. A hope for us and a fear for the state. A state that hit people, threw tear gass, made hundreds of arrests those days, but did not accomplish to control anything. And that as, due to the fear of generalization of the uprising, it did not dare raise the level of violence…
This is the ghost that this trial wants to cast out. Whether it condemns to life in prison the executive body of the murder or not. It is December that this trial wants to condemn.
Kill, sentence and you are good to go – this it is the substance of the trial of Korkoneas in Amfissa on the 20th of January.
We know that as anarchists (who will not stand watching the provocations of power hands-down) we find ourselves in an unfavorable position. We too watch television, we read newspapers, we know of the image that media create for us. So will the hordes of barbarians come to Amfissa to flatten the city? Should each resident of the city barricade their house? Should they take their rifle and stand guard on their rooftops? Are the babies in danger, the olive tries, animals, the kiosks, the drinkable water? The answer is no.
We do not expect anyone to simply take our word for this. Being suspicious of any assurances made by people conducting political struggles is the first step in order for one to have a free mind. It is at this suspiciousness however, and at common logic, that we aim. Anyone who has fought for anything, anyone who has stood with their head high, anyone who has ever resisted, knowns from experience in what ways the regime-controlled media garble struggles. Anyone who has been part of a news-making event can compare what they saw with their own eyes and what they then saw on television. Shall we speak about how they present every “uncomfortable”, for them, strike? Shall we remember how they defamed (and they continue to do so) the farmers’ mobilizations? The mobilizations of students, of pupils?
And it is not just the production of lies and terror in order to defame struggles. Every time that parts of society rise up, the standard tactic of the propagandists of the state is to try to turn other parts against them. Against the strikers in transportation they will place the workers “who cannot get to their jobs”. Against the port-dockers, they will put “petit-traders who are financially destroyed”. Against the farmers and the blockades, “the drivers, the travelers, the truck drivers that have a rough time”. The bad thing is that they often achieve their objective. It is down to this very success that they manage to get away with whatever they want, to maintain our everyday misery. Let’s all for a moment ponder how things could be if, rather than disputes between the oppressed, there was solidarity…
This time they are attempting to turn a local society against the presence of political entities and simple strugglers who respond to a state murder and what came to follow it. It is down to each one of us whether we will fall for the propaganda of media-tycoons, the ministers, all the powerful who build careers by selling insecurity.
We call everyone to be at the town square on Wednesday morning. Because at the end of the day, even if today we are still unable to get done with the misery power imposes on us we should at least show that we remember its crimes and that we are not mislead by its manipulations.
GUILTY IS THE STATEEVERYONE AT THE SQUARE OF AMFISSA ON WEDNESDAY 20th OF JANUARY 9.00am
Anarchists-Antiauthoritarians"
"TO THE RESIDENTS OF AMFISSA
The 20th of January will see the trial of the police officer that executed the 15 year old Alexandros Grigoropoulos in Exarcheia take place in your city. No matter where one sees this from, even for those who insist to “have confidence in the Greek justice system” this trial is a trial of expediency: they chose a small and quiet town, with the all problems of the greek countryside, and chose to bring to it a main political incident that shocked the whole of Greece and caused the first revolt following the fall of the junta. The objectives of the state are obvious. They want to cut off, they want to keep afar those who want to have a saying against this juridical laundering-operation. The distance [from Athens] and the isolation of Amfissa are for the state its hope to guarantee its much-wanted isolation, not in the name of “delivery of justice” but in an effort to close the chapter of a murder and a revolt in a way that will, communication-wise, bring it “on top”. The police occupation, fear, all this hubbub is part of a scene being set up in your city that the state will use to produce some television propaganda for the entire country.
A 15-year old boy was executed in the most heavily policed neighbourhood of Athens for the last 30 years. If the incident had happened elsewhere, perhaps it would had gone mostly unnoticed. In Exarcheia however, the presence of many anarchists, leftists but also un-grouped people with conscience left no time for the regime to impose any blackout. The first explosion of rage that was expressed in the area created a chain reaction across the entire capital, across the whole country.
For nearly a month, tens of thousands took to the streets, shouted, protested, hit and got hit. It is certain that the death of Alexandros was only the occasion. It is what we live every day that came to find a spontaneous expression in those days. And how could something like this have happened peacefully?
Destruction of properties did take place. And beside the justified ones (who really feels sorry for a burnt bank?) many were random. How can a spontaneous and multi-colour revolt be “self-controlled”? A uninstructed revolt and for this reason, a genuine one. If we shared the logic of the political forces of power, we would without second thought claim “as ours” such a situation. We would name “anarchists” all those who took part and we would claim the responsibility for everything. After all, we would not make any more enemies than we already have, nor are we dependent on the law-abiding rules of elections and parliament.
It was us amongst others who caused the first spark without even knowing how much flammable material of rage exists around us. And were happy for this fire. No for the joy of destruction but because this fire showed that the heart of oppressed society remains alive. It proved that the brainwash, the teaching of obedience, the autocracy of the system has cracks.
Cracks, that while time passes, while the economic crisis goes on, while the capitalists ask for more, while the myths and the false hopes that are cultivated by the power come to a crash, these cracks become the hope for the social emancipation, for the counter-attack of all of us, with new larger Decembers – and beyond. A hope for us and a fear for the state. A state that hit people, threw tear gass, made hundreds of arrests those days, but did not accomplish to control anything. And that as, due to the fear of generalization of the uprising, it did not dare raise the level of violence…
This is the ghost that this trial wants to cast out. Whether it condemns to life in prison the executive body of the murder or not. It is December that this trial wants to condemn.
Kill, sentence and you are good to go – this it is the substance of the trial of Korkoneas in Amfissa on the 20th of January.
We know that as anarchists (who will not stand watching the provocations of power hands-down) we find ourselves in an unfavorable position. We too watch television, we read newspapers, we know of the image that media create for us. So will the hordes of barbarians come to Amfissa to flatten the city? Should each resident of the city barricade their house? Should they take their rifle and stand guard on their rooftops? Are the babies in danger, the olive tries, animals, the kiosks, the drinkable water? The answer is no.
We do not expect anyone to simply take our word for this. Being suspicious of any assurances made by people conducting political struggles is the first step in order for one to have a free mind. It is at this suspiciousness however, and at common logic, that we aim. Anyone who has fought for anything, anyone who has stood with their head high, anyone who has ever resisted, knowns from experience in what ways the regime-controlled media garble struggles. Anyone who has been part of a news-making event can compare what they saw with their own eyes and what they then saw on television. Shall we speak about how they present every “uncomfortable”, for them, strike? Shall we remember how they defamed (and they continue to do so) the farmers’ mobilizations? The mobilizations of students, of pupils?
And it is not just the production of lies and terror in order to defame struggles. Every time that parts of society rise up, the standard tactic of the propagandists of the state is to try to turn other parts against them. Against the strikers in transportation they will place the workers “who cannot get to their jobs”. Against the port-dockers, they will put “petit-traders who are financially destroyed”. Against the farmers and the blockades, “the drivers, the travelers, the truck drivers that have a rough time”. The bad thing is that they often achieve their objective. It is down to this very success that they manage to get away with whatever they want, to maintain our everyday misery. Let’s all for a moment ponder how things could be if, rather than disputes between the oppressed, there was solidarity…
This time they are attempting to turn a local society against the presence of political entities and simple strugglers who respond to a state murder and what came to follow it. It is down to each one of us whether we will fall for the propaganda of media-tycoons, the ministers, all the powerful who build careers by selling insecurity.
We call everyone to be at the town square on Wednesday morning. Because at the end of the day, even if today we are still unable to get done with the misery power imposes on us we should at least show that we remember its crimes and that we are not mislead by its manipulations.
GUILTY IS THE STATEEVERYONE AT THE SQUARE OF AMFISSA ON WEDNESDAY 20th OF JANUARY 9.00am
Anarchists-Antiauthoritarians"
terça-feira, 19 de janeiro de 2010


Esta 6ª-feira, dia 22 de Janeiro
Começa a 1ª sessão do julgamento contra os detidos na manifestação do 25 de Abril de 2007.Às 9h30, na Gare do Oriente
Começa a 1ª sessão do julgamento contra os detidos na manifestação do 25 de Abril de 2007.Às 9h30, na Gare do Oriente
Continuamos nas ruas!
16 e 17 de Janeiro - Ciclo de Cinema George Orwell no Centro de Cultura Libertária

16 de Janeiro (Sábado) 16h30m
1984
17 de Janeiro (Domingo) 16h30m A Quinta dos Animais
O Centro de Cultura Libertária irá passar nos próximos dias 16 e 17 de Janeiro dois filmes baseados nas obras "1984" e "A Quinta dos Animais" de George Orwell. Estas são dois dos romances mais importantes do escritor inglês, onde é feita uma analogia ao sistema totalitarista da URSS através de uma visão futurista no primeiro caso, e de uma fábula no segundo. Será uma boa oportunidade de podermos visionar uma representação cinematográfica de dois dos mais importantes romances escritos de crítica aos sistemas totalitaristas, por um escritor que nunca se cansou de denunciar e lutar contra os sistemas autoritários.16 de Janeiro (Sábado) 16h30m1984"A partir duma visão futurista daquilo que seria o mundo em 1984, este filme dá-nos a imagem de uma sociedade totalitária, num mundo tripartido e em constante estado de conflito, através do olhar de um funcionário do partido no poder. O amor acaba por se tornar um acto de rebeldia e dissidência, quando Winston Smith se apaixona por um outro membro do partido, Julia, quebrando assim as regras impostas pelo partido. Esta relação acaba por levar Winston a questionar aquela sociedade, mas o olhar do BIG BROTHER é omnipresente e acaba por levá-lo a sentir na pele o que acontece a todos aqueles que quebram as regras que lhes são impostas. Um dos maiores romances de ficção científica de crítica ao totalitarismo numa adaptação ao cinema."Realização: Michael RadfordTempo de duração: 113 minutosLinguagem: Inglês (legendas em português)17 de Janeiro (Domingo) 16h30mA Quinta dos Animais"Fartos de serem os joguetes do capricho humano, os animais da Manor Farm rebelam-se contra os seus proprietários, expulsando-os das suas terras e criando uma sociedade de igualdade e liberdade. Mas aquilo que poderia ser a realização de um sonho de emancipação torna-se um pesadelo quandos os porcos assumem o poder e expulsam o líder revolucionário Snowball das suas terras, manipulando a mente dos outros animais através da sua propaganda e explorando-os até aos seus limites. Napoleão torna-se assim o líder de uma sociedade que se tornou tudo menos igualitária, e onde o despostismo dos porcos é igualado, em certo ponto, ao despotismo humano. Um fábula que se tornou um dos maiores hinos críticos do regime totalitário soviético."Realização: John StephensonTempo de duração: 91 minutosLinguagem: Inglês (legendas em português)Apareçam!!!Centro de Cultura LibertáriaRua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almadahttp://culturalibertaria.blogspot.com/
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Ciclo Cinema George Orwell no Centro de Cultura Libertária
Ciclo Cinema George Orwell no Centro de Cultura Libertária
Dia 16 e 17 de Janeiro (Sábado e Domingo) pelas 16h30m
O Centro de Cultura Libertária irá passar nos próximos dias 16 e 17 de Janeiro dois filmes baseados nas obras "1984" e "A Quinta dos Animais" de George Orwell. Estas são dois dos romances mais importantes do escritor inglês, onde é feita uma analogia ao sistema totalitarista da URSS através de uma visão futurista no primeiro caso, e de uma fábula no segundo. Será uma boa oportunidade de podermos visionar uma representação cinematográfica de dois dos mais importantes romances escritos de crítica aos sistemas totalitaristas, por um escritor que nunca se cansou de denunciar e lutar contra os sistemas autoritários.
16 de Janeiro (Sábado) 16h30m
1984
"A partir duma visão futurista daquilo que seria o mundo em 1984, este filme dá-nos a imagem de uma sociedade totalitária, num mundo tripartido e em constante estado de conflito, através do olhar de um funcionário do partido no poder. O amor acaba por se tornar um acto de rebeldia e dissidência, quando Winston Smith se apaixona por um outro membro do partido, Julia, quebrando assim as regras impostas pelo partido. Esta relação acaba por levar Winston a questionar aquela sociedade, mas o olhar do BIG BROTHER é omnipresente e acaba por levá-lo a sentir na pele o que acontece a todos aqueles que quebram as regras que lhes são impostas. Um dos maiores romances de ficção científica de crítica ao totalitarismo numa adaptação ao cinema."
Realização: Michael RadfordTempo de duração: 113 minutosLinguagem: Inglês (legendas em português)
17 de Janeiro (Domingo) 16h30m
A Quinta dos Animais
"Fartos de serem os joguetes do capricho humano, os animais da Manor Farm rebelam-se contra os seus proprietários, expulsando-os das suas terras e criando uma sociedade de igualdade e liberdade. Mas aquilo que poderia ser a realização de um sonho de emancipação torna-se um pesadelo quandos os porcos assumem o poder e expulsam o líder revolucionário Snowball das suas terras, manipulando a mente dos outros animais através da sua propaganda e explorando-os até aos seus limites. Napoleão torna-se assim o líder de uma sociedade que se tornou tudo menos igualitária, e onde o despostismo dos porcos é igualado, em certo ponto, ao despotismo humano. Um fábula que se tornou um dos maiores hinos críticos do regime totalitário soviético."
Realização: John StephensonTempo de duração: 91 minutosLinguagem: Inglês (legendas em português)
Apareçam!!!
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *Centro de Cultura Libertária
Site: http://ccl.yoll.netBlog: http://culturalibertaria.blogspot.comE-mail: ateneu2000@yahoo.comEndereço postal: Apartado 40 / 2800-801 Almada (Portugal)Sede: Rua Cândido do Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada
Dia 16 e 17 de Janeiro (Sábado e Domingo) pelas 16h30m
O Centro de Cultura Libertária irá passar nos próximos dias 16 e 17 de Janeiro dois filmes baseados nas obras "1984" e "A Quinta dos Animais" de George Orwell. Estas são dois dos romances mais importantes do escritor inglês, onde é feita uma analogia ao sistema totalitarista da URSS através de uma visão futurista no primeiro caso, e de uma fábula no segundo. Será uma boa oportunidade de podermos visionar uma representação cinematográfica de dois dos mais importantes romances escritos de crítica aos sistemas totalitaristas, por um escritor que nunca se cansou de denunciar e lutar contra os sistemas autoritários.
16 de Janeiro (Sábado) 16h30m
1984
"A partir duma visão futurista daquilo que seria o mundo em 1984, este filme dá-nos a imagem de uma sociedade totalitária, num mundo tripartido e em constante estado de conflito, através do olhar de um funcionário do partido no poder. O amor acaba por se tornar um acto de rebeldia e dissidência, quando Winston Smith se apaixona por um outro membro do partido, Julia, quebrando assim as regras impostas pelo partido. Esta relação acaba por levar Winston a questionar aquela sociedade, mas o olhar do BIG BROTHER é omnipresente e acaba por levá-lo a sentir na pele o que acontece a todos aqueles que quebram as regras que lhes são impostas. Um dos maiores romances de ficção científica de crítica ao totalitarismo numa adaptação ao cinema."
Realização: Michael RadfordTempo de duração: 113 minutosLinguagem: Inglês (legendas em português)
17 de Janeiro (Domingo) 16h30m
A Quinta dos Animais
"Fartos de serem os joguetes do capricho humano, os animais da Manor Farm rebelam-se contra os seus proprietários, expulsando-os das suas terras e criando uma sociedade de igualdade e liberdade. Mas aquilo que poderia ser a realização de um sonho de emancipação torna-se um pesadelo quandos os porcos assumem o poder e expulsam o líder revolucionário Snowball das suas terras, manipulando a mente dos outros animais através da sua propaganda e explorando-os até aos seus limites. Napoleão torna-se assim o líder de uma sociedade que se tornou tudo menos igualitária, e onde o despostismo dos porcos é igualado, em certo ponto, ao despotismo humano. Um fábula que se tornou um dos maiores hinos críticos do regime totalitário soviético."
Realização: John StephensonTempo de duração: 91 minutosLinguagem: Inglês (legendas em português)
Apareçam!!!
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[C.N.T] Cem anos de Anarcosindicalismo

El día 1 de Noviembre de 1910, en el local barcelonés del Círculo de Bellas Artes, quedó constituida la CNT (Confederación Nacional del Trabajo). Esta Organización, heredera de la Regional Española de la 1ª Internacional (1870), nació del propio seno del Movimiento Obrero como la primera organización sindical autónoma en este país.
Asumiendo el lema internacionalista “la emancipación de los trabajadores será obra de los trabajadores mismos, o no será”, la CNT se hizo depositaria de la rebeldía popular que, como una corriente soterrada, se opone al poder a lo largo de los tiempos, para emerger triunfante en momentos concretos desde el imperio medio egipcio a la Revolución Francesa, germen de los únicos procesos históricos en que la humanidad avanzó notoriamente por la senda de la libertad, la justicia, la igualdad, la dignidad y el progreso.
Sobre el sencillo acuerdo de crear una organización obrera independiente de los poderes políticos, religiosos y económicos, como condición indispensable para mejorar las condiciones de vida de los trabajadores hasta el fin de la explotación, comenzó la CNT su actividad anarcosindicalista. En pocos años aglutinó la mayoría del movimiento obrero, consiguiendo importantes conquistas sociales y económicas que constituyen ya un legado de valor incalculable para la sociedad actual.
La jornada laboral de ocho horas, la jornada semanal de treinta y seis horas, la erradicación del trabajo infantil, la igualdad de la mujer y la incorporación a los quehaceres diarios de valores como la solidaridad, el federalismo, la ecología, el feminismo, el amor libre, el antimilitarismo, el ateísmo ..., hoy tan en boga, son parte de ese legado que alcanzó su cenit en la Revolución Social de 1936, cuando la utopía -el comunismo libertario- se convirtió en modo de vida cotidiano de todos los territorios liberados
La reacción del capitalismo internacional, permitió al ejército fascista de Franco convertir ese sueño revolucionario en una pesadilla de cientos de miles de personas perseguidas, asesinadas y desaparecidas, tras la victoria golpista en 1939. Mas ni uno solo de los culpables – todos conocidos, algunos políticos en activo- de aquel régimen de terror, uno de los más criminales de la historia, resultó tan siquiera públicamente reprobado, merced al vergonzoso pacto de impunidad con el franquismo, que la izquierda nacional democrática (PSOE, PCE, UGT y CCOO) selló en sus acuerdos de rendición al capital, conocidos como “la transición española” (1977).
Pese a todo, el pueblo siguió defendiendo, muchas veces con su vida, los sencillos principios del anarcosindicalismo: independencia, autonomía, federalismo, autogestión, asamblea, solidaridad y acción directa, es decir, autoorganización para rechazar toda injerencia de partidos políticos u otras instituciones económicas, religiosas, etc. en los asuntos obreros. Huelgas, manifestaciones, represión y tortura fueron la crónica diaria de la dictadura (1939-1976), hasta que con su desaparición el movimiento obrero volvió ilusionado a reconstruir su anhelada CNT (1977). Vivimos nuevos años de incesantes conquista obreras. Las jornadas de Montjuich, o San Sebastián de los Reyes, jalonaron el poderoso renacer confederal en la década de 1970.
El avance del movimiento obrero, de nuevo autoorganizado por la CNT, mediante luchas ejemplares como la huelga de gasolineras de 1978, suscitó la reacción del capitalismo, esta vez apoyado en el estado democrático y su aparato institucional (gobiernos, partidos, jueces, burocracias sindicales, …). El éxito sindical de la CNT fue reprimido policialmente (Caso Scala, 1978) y junto a campañas de silencio y propaganda difamatoria en los medios de comunicación, generaron desastrosas consecuencias para el movimiento obrero de este país.
La debilitación de la presencia anarcosindicalista en el movimiento obrero posibilitó la pérdida de derechos adquiridos tras una larga y dura lucha sindical, por la desregulación y precarización laboral implantadas con la peor de las corrupciones que asolan el país: La Corrupción Sindical. Una corrupción oficialmente silenciada, que pervierte el sindicalismo en general a los ojos de los trabajadores, pero que es protagonizada fundamentalmente por los sindicatos institucionales- CC.OO y UGT-, cuyos "yuppies" sindicales cobran subvenciones y sumas millonarias a gobiernos y empresas como pago a su traición, por aceptar cuantas medidas se adoptan en defensa del capital y su creciente acumulación de beneficios ( EREs, Reformas Laborales, despido libre...)
A pesar de todo, miles de trabajadores y trabajadoras seguimos hoy en esa genuina organización obrera a la que llamamos CNT, manteniéndola exclusivamente con nuestros propios medios, convirtiéndola así en el único ejemplo vivo de sindicalismo de clase, capaz de enfrentarse a la opresión y el control social, la destrucción ecológica del planeta y la sobreexplotación económica, aspectos todos, inherentes al Capitalismo.
2010 tiene para nosotros una connotación especial: se cumple un siglo de existencia de la CNT. Es el centenario de un pueblo y la inestimable lucha de miles de personas, que a lo largo de estos cien años se han dotado de una herramienta ejemplar, a seguir para la clase obrera mundial, por su cultura propia, capacidad autoorganizativa, lucha radical, extensión popular y realizaciones revolucionarias en aras a construir una sociedad antiautoritaria y solidaria.
Estos ideales conforman la noble causa a la que aquí y ahora te invitamos.
Asumiendo el lema internacionalista “la emancipación de los trabajadores será obra de los trabajadores mismos, o no será”, la CNT se hizo depositaria de la rebeldía popular que, como una corriente soterrada, se opone al poder a lo largo de los tiempos, para emerger triunfante en momentos concretos desde el imperio medio egipcio a la Revolución Francesa, germen de los únicos procesos históricos en que la humanidad avanzó notoriamente por la senda de la libertad, la justicia, la igualdad, la dignidad y el progreso.
Sobre el sencillo acuerdo de crear una organización obrera independiente de los poderes políticos, religiosos y económicos, como condición indispensable para mejorar las condiciones de vida de los trabajadores hasta el fin de la explotación, comenzó la CNT su actividad anarcosindicalista. En pocos años aglutinó la mayoría del movimiento obrero, consiguiendo importantes conquistas sociales y económicas que constituyen ya un legado de valor incalculable para la sociedad actual.
La jornada laboral de ocho horas, la jornada semanal de treinta y seis horas, la erradicación del trabajo infantil, la igualdad de la mujer y la incorporación a los quehaceres diarios de valores como la solidaridad, el federalismo, la ecología, el feminismo, el amor libre, el antimilitarismo, el ateísmo ..., hoy tan en boga, son parte de ese legado que alcanzó su cenit en la Revolución Social de 1936, cuando la utopía -el comunismo libertario- se convirtió en modo de vida cotidiano de todos los territorios liberados
La reacción del capitalismo internacional, permitió al ejército fascista de Franco convertir ese sueño revolucionario en una pesadilla de cientos de miles de personas perseguidas, asesinadas y desaparecidas, tras la victoria golpista en 1939. Mas ni uno solo de los culpables – todos conocidos, algunos políticos en activo- de aquel régimen de terror, uno de los más criminales de la historia, resultó tan siquiera públicamente reprobado, merced al vergonzoso pacto de impunidad con el franquismo, que la izquierda nacional democrática (PSOE, PCE, UGT y CCOO) selló en sus acuerdos de rendición al capital, conocidos como “la transición española” (1977).
Pese a todo, el pueblo siguió defendiendo, muchas veces con su vida, los sencillos principios del anarcosindicalismo: independencia, autonomía, federalismo, autogestión, asamblea, solidaridad y acción directa, es decir, autoorganización para rechazar toda injerencia de partidos políticos u otras instituciones económicas, religiosas, etc. en los asuntos obreros. Huelgas, manifestaciones, represión y tortura fueron la crónica diaria de la dictadura (1939-1976), hasta que con su desaparición el movimiento obrero volvió ilusionado a reconstruir su anhelada CNT (1977). Vivimos nuevos años de incesantes conquista obreras. Las jornadas de Montjuich, o San Sebastián de los Reyes, jalonaron el poderoso renacer confederal en la década de 1970.
El avance del movimiento obrero, de nuevo autoorganizado por la CNT, mediante luchas ejemplares como la huelga de gasolineras de 1978, suscitó la reacción del capitalismo, esta vez apoyado en el estado democrático y su aparato institucional (gobiernos, partidos, jueces, burocracias sindicales, …). El éxito sindical de la CNT fue reprimido policialmente (Caso Scala, 1978) y junto a campañas de silencio y propaganda difamatoria en los medios de comunicación, generaron desastrosas consecuencias para el movimiento obrero de este país.
La debilitación de la presencia anarcosindicalista en el movimiento obrero posibilitó la pérdida de derechos adquiridos tras una larga y dura lucha sindical, por la desregulación y precarización laboral implantadas con la peor de las corrupciones que asolan el país: La Corrupción Sindical. Una corrupción oficialmente silenciada, que pervierte el sindicalismo en general a los ojos de los trabajadores, pero que es protagonizada fundamentalmente por los sindicatos institucionales- CC.OO y UGT-, cuyos "yuppies" sindicales cobran subvenciones y sumas millonarias a gobiernos y empresas como pago a su traición, por aceptar cuantas medidas se adoptan en defensa del capital y su creciente acumulación de beneficios ( EREs, Reformas Laborales, despido libre...)
A pesar de todo, miles de trabajadores y trabajadoras seguimos hoy en esa genuina organización obrera a la que llamamos CNT, manteniéndola exclusivamente con nuestros propios medios, convirtiéndola así en el único ejemplo vivo de sindicalismo de clase, capaz de enfrentarse a la opresión y el control social, la destrucción ecológica del planeta y la sobreexplotación económica, aspectos todos, inherentes al Capitalismo.
2010 tiene para nosotros una connotación especial: se cumple un siglo de existencia de la CNT. Es el centenario de un pueblo y la inestimable lucha de miles de personas, que a lo largo de estos cien años se han dotado de una herramienta ejemplar, a seguir para la clase obrera mundial, por su cultura propia, capacidad autoorganizativa, lucha radical, extensión popular y realizaciones revolucionarias en aras a construir una sociedad antiautoritaria y solidaria.
Estos ideales conforman la noble causa a la que aquí y ahora te invitamos.
[Londres] Protestos agendados para dia 28 de Janeiro
[de newsletter de STOP THE WAR UK ]
Na quinta-feira 28 de Janeiro os líderes da ocupação do Afeganistão pela NATO virão ao centro de Londres para uma conferência organizada por Gordon Brown para discutir as próximas etapas do seu esforço de guerra. O presidente Karzai, Hillary Clinton, o presidente Sarkosy e Angela Merkel estão entre os que são esperados.
«Stop the War» irá organizar um protesto por ocasião da conferência. Iremos tornar público o local e o tempo, tão depressa quanto forem anunciados os detalhes por parte dos organizadores da conferência.
A situação para os militaristas causadores de guerras está a deteriorar-se rapidamente. O último ano foi ,de longe, o pior desde a invasão em 2001, para as forças invasoras, com 108 soldados britânicos e 319 soldados dos EUA perdendo as suas vidas numa guerra sem sentido.
O número de civis afegãos mortos em 2009 também cresceu, com a ONU a indicar uma estimativa bem acima dos 2000, o que sem dúvida é uma sub-estimação do total visto que muitas mortes não são noticiadas.
Gordon Brown pretende que a NATO esteja comprometida com um Afeganistão estável e seguro, mas a guerra apenas faz crescer o sofrimento das pessoas comuns no segundo país mais pobre do mundo.
É este o ambiente no qual os taliban continuam a crescer e fortificar-se. Até o comandante das forças da NATO admite que eles controlam uma grande parte do país.
A infiltração taliban no exército afegão — que segundo Obama e Brown é a chave para vencer a guerra no longo prazo — foi posta em evidência no final de 2009 quando 5 soldados britânicos e sete operacionais da CIA foram mortos em incidentes separados por apoiantes dos talibans que serviam no exército.
O governo Karzai, apoiado pelos ocidentais — já desacreditado pela farsa da «eleição» presidencial — está em acentuada decomposição, depois da rejeição do elenco do governo de Karzai pelo parlamento afegão. Isto torna irrisório o slogan escolhido por Brown para a conferência de 28 de Janeiro «uma liderança afegã, uma associação internacional»
Dizem-nos que o objectivo do crescente morticínio é de contrariar o perigo de terrorismo. Mas é claro que, longe de combater o terrorismo, a ‘guerra ao terror’ criou mais inimigos para o ocidente, que a Al-Caida se espalhou através do Médio Oriente, até à Somália e Iémen e mais além.
Onde ela não está é no Afeganistão, onde o governo dos EUA admite que existam menos de 100 operacionais da Al Caida.
O encontro de chefes a 28 de Janeiro pode dar apenas uma resposta à catástrofe que a sua guerra criou. Mais guerra. Com o último reforço de tropas, Obama duplicou o número de militares desde que se tornou presidente – e apesar da maioria do público britânico apelar para que as tropas sejam retiradas, qualquer que seja a política externa dos EUA, mais os governantes britânicos aumentam as tropas no terreno para cima de 9500.
É essencial tornarmos claro a 28 de Janeiro, que estas políticas de guerra são antagonizadas pela maioria do povo em praticamente todas as nações da NATO. Em vez de discutir uma esclada da guerra no Afeganistão, a conferência internacional apelada por Gordon Brown deveria estar a fazer planos para as tropas regressarem a casa.
PROTESTO STOP À GUERRAPAREM A MATANÇA: TRAGAM AS TROPAS DE VOLTA A CASACONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE O AFEGANISTÃOQUINTA FEIRA 28 DE JANEIROCENTRO DE LONDRES (detalhes em breve)Esperamos que possa se juntar a nós.
PARA ACTUALIZAÇÕES:
http://www.stopwar.org.uk
Em:http://antinatoportugal.wordpress.com/2010/01/08/protestos-aquando-do-en...
Na quinta-feira 28 de Janeiro os líderes da ocupação do Afeganistão pela NATO virão ao centro de Londres para uma conferência organizada por Gordon Brown para discutir as próximas etapas do seu esforço de guerra. O presidente Karzai, Hillary Clinton, o presidente Sarkosy e Angela Merkel estão entre os que são esperados.
«Stop the War» irá organizar um protesto por ocasião da conferência. Iremos tornar público o local e o tempo, tão depressa quanto forem anunciados os detalhes por parte dos organizadores da conferência.
A situação para os militaristas causadores de guerras está a deteriorar-se rapidamente. O último ano foi ,de longe, o pior desde a invasão em 2001, para as forças invasoras, com 108 soldados britânicos e 319 soldados dos EUA perdendo as suas vidas numa guerra sem sentido.
O número de civis afegãos mortos em 2009 também cresceu, com a ONU a indicar uma estimativa bem acima dos 2000, o que sem dúvida é uma sub-estimação do total visto que muitas mortes não são noticiadas.
Gordon Brown pretende que a NATO esteja comprometida com um Afeganistão estável e seguro, mas a guerra apenas faz crescer o sofrimento das pessoas comuns no segundo país mais pobre do mundo.
É este o ambiente no qual os taliban continuam a crescer e fortificar-se. Até o comandante das forças da NATO admite que eles controlam uma grande parte do país.
A infiltração taliban no exército afegão — que segundo Obama e Brown é a chave para vencer a guerra no longo prazo — foi posta em evidência no final de 2009 quando 5 soldados britânicos e sete operacionais da CIA foram mortos em incidentes separados por apoiantes dos talibans que serviam no exército.
O governo Karzai, apoiado pelos ocidentais — já desacreditado pela farsa da «eleição» presidencial — está em acentuada decomposição, depois da rejeição do elenco do governo de Karzai pelo parlamento afegão. Isto torna irrisório o slogan escolhido por Brown para a conferência de 28 de Janeiro «uma liderança afegã, uma associação internacional»
Dizem-nos que o objectivo do crescente morticínio é de contrariar o perigo de terrorismo. Mas é claro que, longe de combater o terrorismo, a ‘guerra ao terror’ criou mais inimigos para o ocidente, que a Al-Caida se espalhou através do Médio Oriente, até à Somália e Iémen e mais além.
Onde ela não está é no Afeganistão, onde o governo dos EUA admite que existam menos de 100 operacionais da Al Caida.
O encontro de chefes a 28 de Janeiro pode dar apenas uma resposta à catástrofe que a sua guerra criou. Mais guerra. Com o último reforço de tropas, Obama duplicou o número de militares desde que se tornou presidente – e apesar da maioria do público britânico apelar para que as tropas sejam retiradas, qualquer que seja a política externa dos EUA, mais os governantes britânicos aumentam as tropas no terreno para cima de 9500.
É essencial tornarmos claro a 28 de Janeiro, que estas políticas de guerra são antagonizadas pela maioria do povo em praticamente todas as nações da NATO. Em vez de discutir uma esclada da guerra no Afeganistão, a conferência internacional apelada por Gordon Brown deveria estar a fazer planos para as tropas regressarem a casa.
PROTESTO STOP À GUERRAPAREM A MATANÇA: TRAGAM AS TROPAS DE VOLTA A CASACONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE O AFEGANISTÃOQUINTA FEIRA 28 DE JANEIROCENTRO DE LONDRES (detalhes em breve)Esperamos que possa se juntar a nós.
PARA ACTUALIZAÇÕES:
http://www.stopwar.org.uk
Em:http://antinatoportugal.wordpress.com/2010/01/08/protestos-aquando-do-en...
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
CERVAS na Casa da Horta Apresentação e Jantar de Beneficência - 29 de Dez - 20h

CERVAS na Casa da HortaApresentação e Jantar de BeneficênciaCasa da Horta, Porto.
29 de Dezembro de 2009, 20h
No dia 29 de Dezembro de 2009 (Terça-feira) a partir das 20h terá lugar na Casa da Horta, no Porto, um jantar de Beneficência, seguido de uma sessão de apresentação (22h) do Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS). Esta actividade promovida pela Associação Cultural Casa da Horta, tem como objectivo a divulgação do trabalho do CERVAS e angariação de apoios, ideias e parcerias para as actividades desde centro que está localizado em Gouveia, no Parque Natural da Serra da Estrela.
Informações:- Preço do jantar: 12,5€ (inclui sopa, prato e sobremesa)- Inscrições: cervas.pnse@gmail.com- Ver como chegar à Casa da Horta em http://casadahorta.pegada.net/
O CERVASO CERVAS é uma estrutura que pertence ao Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) / Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) e que se encontra actualmente sob a gestão da Associação ALDEIA (http://www.aldeia.org/) com o apoio da ANA – Aeroportos de Portugal e outros parceiros. O centro tem como objectivos detectar e solucionar diversos problemas associados à conservação e gestão das populações de animais selvagens e dos seus habitates. As linhas de acção do CERVAS são a recuperação de animais selvagens feridos ou debilitados, o apoio e/ou a realização de trabalhos de monitorização ecológica e sanitária das populações de animais selvagens, o apoio e fomento à aplicação do Programa Antídoto – Portugal http://www.antidoto-portugal.org/, a promoção da sensibilização ambiental em matéria de conservação e gestão dos animais selvagens e o funcionamento como unidade intermédia de gestão e transferência de informação e amostras tratadas através de parcerias científicas.
29 de Dezembro de 2009, 20h
No dia 29 de Dezembro de 2009 (Terça-feira) a partir das 20h terá lugar na Casa da Horta, no Porto, um jantar de Beneficência, seguido de uma sessão de apresentação (22h) do Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS). Esta actividade promovida pela Associação Cultural Casa da Horta, tem como objectivo a divulgação do trabalho do CERVAS e angariação de apoios, ideias e parcerias para as actividades desde centro que está localizado em Gouveia, no Parque Natural da Serra da Estrela.
Informações:- Preço do jantar: 12,5€ (inclui sopa, prato e sobremesa)- Inscrições: cervas.pnse@gmail.com- Ver como chegar à Casa da Horta em http://casadahorta.pegada.net/
O CERVASO CERVAS é uma estrutura que pertence ao Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) / Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) e que se encontra actualmente sob a gestão da Associação ALDEIA (http://www.aldeia.org/) com o apoio da ANA – Aeroportos de Portugal e outros parceiros. O centro tem como objectivos detectar e solucionar diversos problemas associados à conservação e gestão das populações de animais selvagens e dos seus habitates. As linhas de acção do CERVAS são a recuperação de animais selvagens feridos ou debilitados, o apoio e/ou a realização de trabalhos de monitorização ecológica e sanitária das populações de animais selvagens, o apoio e fomento à aplicação do Programa Antídoto – Portugal http://www.antidoto-portugal.org/, a promoção da sensibilização ambiental em matéria de conservação e gestão dos animais selvagens e o funcionamento como unidade intermédia de gestão e transferência de informação e amostras tratadas através de parcerias científicas.
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